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10/02/2024

O PINTOR E A CRIANÇA

Séculos atrás, um grande artista foi contratado para pintar um mural para a catedral de uma cidade da Sicília.

O assunto foi a vida de Cristo.

Por muitos anos, o artista trabalhou diligentemente e, finalmente, a pintura foi terminada, exceto para as duas figuras mais importantes: o Menino Jesus e Judas Iscariotes.

Ele pesquisou muito para os modelos adequados.

Um dia, ao andar na cidade ele se deparou com algumas crianças brincando na rua. Entre eles estava um menino de 12 anos cujo rosto agitou o coração do pintor.



O artista levou o menino para casa com ele, e dia após dia, o menino sentou-se pacientemente até que o rosto do Menino Jesus foi concluída. Mas o pintor ainda não tinha encontrado nenhuma modelo para o retrato de Judas.

A história da obra-prima inacabada ao longe espalhou, e muitos homens, fantasiando-se de semblante mau, se ofereceu para posar para Judas.

Mas em vão o velho pintor olhou para Judas, como ele previa ser ele, um homem deformado pela vida, debilitados pela renúncia à cobiça e luxúria.

Então, uma tarde, sentado em uma taverna, uma figura magra e esfarrapada escalonados para além do limiar. "Vinho, o vinho", ele implorou.

O pintor olhou assustado para um rosto que parecia ter as marcas de todos os pecados da humanidade. "Muito animado, o velho pintor disse, 'Venha comigo, e eu vou dar-lhe vinho.'

Durante muitos dias o pintor trabalhava febrilmente para concluir sua obra-prima.

Como o trabalho prosseguiu, a mudança veio em relação ao modelo.

Uma estranha tensão substituiu a languidez ao estupor, seus olhos injetados de sangue fixaram-se com horror à semelhança que era pintado de si mesmo.

Percebendo a agitação sujeito, o pintor fez uma pausa em seu trabalho. "Meu filho", disse ele, "o que incomoda tanto?"


O homem cobriu o rosto com as mãos, soluçando. Após um longo momento ele levantou os olhos suplicantes para enfrentar o velho pintor. "Você não se lembra de mim, então?

Anos atrás, eu era o seu modelo para o Menino Jesus".

20/12/2021

SORTE OU AZAR



Era uma vez um menino pobre que morava na China e estava sentado na calçada do lado de fora da sua casa. 
O que ele mais desejava era ter um cavalo, mas não tinha dinheiro. Justamente nesta dia passou em sua rua uma cavalaria, que levava um potrinho incapaz de acompanhar o grupo. 
O dono da cavalaria, sabendo do desejo do menino, perguntou se ele queria o cavalinho. 
Exultante o menino aceitou. 
Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: "Seu filho é de sorte!" "Por quê?", perguntou o pai. 
"Ora", disse ele, "seu filho queria um cavalo, passa uma cavalaria e ele ganha um potrinho. 
Não é uma sorte?" 
"Pode ser sorte ou pode ser azar!", comentou o pai.

O menino cuidou do cavalo com todo zelo, mas um dia, já crescido, o animal fugiu. 
Desta vez, o vizinho diz: "Seu filho é azarento, hein?
 Ele ganha um potrinho, cuida dele até a fase adulta, e o potro foge!" "Pode ser sorte ou pode ser azar!", repetiu o pai.

O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. 
Observa o vizinho: "Seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens."
 "Pode ser sorte ou pode ser azar!", responde novamente o pai. Mais tarde, o rapaz estava treinando um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. Vem o vizinho: "Seu filho é de azar! o cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna." "Pode ser sorte ou pode ser azar!", insiste o pai.

Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho: "Seu filho é de sorte..."

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece azar num momento, pode ser sorte no futuro.

Do livro: O Sucesso não Ocorre por Acaso - Dr. Lair Ribeiro - Ed. Objetiva

NOITE FELIZ

Em 23 de dezembro de 1818, o jovem sacerdote Joseph Mohr foi chamado de sua aldeia de Oberndorf, nos Alpes da Áustria, para visitar o lar de um lenhador no meio da selva, pois sua esposa acabava de ter um bebê.
Depois de uma cansativa viagem, o sacerdote chegou quando já era alta noite.
Ao ver a alegria no rosto da jovem mãe, inclinada sobre o berço de seu bebê, ficou feliz por ter atendido ao chamado.
Ao regressar a pé no caminho através da selva, na noite cheia de estrelas, o sacerdote se lembrava do que havia presenciado.

