domingo, 22 de novembro de 2009

DIA DO MÚSICO


Aos meus queridos amiguinhos músicos, Bozinha, Mário Joanoni, Mário Aldo, Denise, Dora Volk, Ricardo, Juliana, que mesmo distantes sempre os levo em meu coração...

Parabés pelo seu dia, mesmo vocês sendo músicos de coração que de profissão.
Mas a marca de cada um ficará aqui na Terra...







E não posso me esquecer desse grande músico de Almas que é o Moacir Camargo.

No final do artigo deixo a linda música dele para abrilhantar o Dia do Músico.


Músico é aquele que pratica a arte da música, compondo obras musicais, cantando ou tocando algum instrumento.
Música, por sua vez, é a arte de combinar sons de maneira agradável ao ouvido, ou o modo de executar uma peça musical por meio de instrumento ou da voz.
A palavra é de origem grega e significa “as forças das musas”, ninfas que ensinavam às pessoas as verdades dos deuses, semideuses e heróis, usando a poesia, a dança, o canto lírico, o canto coral e outras manifestações artísticas, sempre acompanhadas por sons.

Segundo a mitologia grega, os Titãs, que em literatura simbolizam a audácia orgulhosa e brutal, mas punida pela queda repentina, eram divindades primitivas que se empenharam em luta contra Zeus buscando a soberania do mundo, mas foram fulminados por ele e precipitados no Tártaro.
Satisfeitos, os outros deuses pediram ao deus maior que criasse quem fosse capaz de cantar as suas vitórias, e este então se deitou durante nove noites consecutivas com Mnemosina, a deusa da memória, nascendo daí as nove Musas.
Delas, a da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, o deus da música.

No princípio, a música foi apenas ritmo marcado por primitivos instrumentos de percussão, pois como os povos da antiguidade ignoravam os princípios da harmonia, só aos poucos foram acrescentando a ela fragmentos melódicos.
Na pré-história o homem descobriu os sons do ambiente que o cercava e aprendeu suas diferentes sonoridades: o rumor das ondas quebrando na praia, o ruído da tempestade se aproximando, a melodia do canto animais, e também se encantou com o seu próprio canto, percebendo assim o instrumento musical que é a voz.
Mas a música pré-histórica não é considerada como arte, e sim uma expansão impulsiva e instintiva do movimento sonoro, apenas um veículo expressivo de comunicação, sempre ligada às palavras, aos ritos e à dança.
Os primeiros dados documentados sobre composições musicais referem-se a dois hinos gregos dedicados ao deus Apolo, gravados trezentos anos antes de Cristo nas paredes da Casa do Tesouro de Delfos, além de alguns trechos musicais também gregos, gravados em mármore, e mais outros tantos egípcios, anotados em papiros.
Nessa época, a música dos gregos baseava-se em leis da acústica e já possuía um sistema de notações e regras de estética.

Muito embora o Breviarium Romanum não faça menção alguma às prendas musicais de Cecília, ela se tornou, por tradição, a padroeira dos músicos, da música e do canto, cuja data de comemoração é 22 de novembro, o mesmo dia dedicado à santa.
A tradição conta que Santa Cecília cantava com tal doçura, que um anjo desceu do céu para ouvi-la.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
Do site Recanto das Letras








Moacyr Camargo no Disco Terra Azul

"Se não sentiu
Não verdejou
For de chorar
Luz pra cantar

Se não for simples
Não cativar
For de esconder
Luz para olhar

Se não amou
Não abrandou
For de cortar
Bom mesmo é luz
Pra que ficar

Se não luziu
Não me encantou
For de amargar
Se não for luz
Bom não não ser"...

DICAS PARA A VIDA

Mário Sergio Cortella em uma entrevista dá algumas dicas sobre a Educação


sábado, 21 de novembro de 2009

FRASES DA EDUCAÇÃO 211109

"O homem de bem
exige tudo de si próprio;
o homem medíocre
espera tudo dos outros"
(Confúcio)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

De cor...?




