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13/10/2007

FRASES DA EDUCAÇÃO IV

Não há saber mais ou saber menos.

Há saberes diferentes.
Paulo Freire.


Sufoca-se o espírito da criança

com conhecimentos inúteis

Voltaire

12/10/2007

O SABOR DO SABER

De que vale o conhecimento sem compaixão? Todas as atrocidades que caracterizam os nossos tempos foram feitas com a cumplicidade do conhecimento científico

Rubem Alves

"A boca fala do que está cheio o coração": esse é um ditado da sabedoria judaica que se encontra nas escrituras sagradas. Bem que poderia ser a explicação sumária daquilo que a psicanálise tenta fazer: ouvir o que a boca fala para chegar ao que o coração sente. Acontece comigo.

Cada texto é uma revelação do coração de quem escreve. Pois o meu coração ficou cheio com uma coisa que me disse minha neta Camila, de 11 anos. O que ela falou fez meu coração doer. Como resultado, fico pensando e falando sempre a mesma coisa.

A Camila estava na sala de televisão sozinha, chorando. Fui conversar com ela para saber o que estava acontecendo. E foi isso que ela me disse: "Vovô, quando eu vejo uma pessoa sofrendo, eu sofro também. O meu coração fica com o coração dela". Percebi que o coração da Camila conhecia aquilo que se chama "compaixão".

Compaixão, no seu sentido etimológico, quer dizer "sofrer com". Não estou sofrendo, mas vejo uma pessoa sofrer. Aí, eu sofro com ela. Ponho o outro dentro de mim. Esse é o sentido do amor: ter o outro dentro da gente. O apóstolo Paulo escreveu que posso dar tudo o que tenho aos pobres, mas, se me faltar o amor, nada serei, porque posso dar com as mãos sem que o coração sinta.

A compaixão é uma maneira de sentir. É dela que brota a ética.

Alguém foi se aconselhar com Santo Agostinho sobre o que fazer numa determinada situação. Ele respondeu curto e definitivo: "Ama e faze o que quiseres". Pois não é óbvio? Se tenho compaixão, nada de mau poderei fazer a quem quer que seja.
(...)Eu já sabia disso, mas nunca havia enchido o meu coração a ponto de doer. Doeu porque liguei a fala da Camila a essa tristeza que está acontecendo no Brasil. Os corruptos são homens que passaram pelas escolas, são portadores de muitos saberes. Tendo tantos saberes, o que lhes falta? Falta-lhes compaixão. A falta de compaixão é uma perturbação do olhar.
Nossas florestas vão aos poucos se transformando em desertos, mas isso não me faz sofrer. Não as sinto como uma ferida na minha carne. Vejo as crianças mendigando nos semáforos, mas não me sinto uma criança mendigando em um semáforo. Vejo os meus alunos nas salas de aulas, mas meu dever de professor é dar o programa e não sentir o que os meus alunos estão sentindo. De que vale o conhecimento sem compaixão? Todas as atrocidades que caracterizam os nossos tempos foram feitas com a cumplicidade do conhecimento científico.
Parece que a inteligência dos maus é mais poderosa que a inteligência dos bons. Sabemos como ensinar saberes. Há muita ciência escrita sobre isso. Não me lembro, no entanto, de nenhum texto pedagógico que se proponha a ensinar a compaixão. Talvez o livrinho "Como Amar uma Criança", do Janusz Korczak - mas Korczak é uma exceção. Ele sabia que, para ensinar algo a uma criança, é preciso amá-la primeiro. Korczak era um romântico. Por isso o amo. Aí, fiz a mim mesmo uma pergunta pedagógica: "Como ensinar a compaixão?".
Conversando sobre isso com minha filha Raquel, arquiteta, ela se lembrou de um incidente dos seus primeiros anos de escola, quando ainda era uma menina de sete anos. Seria o aniversário da faxineira, uma mulher que todos amavam. A classe se reuniu para escolher o seu presente. Ganhou por unanimidade que, no dia do seu aniversário, as crianças fariam o seu trabalho de faxina. Disse-me a Raquel que a faxineira chorou. Sei que as crianças aprendem com um olhar especial, o olhar de suas professoras. Elas sabem quando as professoras as olham com os mesmos olhos com os quais

Fernando Pessoa olhava o arbusto quando escreveu o poema. Sei também que as histórias provocam compaixão quando o leitor se identifica com um personagem. Sei de um menininho que se pôs a chorar ao final da história "O Patinho que Não Aprendeu a Voar".
Ele teve compaixão do patinho. Identificou-se com ele. Vai carregar o patinho dentro de si, embora o patinho não exista.
Lemos histórias para as crianças e para nós mesmos não só para ensinar a nossa língua mas também para ensinar a compaixão.
Mas continuo perdido. Preciso que vocês me ajudem. Como se pode ensinar a compaixão?