Joseph Mohr

11 de dezembro de 1792

04 Dezembro 1848




A paz daquela cena fez com que ele pensasse na manjedoura de Belém, onde havia estado outra mãe amorosa e outro precioso bebê: Maria e o Bebê Jesus.
Ao chegar em casa, mesmo cansado, o jovem sacerdote não foi se deitar.
Sentou-se no escritório e começou a escrever um poema.
Eram quatro horas da manhã quando terminou.
E pôs como título "Noite Feliz".
Satisfeito, foi dormir.
Não se passaram muitas horas, ele se levantou e se dirigiu à casa do jovem Franz Gruber, maestro da escola paroquial e organista da igreja.
Mohr pensava no órgão da igreja: não funcionava havia alguns dias.

Franz Xaver Gruber
1787-1863

Mas Gruber disse-lhe para não se preocupar pois comporia o hino para ser cantado a duas vozes, com acompanhamento de outro instrumento musical.
Naquela noite, que era Natal, na igreja de São Nicolau, depois da celebração do culto de meia-noite, Franz Gruber, baixo, e o sacerdote Mohr, tenor, cantaram o hino juntos.
Ao ouví-los, as pessoas se emocionaram.
Vários meses mais tarde, o homem que estava consertando o órgão pediu a Gruber que o testasse para ver se estava bem.
Ele tocou o hino "Noite Feliz".
O homem gravou o hino em sua mente e logo o tocou de ouvido em sua própria aldeia.
Quatro crianças de sobrenome Strasser(dois irmãos e duas irmãs), que viviam na mesma aldeia, ouviram o hino, aprenderam-no e começaram a cantá-lo Seu pai, um fabricante de luvas, ia todos os anos à cidade de Leipzig para vender sua mercadoria, e eles iam junto, cantando canções de Natal.
Uma vez, o diretor de música do principado de Sajonia os ouviu cantar "Noite Feliz". Gostou tanto que, no ano seguinte, os convenceu a cantarem num de seus concertos, assistidos por muitas celebridades e pessoas da realeza.
Esses senhores e senhoras também gostaram do hino. Como seu título original havia se perdido, ficou conhecido como "A canção tirolesa".
Por volta de 1850, o Coro Imperial da Igreja de Berlim o cantou especialmente para o rei Frederico Guilherme IV, que deu ordens para buscarem os compositores, pois queria parabenizá-los.
O sacerdote Mohr havia morrido em 1848, mas Franz Gruber - que ainda vivia - pôde receber pessoalmente os elogios do rei.

A guitarra (zupfgeige) com que foi acompanhado originalmente se acha hoje preservada no Museu Municipal de Hallein, como uma relíquia do dia mais importante da vida da aldeia de Oberndorf, o dia em que foi composto o bonito hino Noite Feliz.




Noite feliz
Noite feliz
Oh, Senhor
Deus de amor
Pobrezinho, nasceu em Belém
Eis na lapa
Jesus, nosso bem
Dorme em paz
Oh, Jesus

Noite feliz
Noite feliz
Oh, Jesus
Deus da luz
Quão afável é teu coração
Que quiseste nascer
Nosso irmão
E a nós todos salvar
E a nós todos salvar

Noite feliz
Noite feliz
Eis que no ar vem cantar
Aos pastores
Os anjos no céu
Anunciando a chegada
De Jesus Salvador
De Jesus Salvador.

27/06/2016

DO LIVRO - O MENINO DO DEDO VERDE
ASSIM DEVERIA SER A EDUCAÇAO...

Tistu é um menino muito sortudo. Vive na cidade chamada Mirapólvora numa grande casa, a Casa-que-Brilha, com o Sr. Papai, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico. Eles são ricos pois o Sr Papai tem uma fábrica de canhões. Para grande decepção de todos, Tistu dorme nas aulas. Sr Papai resolve fazer com que Tistu aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. As aulas serão com o jardineiro Bigode e com o gerente da fábrica de canhões, o Sr Trovões.