Onde Você Guarda o Seu Racismo?



Os psicólogos americanos Mamie e Kenneth Clark fizeram esse teste acerca das raças em 1947.

I HAVE A DREAM...





Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.

De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".

Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.

Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

"Livre afinal, livre afinal.

Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

Dia Nacional da Consciência Negra

Transcrição parcial do PRONUNCIAMENTO do deputado DEDÉ TEIXEIRA

Dia Nacional da Consciência Negra - 2009



Volto a ocupar a Tribuna desta Assembléia Legislativa, como faço desde 2007, para falar sobre o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado há 31 anos, todo dia 20 de novembro.
Sabemos que o dia foi escolhido pelo Movimento Negro Unificado – MNU, em 1978, como forma de homenagear Zumbi dos Palmares, morto em 20 de novembro de 1695 e demarca a história de luta da população negra contra o racismo.
Símbolo da resistência negra no Brasil, Zumbi foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, localizado na serra da Barriga, na divisa entre o Estado de Alagoas e Pernambuco. Fundado em 1597, por escravos foragidos de engenhos, o quilombo deu origem a uma cidade formada por fortificações espalhadas pela mata, aonde chegaram a viver em torno de 20 a 30 mil pessoas.
De lá para cá, ocorreram muitas mudanças, mas ainda aguardamos uma verdadeira transformação que assegure às pessoas negras a igualdade de oportunidades...
É fato que depois de 358 anos de escravidão – marcada a ferro e fogo por muita luta, muita resistência e com numerosas vítimas fatais - a população negra conseguiu a sua abolição oficial.
O regime de “apartheid” brasileiro oficialmente acabou em 13 de maio de 1888. Mas até o mundo mineral sabe que o racismo, o preconceito racial e a discriminação racial persistem e se auto-alimentam e se reproduzem nas nossas relações socioeconômicas e raciais, afinal a abolição inconclusa aconteceu apenas há 121 anos...
O dia 20 de novembro, por força da Lei Federal 10.639, de 09 de janeiro de 2003, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afrobrasileira nas escolas públicas e particulares, agora é, oficialmente, o Dia Nacional da Consciência Negra.
No Ceará, a Lei Estadual 12.056, de 12 de janeiro de 1993, institui o 20 de novembro como o Dia Estadual da Consciência Negra.
Além de recordar a história do líder Zumbi dos Palmares e a trajetória de conquistas da população afro-descendente, o Dia Nacional da Consciência Negra é marcado pela discussão sobre a situação sócio-econômica e política da população negra no Ceará e no Brasil e sobre a contribuição que ela deu ao desenvolvimento desse país.
Infelizmente, mesmo após 121 anos da abolição do escravizados, o capitalismo racista vigente no Brasil, exclui os homens negros e as mulheres negras do direito de exercerem amplamente sua cidadania.
Destacar o Dia da Consciência Negra é refletir sobre as desigualdades raciais, o racismo e as políticas públicas necessárias para superar a abolição inacabada.
...

Não basta que o racismo seja tipificado como crime. É preciso ir além e construirmos e concretizarmos uma Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Uma Política Nacional, mas também uma Política Estadual, com ações e programas que possam, dentre outras medidas:
1. combater o racismo institucional;
2. identificar , reconhecer, delimitar, demarcar e titularizar, imediatamente, as terras das Comunidades Quilombolas;
3. garantir o acesso e a permanência das crianças negras na escola;
4. promover a alfabetização e a qualificação profissional de jovens e adultos negros;
5. implementar a política de cotas sociais e raciais nas universidades públicas;
6. estimular uma pedagogia não racista, não sexista e não homofóbica;
7. efetivar a Lei Federal 10.639/2003 que, alterando a LDB, criou a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todas as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio, públicas e privadas;
8. eliminar a discriminação racial no mercado de trabalho;
9. combater o racismo e a discriminação nas instituições e nos serviços do SUS;
10. enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres negras, duplamente vitimizadas: pelo machismo e pelo racismo;
11. reverter o extermínio da juventude negra, maior vítima da violência;
12. eliminar a intolerância religiosa com as religiões de matriz africana assegurando as Comunidades de Terreiro a liberdade de culto.