11/10/2007

ORIGAMI - TSURU - COMO FAZER

O grou, ou tsuru como os japoneses o chamam, é uma ave pernalta que freqüenta as lagoas ao norte da ilha de Hokkaido, no Japão.
Tradicionalmente, esta ave está relacionada à longevidade e sua figura, através do origami, é bastante popular nos casamentos e festas onde simbolizam a saúde e fortuna.

Para os origamistas tradicionais, a figura do tsuru é a mais perfeita possível, pois sua base - a base do pássaro, serve para a criação de um sem número de outras figuras.





TUTORIAL PRIMEIRA PARTE


TUTORIAL SEGUNDA PARTE

09/10/2007

O QUE É DISLEXIA

Entender como aprendemos e o porquê de muitas pessoas inteligentes e, até, geniais experimentarem dificuldades paralelas em seu caminho diferencial do aprendizado, é desafio que a Ciência vem deslindando paulatinamente, em130 anos de pesquisas. E com o avanço tecnológico de nossos dias, com destaque ao apoio da técnica de ressonância magnética funcional, as conquistas dos últimos dez anos têm trazido respostas significativas sobre o que é Dislexia.

A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está diretamente vinculada ao entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz. Posição equivocada que Howard Gardner aprofundou com excepcional mestria, em suas pesquisas e estudos registrados, especialmente, em sua obra Inteligências Múltiplas. Insight que ele transformou em pesquisa cientificamente comprovada, que o alçou à posição de um dos maiores educadores de todos os tempos.
SABER MAIS

DISLEXIA


As crianças com dislexia têm dificuldades para ler, ...escrever e interpretar textos. O diagnóstico precoce, antes dos 14 anos, costuma ajudar a diminuir os problemas

O MUNDO MARCHA CONTRA A FOME



“O mundo em marcha contra a fome”

Por Nicole Ribeiro Ferreira em 11/07/2007

Todos os dias, nós vemos na televisão vítimas de violência tanto no Brasil como no mundo. Porém morrem muito mais pessoas por causa da fome, que também é uma forma de violência.
Enquanto uns não querem comer por vaidade, outros comem do lixo.
Enquanto uns não gostam de certos alimentos, outros gostariam de ter pelo menos arroz e feijão ou um pedaço de pão para se alimentar.
Na minha casa, minha mãe sempre diz para a gente não ter frescuras e comer de tudo.
No mundo, apesar dos programas como Fome Zero, Criança Esperança da Unicef e da ONU, existem muitas pessoas que não têm nada para comer e muitas morrem por desnutrição, como os indiozinhos no norte do país, os que com a seca do sertão nordestino, os negros do continente africano e muitos outros pelo planeta Terra.
O ideal seria que os governantes criassem mais oportunidades de emprego e tanto no Brasil como no mundo houvesse uma melhor distribuição de renda entre as pessoas.
Dessa forma as pessoas viveriam com mais dignidade, felizes e o mundo seria melhor para se viver.