Eis o seu novo ensino....

Examinou atentamente o dedo do menino, em cima e embaixo, na sombra e na luz.
- Meu filho – disse enfim, após madura reflexão – ocorre com você uma coisa estraordinária, surpreendente! Você tem polegar verde....
- Verde! – exclamou Tistu muito espantado. – acho que é cor-de-rosa, e até que está bem sujo! Verde coisa nenhuma!
Olhou seu polegar, muito normal.
- É claro, é claro que você não pode ver – replicou Bigode – O polegar verde é invisível. A coisa se passa por dentro da pele: é o que se chama um talento oculto. Só um especialista é que descobre. Ora, eu sou um especialista. Garanto que você tem polegar verde.
- E para que serve isto de polegar verde?
- Ah! É uma qualidade maravilhosa – respondeu o jardineiro. – um verdadeiro dom do céu! Você sabe: há sementes por toda a parte. Não só no chão, mas nos telhados das casas, no parapeito das janelas, nas calçadas das ruas, nas cercas e nos muros. Milhares e milhares de sementes que não servem para nada. Estão ali esperando que um vento as carregue para um jardim ou para um campo. Muitas vezes elas morrem entre duas pedras, sem Ter podido transformar-se em flor. Mas, se um polegar verde encosta numa, a flor brota no mesmo instante. Aliás, a prova está aí, diante de você! Seu polegar encontrou na terra sementes de begônia, e olhe o resultado! Que inveja que eu tenho! Como seria bom para mim, jardineiro de profissão, um polegar verde como o seu!
Tistu não pareceu muito entusiasmado com a descoberta.
E no caderninho de notas, entregue pelo Sr. Papai e que Tistu devia fazer assinar no fim de cada aula, o jardineiro Bigode escreveu apenas:
“Este menino revela boa disposição para a jardinagem.”

26/06/2016

CONFIAR

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS.
Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!

Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei.
O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.


Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
Deus é bom?
Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.

O servo apenas respondeu:
Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o porquê de todas as coisas.

O que Deus faz é perfeito.
Ele nunca erra!
Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo.
Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.

Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no:
ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.

Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente.
Meu caro, Deus foi realmente bom comigo!
Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo!
Mas tenho uma dúvida:
Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?

Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum.
Portanto tudo o que Deus faz é perfeito.

31/05/2016

CONSTRUINDO CORAÇÕES

O economista participava de um debate, em que se discutia o desemprego e, após um engenheiro falar sobre a contribuição da construção civil na demanda por mão-de-obra, o mediador, entre irônico e sério, fez a seguinte afirmação-pergunta:

"Os professores não constroem pontes; logo, o que eles podem fazer para ajudar a diminuir o desemprego?"

Sem tempo para pensar, o hábil polemista respondeu, também entre irônico e sério:

"Realmente um professor não constrói pontes, não levanta edifícios, não pilota aviões, não cura doentes... Essas atividades tão visíveis e responsáveis por tantos empregos. O professor se contenta com algo mais simples: ele prefere construir o engenheiro que levanta as paredes, instruir o comandante que faz o avião voar, formar o médico que cura, e ensinar os jornalistas a fazerem perguntas embaraçosas. O professor não constrói coisas... Ele 'constrói' as pessoas que fazem as coisas, ou pelo menos ajuda as pessoas a construírem a si próprias."

05/05/2016

AS FLORES DO JARDIM DE NASREDDIN

Para aqueles que tem pessoas difíceis de conviver...



História Sufi Tradicional


Um jovem chamado Nasreddin plantou um jardim de flores, mas quando as flores surgiram muitas ervas daninhas entre elas. Desejando eliminar as convidadas indesejadas, Nasreddin consultado jardineiros de todos lugares, mas não ouve nenhuma solução.


Finalmente, Nasreddin viajou para o palácio do xeque para buscar a sabedoria do jardineiro real.

Mas, infelizmente, Nasreddin já tinha tentado todos os métodos que o homem velho lhe recomendara para erradicar as ervas daninhas.