....

Na falta de democratização do acesso ao ensino superior estatal, os pobres são diretamente prejudicados, mas a situação de exclusão da população negra é mais intensa porque 70% dos pobres são negros, ou seja, pretos e pardos.
...

Termino citando LEONARDO BOFF:
Se não sou negro por raça, posso ser negro por opção política. Mesmo não sendo negro, posso assumir a causa de libertação dos negros, defender o direito de suas lutas, reforçar, como puder, sua organização e sentir-me aliado na construção de um tipo de sociedade que torne cada vez mais impossível a discriminação racial e a opressão social e que veja como riqueza a diferença e a acolha como complementação. (Leonardo Boff. A voz do arco-íris. Brasília: Letraviva, 2000).
...
Deputado Dedé Teixeira – PT/CE

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O BURACO NEGRO

Um homem trabalhando no escritório acidentalmente descobre um buraco negro - e, em seguida, a ganância leva a melhor sobre ele ...

A EDUCAÇÃO DO SER POÉTICO

Carlos Drummond de Andrade
Por que motivo as crianças, de modo geral, são poetas e, com o tempo, deixam de sê-lo?

Será a poesia um estado de infância relacionada com a necessidade de jogo, a ausência de conhecimento livresco, a despreocupação com os mandamentos práticos de viver – estado de pureza da mente, em suma?

Acho que é um pouco de tudo isso, se ela encontra expressão cândida na meninice, pode expandir-se pelo tempo afora, conciliada com a experiência, o senso crítico, a consciência estética dos que compõem ou absorvem poesia.

Mas, se o adulto, na maioria dos casos, perde essa comunhão com a poesia, não estará na escola, mais do que em qualquer outra instituição social, o elemento corrosivo do instinto poético da infância, que vai fenecendo, à proporção que o estudo Sistemático se desenvolve, ate desaparecer no homem feito e preparado supostamente para a vida?
Receio que sim.

A escola enche o menino de matemática, de geografia, de linguagem, sem, via de Regra, fazê-lo através da poesia da matemática, da geografia, da linguagem.
A escola não repara em seu ser poético, não o atende em sua capacidade de viver poeticamente o conhecimento e o mundo.

Sei que se consome poesia nas salas de aula, que se decoram versos e se estimulam pequenas declamadoras, mas será isso cultivar o núcleo poético da pessoa humana?

Oh, afastem, por favor, a suspeita de que estou acalentando a intenção criminosa de formar milhões de poetinhas nos bancos da escola maternal e do curso primário.
Não pretendo nada disto, e acho mesmo que o uso da escrita poética na idade adulta costuma degenerar em abuso que nada tem a ver com a poesia.

Fazem-se demasiados versos vazios daquela centelha que distingue uma linha de poesia, de uma linha de prosa, ambas preenchidas com palavras da mesma língua, da mesma época, do mesmo grupo cultural, mas tão diferentes.
Se há inflação de poetas significantes, faltam amadores de poesia – e amar a poesia é forma de praticá-la, recriando-a.

O que eu pediria à escola, se não me faltassem luzes pedagógicas, era considerar a poesia como primeira visão direta das coisas e, depois, como veículo de informação
prática e teórica, preservando em cada aluno o fundo mágico, lúdico, intuitivo e criativo, que se identifica basicamente com a sensibilidade poética.

Não seria talvez despropositado cuidar de uma extensão poética das escolinhas de arte, esta idéia maravilhosa que Augusto Rodrigues tirou de sua formação humana de artista para a realidade brasileira. Longe de ser uma fábrica alarmante de versejadores infantis, essa extensão, curso ou atividade autônoma, ou que nome lhe coubesse, daria à criança condições de expressar sua maneira de ver e curtir a relação poética entre o ser e as coisas. Projeto de educação para a poesia (fala-se hoje em educação artística no ensino médio, quando o mais razoável seria dizer educação pela arte).