OS DOIS PEDIDOS

O menino ainda não tinha dez anos.
Seus cabelos claros cobriam-lhe a testa displicentemente.
Seus olhos tinham uma expressão de viva curiosidade.
Aproximou-se da mãe e, sem cerimônia, questionou-a: "mamãe, o que você quer que eu seja quando crescer?"
A mãe deixou os afazeres de lado e olhou demoradamente o pequeno.
"Por que a pergunta, meu bem?" – devolveu o questionamento ao garoto.
"Ah, mamãe!", disse suspirando, "hoje, na escola, meu amigo me disse que ele vai ser médico porque seu avô é médico e seu pai também. Então, fiquei pensando nisso.
O que você e o Papai querem que eu seja?"
O rostinho do menino tinha um traço de apreensão.
"Meu querido, disse ela abraçando o garoto, "eu tenho apenas dois pedidos para lhe fazer. Quero que você seja correto e que seja feliz."
Beijou suavemente a testa do filho que, insatisfeito com a resposta, afastou-se para poder fitar a mãe diretamente.
"Não, mamãe! Qual profissão você quer que eu tenha quando crescer?" – voltou à tona achando que não havia sido compreendido.
"A escolha da sua profissão, meu filho, cabe apenas a você. Isso não me compete, tampouco me causa maiores preocupações. O que eu quero de você é outra coisa. Ou melhor, como eu lhe disse, tenho apenas dois pedidos a lhe fazer. Vou repeti-los e explicá-los.
Quero que você seja correto.
Isso significa que espero que você escolha o caminho do bem sempre, mesmo que ele seja mais longo ou mais difícil.
Que pense nas conseqüências dos seus atos, para você e também para os outros.
Que não tema a verdade, nem a justiça.
Ao contrário, que as busque sempre com serenidade e persistência.
O segundo pedido, que é tão importante quanto o primeiro, é que você seja feliz.
Isso quer dizer que espero que, apesar das dificuldades da vida, você tenha sempre confiança em Deus.
Que acredite na justiça divina e que jamais se entregue ao sofrimento.
Que você tenha o coração cheio de amor e de coragem para seguir em frente, sempre."
A mãe acariciou o menino, afagando-lhe os cabelos com doçura e concluiu: "para mim, meu filho, o que interessa é como você vai ser e não o título que vai carregar."
...............
Por vezes, sentimo-nos tentados a buscar realizar nossos sonhos frustrados por meio de nossos filhos.
Induzimos nossos jovens a concretizar ideais de vida que não são os deles.
Fazemos que eles busquem objetivos que, na verdade, eram nossos.
Por mais promissoras que sejam algumas carreiras e profissões, não cabe a nós, pais, escolher os caminhos que nossos filhos trilharão.
Nosso dever é prepará-los para que sejam homens e mulheres de bem.
Altos salários e títulos de honra nada são se a alma permanece atormentada pela tarefa não cumprida e pelo compromisso abandonado.
Se queremos que eles sejam realmente felizes, cabe-nos orientá-los para que busquem a senda da retidão moral. Somente assim nossos amores serão capazes de alcançar a felicidade possível neste mundo.
Extraido de Momento Espirita

08/10/2007

ESCULTORES DE ALMAS

Péricles foi um célebre orador e estrategista que governou Atenas de 460-430 a.C., e ficou conhecido na história como a maior figura política daquela cidade.
Estimulou as artes e a cultura, realizou grandes construções como o Partenon, templo pagão de insuperável perfeição arquitetônica e riqueza escultural de Atenas.
Certa feita, promoveu uma grande festa em homenagem à beleza da cidade de Atenas, para a qual mandou convidar todos aqueles que de alguma forma haviam contribuído para que a cidade ficasse tão bela.
Avisado que os convidados já estavam presentes, Péricles lançou seu olhar sobre os salões e notou escultores, pintores, arquitetos, políticos, mas não percebeu nenhum pedagogo.
Chamou seus assistentes e lhes perguntou porque os pedagogos não estavam ali. E eles responderam: “porque não foram convidados, senhor. Afinal, não deram nenhuma contribuição para embelezar Atenas.”
Então Péricles ordenou: “vão convidá-los imediatamente para a festa, pois são eles que embelezam as almas dos atenienses.”

Interessante pensar no que isso significa.
Importante refletir sobre o que significa ter o poder de esculpir nas almas daqueles que se dispõem ao aprendizado, à reflexão sobre os valores, as virtudes, o sentido da vida.
E nesse contexto podemos dizer que os professores são escultores de almas, sim.
Um dia um professor aposentado, alma sensível e dedicada, competente e estudioso, estava sendo entrevistado e lhe foi pedido para que falasse um pouco sobre sua maior produção literária, pois também é escritor, e ele falou com sabedoria: “minha maior produção são os meus alunos.”
Trabalhar com as mentes e os corações é algo de valor inestimável.
E como o professor também é um ser inacabado, a experiência numa sala de aula pode e deve ser uma grande oportunidade de ensinar aprendendo e aprender ensinando.
No cômputo final, o resultado será uma grande experiência conjunta que faculta a ambas as partes momentos de embelezamento mútuo.
Se você tem o elemento humano sob sua responsabilidade, lembre-se da importância dessa nobre tarefa e seja um artista dedicado a embelezar as almas dos seus educandos, pois é de almas belas e nobres que a humanidade precisa.

Pense nisso!

Você, que é professor, antes de iniciar a sua aula, olhe para os rostos que estão a sua frente e lembre-se de que são almas prontas a se desenvolver.
E não serão somente as instruções formais que irão captar, mas, acima de tudo, essas almas absorverão suas vibrações de amor, dedicação e entusiasmo com que se dirige a todos.
Afinal, ensinar é uma arte que requer mais do que simplesmente transferir informações.
É a sabedoria de criar possibilidades para que cada aluno se produza e se construa a si mesmo com os elementos de reflexão que recebe do seu mestre.
Pense nisso, e seja um bom escultor de almas.
Extraido de Momento espirita

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