Silenciosamente eles se sentaram juntos para um bom tempo.

Passado o tempo da sabedoria, o jardineiro real Nasreddin olhou-o e disse:

"Bem, então, a única coisa que posso sugerir é que você aprenda a amá-las."

25/04/2016

O BOI QUE VOAVA


Contam os fastos da Ordem de São Domingos que, achando-se Santo Tomás de Aquino em sua cela, no Convento de São Tiago, curvado sobre obscuros manuscritos medievais, ali entrou, de repente, um frade folgazão, o qual foi exclamando com escândalo:
- Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!
Tranqüilamente, o grande doutor da Igreja ergueu-se do seu banco, deixou a cela, e, indo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, a mão em pala sobre os olhos fatigados do estudo. 
Ao vê-lo assim o frade jovial desatou a rir com estrépito.
- Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditar que um boi pudesse voar?
- Por que não, meu irmão? 
Retrucou Tomás de Aquino.
E com a mesma singeleza, flor da sabedoria:
- Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um religioso pudesse mentir.

  HUMBERTO DE CAMPOS - Escritor, jornalista e político brasileiro - 1886-1934.

18/04/2016

MANDIOCA - LENDA DOS ÍNDIOS TUPIS




Nasceu uma indiazinha linda e a mãe e o pai tupis espantaram-se:


-Como é branquinha esta criança!
E era mesmo. Perto dos outros curumins da taba, parecia um raiozinho de lua.


Chamaram-na Mandi.


Mandi era linda, silenciosa e quieta.


Comia pouco e pouco bebia. Os pais preocupavam-se.


-Vá brincar, Mandi, dizia o pai.


-Coma um pouco mais, dizia a mãe.

Mas a menina continuava quieta, cheia de sonhos na cabecinha.


Mandi parecia esconder um mistério. Uma bela manhã, não se levantou da rede.


O pajé foi chamado. Deu ervas e bebidas à menina.


Mas não atinava com o que tinha Mandi. Toda a tribo andava triste.


Mas, deitada em sua rede, Mandi sorria, sem doença e sem dor.

E sorrindo, Mandi morreu.


Os pais a enterraram dentro da própria oca.


E regavam sua cova todos os dias, como era costume entre os índios Tupis.


Regavam com lágrimas de saudade.


Um dia perceberam que do túmulo de Mandi rompia uma plantinha verde e viçosa.


-Que planta será esta?


Perguntaram, admirados. Ninguém a conhecia.


-É melhor deixá-la crescer, resolveram os índios.

E continuaram a regar o brotinho mimoso. A planta desconhecida crescia depressa.


Poucas luas se passaram e ela estava altinha, com um caule forte, que até fazia a terra se rachar em torno.


- A terra parece fendida, comentou a mãe de Mandi.


-Vamos cavar?

E foi o que fizeram. Cavaram pouco e, à flor da terra, viram umas raízes grossas e morenas, quase da cor dos curumins, nome que dão aos meninos índios.


Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, quase da cor de Mandi.


Da oca de Mandi surgia uma nova planta!


-Vamos chamá-la Mandi-oca, resolveram os índios.


-E, para não deixar que se perca, vamos transformar a planta em alimento!


Assim fizeram!


Depois, plantando outros ramos no chão, fizeram a primeira plantação de mandioca.


E até hoje entre os índios é este um alimento muito importante.


E, em todo Brasil, quem não gosta da plantinha misteriosa que surgiu na casa de Mandi?

Fonte: A Lenda da Mandioca(lenda dos índios Tupi) Adaptação de Maria Thereza Cunha de Giacomo Ilustrações de Heinz Budweg Coleção "Lendas brasileiras", n.7. 2 ed. Edições Melhoramentos: São Paulo, 1977.

23/12/2015

A PEQUENA VENDEDORA DE FÓSFOROS

A Pequena Vendedora de Fósforos é um curta de animação baseado na obra de Hans Christian Andersen. Foi produzida pela Disney, originalmente, para o filme Fantasia 2006. 
No entanto, o projeto foi cancelado e o curta acabou sendo lançado como extra nos DVDs de A Pequena Sereia.