A vocação poética teria aí uma largada franca, as experiências criativas gozariam de clima favorável sem que tal importasse na obrigação de alcançar resultados concretos mensuráveis em nível escolar.
Sei de casos em que um engenheiro, por exemplo, aos 30, 40 anos, descobre a existência da poesia...
Não poderia têla descoberto mais cedo, encontrando-a em si mesmo, quando ela se manifestava em brinquedos, improvisações aparentemente absurdas, rabiscos, achados verbais, exclamações, gestos gratuitos?

Alguma coisa que se bolasse nesse sentido, no campo da Educação, valeria como corretivo prévio da aridez com que se costuma transcrever os destinos profissionais, murados na especialização, na ignorância do prazer estético, na tristeza de encarar a vida como dever pontilhado de tédio.

E a arte, como a educação e tudo o mais, que fim mais alto pode ter em mira senão este, de contribuir para a educação do ser humano à vida, o que, numa palavra, se chama felicidade?
(Transcrito do Jornal do Brasil, Rio de Janeiro – RJ, 20.07.74

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CORTAR O TEMPO

Aquela que mora em mim, ao ler o poema de Carlos Drummond lembrou-se de mim...
Ela sabe que meus ìcones José Pacheco e Rubem Alves "fizeram" a minha cabeça em relação do que chamo MINHA ESCOLA IDEAL.
Achei essa entrevista com Rubem Alves e retirei a introdução ao assunto:

"O barulho ensurdecedor do sinal é capaz de causar arrepios e pesadelos até em quem se dava bem na escola.
Entre uma aula e outra, geralmente de 50 minutos, a campainha toca e os estudantes têm que parar o que fazem e se preparar para a próxima disciplina.
Entra biologia, sai matemática, entra língua portuguesa, sai física.
Uma a uma, são engolidas as cápsulas de 50 minutos de conteúdo.
Mas, fora dali, quando o coração palpita ao som da música eletrônica, ou a descarga de hormônios arrepia o corpo na primeira experiência sexual, certamente não há somente física, química ou matemática envolvidas.
No cotidiano, o conhecimento não aparece em fragmentos ou disciplinas – todas as disciplinas estão em todas as coisas.
O tempo todo." Do site REVISTA CLIP


Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DIA DA CRIATIVIDADE


Potencial criativo
Acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a ser adultos ousados, propensos a agir de forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro.

Quando as pessoas sabem que suas ações serão valorizadas, parecem tender a criar mais.

Processo criativo
Durante o processo criativo, frequentemente distinguem-se os seguintes estágios:

Percepção do problema. É o primeiro passo no processo criativo e envolve o "sentir" do problema ou desafio.


Teorização do problema. Depois da observação do problema, o próximo passo é convertê-lo em um modelo teórico ou mental.

Considerar/ver a solução. Este passo caracteriza-se geralmente pelo súbito insight da solução; é o impacto do tipo "eureka!". Muitos destes momentos surgem após o estudo exaustivo do problema.

Produzir a solução. A última fase é converter a idéia mental em idéia prática. É considerada a parte mais difícil, no estilo "1% de inspiração e 99% de transpiração".


Produzir a solução em equipe. Fase comum que ocorre nas empresas e organizações quando precisam, tanto diagnosticar ou superar um problema quanto otimizar ou inovar produtos, serviços e processos.






Forma de expressão
Arte e cultura. O mundo da arte e da cultura é preeminentemente um mundo da criatividade, porque o artista não está diretamente ligado às convenções, dogmas e instituições da sociedade. O artista tem uma expressão criativa que é resultado direto de sua liberdade.

Pesquisa e desenvolvimento. Para produtos resultantes de atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o critério criativo é a patente deste produto.


São geralmente três os pré-requisitos de uma patente: a) novidade; b) inventividade e c) aplicação prática.


Humor (comédia)








fonte Wikipédia