Conta a história de uma pequena órfã que vende fósforos nas ruas geladas da Rússia Czarista, em um período próximo ao natal. Sem conseguir dinheiro para se alimentar e sem abrigo, a garota acaba usando seus fósforos para se aquecer momentaneamente, enquanto imagina lugares, refeições e pessoas quentes. 
Ao contrário de grande parte das animações da Disney, A Pequena Vendedora tem um clima muito soturno e triste.

Muito interessante ver o contraste entre o branco, cinza e azul da realidade fria das ruas, e o amarelo, laranja e vermelho da quente e aconchegante imaginação da menina.


Emocionem-se com A Pequena Vendedora de Fósforos






The Little Matchgirl (2006) HQ por filmow







Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano.
Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pézinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo.
Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio.
Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão.
Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria!
Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.

Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo fósforo.
Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado. Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito!
Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou sobre um pequeno cadáver.
A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados. - Queria aquecer-se - diziam os passantes.
Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia do Ano­Novo.

14/12/2015

UM VERDADEIRO SENTIDO DE NATAL

Essa história é contada como verídica e é atribuida à autoria de Nancy W. Gavin

É apenas um pequeno envelope branco pendurado entre os galhos da nossa árvore de Natal.
Não tem nome, não tem identificação, não tem dizeres. Se esconde entre os galhos da nossa árvore há cerca de dez anos. 

Tudo começou porque meu marido Mike odiava o Natal. Claro que não era o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais: gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar uma gravata para o tio Harry e o talco da vovó, os presentes dados com uma ansiedade desesperada porque não tínhamos conseguido pensar em nada melhor.

Sabendo como ele se sentia, um certo ano decidi deixar de lado as
tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas no gênero. Procurei algo especial só para o Mike. A inspiração veio de uma forma um tanto incomum.

 Nosso filho Kevin, que tinha 12 anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola. Pouco antes do Natal, houve um campeonato especial contra uma equipe patrocinada por uma igreja da parte mais pobre da cidade.
 A equipe era formada, em sua maioria, por negros. 
Esses jovens, que usavam tênis tão velhos que tínhamos a sensação de que os darços eram a única coisa que os segurava, contrastavam de forma gritante com nossos filhos, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha.

Quando o jogo começou, fiquei preocupada ao notar que a outra equipe estava lutando sem o capacete de segurança que tinha como intuito proteger os ouvidos dos lutadores. Era um luxo ao qual a equipe dos pé-sujos não podia se dar. No fim das contas, a equipe da escola do meu filho acabou arrasando com eles. Ganharam em todas as categorias de peso.

E cada um dos meninos da outra equipe que levantava do tatame se virava com fúria, fazendo pose de valente, procurando mostrar um orgulho de quem não ligava para a derrota. Mike, que estava sentado ao meu lado, balançou a cabeça, triste: 

Queria que pelo menos um deles tivesse ganhado, disse.
Eles têm muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo
deles.

Mike adorava crianças - todas as crianças - e as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei. Foi aí que tive uma idéia para o presente dele. Naquela tarde, fui a uma loja de artigos esportivos e comprei capacetes de proteção e tênis especiais que enviei, sem me identificar, à igreja que patrocinava a equipe adversária.

 Na véspera de Natal, coloquei o envelope na árvore com um bilhete dentro, contando ao Mike o que tinha feito e que esse era o meu presente para ele. 
O mais belo sorriso iluminou o seu rosto naquele Natal. Isso se deu em todos os anos consecutivos.

A cada Natal, eu seguia a tradição: uma vez comprei ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com problemas mentais, outra vez enviei um cheque para dois irmãos que tinham perdido a casa num incêndio na semana antes do Natal e assim por diante. 

O envelope passou a ser o ponto alto do nosso Natal. Era sempre o último presente a ser aberto na manhã de Natal.
 Nossos filhos, deixando de lado seus novos brinquedos, ficavam esperando ansiosamente o pai pegar o envelope da árvore e revelar o que havia dentro.

As crianças foram crescendo e os brinquedos foram sendo substituídos por presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu seu encanto. Esse conto não acaba aqui. 

Perdemos nosso Mike ano passado por causa de um câncer. 
Quando chegou a época do Natal, eu ainda estava sofrendo tanto que mal consegui montar a árvore. Mas, na véspera de Natal, me vi colocando um envelope na árvore. 
Na manhã seguinte, havia mais três envelopes junto a ele. Cada um de nossos filhos, sem o outro saber, tinha colocado um envelope na
árvore para o pai.

A tradição cresceu e, um dia, se expandirá ainda mais e nossos netos se
reunirão em volta da árvore, ansiosos para saber o que há no envelope
retirado da árvore por seus pais. O espírito de Mike, assim como o espírito do Natal, estará sempre conosco. Vamos todos lembrar de Jesus, que é o motivo dessa comemoração e o
verdadeiro espírito do Natal este ano e sempre 

31/10/2015

O CORVO E O JARRO

Um corvo que estava sucumbindo com muita sede encontrou um jarro, e, na esperança de achar água, voou até ele com muita alegria.

Quando o alcançou, descobriu para sua tristeza que o jarro continha tão pouca água em seu interior que era impossível tirá-la de dentro.

Ele tentou de tudo para alcançar a água que estava dentro do jarro, mas todo seu esforço foi em vão.

Por último ele pegou tantas pedras quanto podia carregar, e colocou-as uma-a-uma dentro do jarro, até que o nível da água ficasse ao seu alcance e assim salvou sua vida.


Esopo

A necessidade é a mãe das invenções

06/08/2015

SEGURANDO AS CORDAS

Há alguns anos uma equipe de botânicos, desejando realizar uma experiência muito especial, se dirigiu à região dos Alpes à procura de novas espécies de flores.

Depois de muitos dias de pesquisa, através de binóculos, eles encontraram uma flor extremamente rara, com valor incalculável para a ciência.

Porém, havia uma dificuldade. Ela estava na parte inferior de uma encosta muito inclinada. Para pegá-la, alguém precisaria descer amarrado a uma corda. Era, sem dúvida, uma tarefa de certo risco.

Buscando pelas redondezas os botânicos encontraram um menino e lhe perguntaram se, em troca de um bom pagamento, ele se proporia a descer por uma corda e apanhar a flor.

O garoto foi até à beira do precipício e, com seus olhos infantis, mediu a boca enorme da fenda e respondeu: “se vocês esperarem um pouco, eu lhes darei a resposta. Volto logo.”

Algum tempo depois ele retornou, seguido por um senhor de cabelos grisalhos.

Aproximou-se do chefe da expedição científica e disse:

“Agora estou pronto para descer e pegar a flor, se este homem segurar a corda. Ele é meu pai.”

Confiança no pai!...

Seria tão salutar para as nossas vidas se tivéssemos confiança plena em Deus, nosso pai!

Confiança que nos permitiria viver mais tranqüilos, guardando a certeza de que esta embarcação chamada terra está à deriva. O divino pai a conduz, atento e compassivo.

Se existem injustiças aparentes, guerras e rumores de guerra, fome e dor o pai está atento, providenciando tudo no momento certo e oportuno, colocando as criaturas nos lugares exatos conforme suas necessidades espirituais.

Confiança que nos ensina que não devemos nos afadigar na precipitação, pois há o tempo da sementeira como há da colheita.

Confiança que nos oferece forças para solucionar problemas em vez de afastá-los. Que nos permite olhar a dor com outro entendimento. Não como o espinho do resgate mas a força-estímulo para a vida, desafio para o avanço e a auto-realização.

Confiança que é dínamo gerador de poderosas energias, mediante as quais se estabelecem os contatos com as fontes augustas da vida, donde fluem e refluem as forças que movem as montanhas das dificuldades.

Confiança que lhe permite superar os receios, graças à luz que elimina todas as sombras.

Confiança que se transforma em coragem, nesse ardor que impele o homem a realizar alguma coisa e a fazer algo em benefício alheio.

Confiança em Deus, o Pai, que zela por nós e governa as nossas vidas.

***

Nos dias de luta, recorde que Jesus, o doce Rabi Galileu, nos ensinou que tudo o que pedimos ao Pai, em nome dEle, o Pai nos concede.

Recorde, ainda, que Jesus disse que nenhum pai dá uma pedra ao filho que lhe pede pão. Assim também nosso Pai nos atende as rogativas, velando pelos nossos destinos.

Pense nisso e siga mais tranqüilo na vida, guardando a certeza de que Deus é Pai e “segura as cordas” da sua vida, e de todas as nossas vidas.

DO site Momento Espírita

05/08/2015

VOCÊ É MINHA VIDA

Viraj Bhandare

Havia um menino na Índia, que foi enviado pelos pais para um internato. Antes de ser mandado para o colégio,  esse menino era o mais brilhante aluno de sua classe. Ele estava no topo em todas as competições. Ele era um campeão.

Mas o menino mudou depois de sair de casa e freqüentar o colégio. Suas notas começaram a cair. Ele odiava estar em um grupo. Ele estava sozinho o tempo todo. E foram tempos sombrios como quando ele sentiu vontade de  cometer suicídio. Tudo isso porque ele se sentia inútil e que ninguém o amava.

Seus pais começaram a se preocupar com o menino. Mas nem mesmo eles sabiam o que estava errado com ele. Então, seu pai decidiu viajar para o internato e conversar com ele.

Sentaram-se na margem do lago perto da escola. O pai começou a lhe fazer perguntas casuais sobre suas aulas, os professores e os esportes. Depois de algum tempo, seu pai disse, 'Você sabe filho, porque eu estou aqui hoje? "

O rapaz respondeu de volta ", para verificar as minhas notas?"

"Não, não", seu pai respondeu: "Eu estou aqui para lhe dizer que você é a pessoa mais importante para mim. Eu quero ver você feliz. Eu não me importo com as notas. Me importo com você. Eu me importo com o seu felicidade. VOCÊ É MINHA VIDA. "

Estas palavras fizeram os olhos do menino a se encher de lágrimas. Ele abraçou seu pai. Eles não disseram nada um ao outro por um longo tempo.

Agora, o menino tinha tudo que queria. Ele sabia que havia alguém neste mundo que se preocupava com ele profundamente. Ele significava muito para alguém.
E o menino hoje já é jovem está na faculdade, realizado.
E na sua classe nunca ninguém o viu triste um dia se quer!

Graças um pai que soube expressar a seu filho: VOCÊ É MINHA VIDA.

16/07/2015

A MORAL DO ENSINO

Uma mãe levou seu filho ao Mahatma Gandhi e implorou:
“Por favor, Mahatma, diga a meu filho para deixar de comer açúcar.”
Gandhi fez uma pausa e disse:
“Traga seu filho de volta daqui há 2 semanas.”Intrigada, a mulher agradeceu e disse que faria como ele ordenara.
Duas semanas depois, ela voltou com o filho.
Gandhi fitou os olhos do jovem e disse:
“Pare de comer açúcar.”
Agradecida, mas perplexa, a mulher perguntou:
“Porque me pediu para trazê-lo em duas semanas?
Poderia ter dito a mesma coisa antes…”
Gandhi replicou:
“Há duas semanas eu também estava comendo açúcar.”

09/05/2015

INTELIGÊNCIA MUITO ALÉM DO EDUCADOR


Lembro-me de uma história verdadeira, que um pai relata sobre a educação, um pintor modernista, que recebe algumas reclamações da professora de seu filho. Ele não conseguia acompanhar os amiguinhos da sala nas artes.

O pai, sem compreender, pois ficava admirado com os desenhos que o filho fazia em tão pouca idade, vai até a escola e ouve a narrativa da professora tão preocupada:

- O seu filho é muito bonzinho, mas ele não compreende nem ainda as cores. Veja esse desenho, por exemplo. 

Ele pintou as arvores de azul e amarelo. 
As montanhas de cores variadas. 
Eu não sei mais o que fazer, tentei de todas as maneiras explicar a ele que arvores tem folhas verdes, montanhas são de cor marrom, veja, ele pintou um lago vermelho, não existem lagos vermelhos...

O pai sem perder a paciência lhe diz:

A senhora tem toda a razão, meu filho não pode ficar nem mais um minuto perto da senhora.

E tirou o filho da escola. 
Foi buscar uma em que a criatividade fosse compreendida e não oprimida.


Segue esse vídeo, que mostra a criatividade de uma criança muito além dos educadores.

24/10/2014

O SOM DE MÃOS BATENDO PALMAS


Existe uma história maravilhosa a respeito de Jimmy Durante, um dos grandes artistas de teatro de variedades de algumas gerações atrás. Pediram-lhe que fizesse parte de um show para veteranos da Segunda Guerra Mundial. 
Ele disse que estava com a agenda muito ocupada e que poderia ceder apenas alguns minutos, mas que, se não se importassem de ele fazer um monólogo curto e partir imediatamente para seu próximo compromisso, ele iria.

É claro que o diretor do espetáculo concordou alegremente.

Mas quando Jimmy subiu no palco algo interessante aconteceu. Ele acabou o pequeno monólogo e ficou. Os aplausos ficaram cada vez mais altos e ele continuou ali - quinze, vinte, então trinta minutos. Finalmente, fez sua última reverência e saiu do palco.

Na coxia alguém o deteve e disse: - Achei que o senhor tinha que partir depois de alguns minutos. O que aconteceu? Jimmy respondeu:

- Eu realmente tinha que ir, mas posso lhe mostrar o motivo pelo qual fiquei. Você mesmo pode ver se olhar para a primeira fila.

Na primeira fila estavam dois homens, cada um dos quais havia perdido um braço na guerra. 
Um perdera o braço direito e o outro, o esquerdo. Juntos, eram capazes de aplaudir e era exatamente isso o que estavam fazendo, bem alto e alegremente.


(Tim Hansel)

14/09/2014

O HOMEM, SEU CAVALO E SEU CACHORRO...


Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada. Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.

Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um portão todo magnífico, todo de mármore, com calçada com blocos de ouro no centro, na qual havia uma fonte de água cristalina.

O caminhante dirigiu-se ao homem que, numa guarita, guardava a entrada.
- Que lugar é este, tão lindo?
- Isto aqui é o céu, foi a resposta..
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, mas seu cavalo e cachorro não podem entrar.
O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede.

Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem, ele chegou a um sítio. Num caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra.



A sombra de uma das árvores, um homem estava deitado:
- Bom dia, disse o caminhante. Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte logo ali, disse o homem e indicando o lugar.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado, ele disse ao sair.
- A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o homem.
- Céu?
- Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
- Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos...

10/09/2014

QUEM NÃO AMA, NÃO VIVE !

Um homem que acabara de morrer chegou às portas do Céu.
Antes de permitir sua entrada, São Pedro interrogou-o:
– Você amou alguém?
– Não – respondeu o homem.
– Nunca amei mulher alguma.
– Teve algum amigo de quem gostasse?
– Não. Nunca me interessei por ninguém.
– Uma criança algum dia despertou ternura em você?
– Nunca.
– Talvez tenha amado um bicho de estimação. Não sentia amor pela natureza?
– Não.
– Então, por que demorou tanto?
disse São Pedro, com o olhar severo.
– Você já estava morto a muito tempo!


04/09/2014

UMA FÁBULA

Três mulheres conversando ao lado de um poço. Um velho as escutava.

A primeira mulher dizia:

- Meu filho é muito forte, corre e pula.

A segunda dizia:

- O meu filho canta como os passarinhos.

A terceira mulher nada dizia, então o velho perguntou:

- Você não tem filhos?

Ela respondeu:

- Tenho, mas ele é um menino normal como todas as crianças.

As três mulheres pegaram seus potes cheios de água e foram caminhando.

No meio do caminho, elas pararam para descansar e o velho homem sentou ao lado delas.

Logo elas viram seus filhos voltando para perto delas.

O primeiro vinha correndo e pulando, o segundo vinha cantando lindas canções.

O terceiro não vinha pulando nem cantando, ele correu em direção a sua mãe e pegou o pote cheio de água e levou para casa.

Então as três mulheres perguntaram para o velho homem:

- O que o senhor achou dos nossos filhos?

E o velho homem respondeu:

- Realmente, eu acabei de ver três meninos, mas vi apenas um filho.

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