TODO MATERIAL POSTADO EM MEU BLOG É DE CONTEÚDO PESQUISADO NA INTERNET OU DE AMIGOS QUE ME ENVIAM, AO QUAL SOU SEMPRE AGRADECIDO.
POUCAS VEZES CRIEI ALGO PARA COLOCAR NO BLOG.
O MEU SENTIMENTO É O DE UM GARIMPEIRO, QUE BUSCA DIAMANTES, E QUANDO ENCONTRA NÃO CONSEGUE GUARDAR PARA SI.

27/03/2008

CARTA DA TERRA


Este site, CARTA DA TERRA, trás para a momento a preocupação e a possível solução de transformar a Terra.



PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente do uso humano.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger o direito das pessoas.
b. Afirmar que, o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder comporta responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e dar a cada a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Garantir a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, a longo termo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.


26/03/2008

PAIS E A FORMAÇÃO DE CARÁTER



Dar limites é...

ensinar que os direitos são iguais para todos;
• ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo;
• dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário;
• só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta;
• mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas;
• fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (conviver) e não apenas psicológica
(o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam);
• ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe dê um parecer sobre sua promoção);

Dar limites não é...

• bater nos filhos para que eles se comportem (quando se fala em limites, muitas
pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar);
fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade de fazer;
ser autoritário (dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu
próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo);
• deixar de explicar o "porquê" das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte";
• gritar com as crianças para ser atendido;
• deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado;
• invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito;
• provocar traumas emocionais (toda criança tem capacidade de compreender um "não"
sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais. O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física (bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum),
humilhações e desrespeito à criança.

DO LIVRO LIMITES SEM TRAUMA - TANIA ZAGURY

25/03/2008

PORQUE AS ESCOLAS SÃO DO JEITO QUE SÃO?

“Professor Rubem Alves, por que a escola mata o grande sonho das crianças, o sonho de aprender?”

Rubem Alves – Para responder essa pergunta, eu vou contar uma história para vocês. Uns psicólogos resolveram fazer uma experiência com macacos.
Puseram cinco macacos dentro de uma jaula, dentro da jaula uma mesa, em cima da mesa um cacho de bananas.
Os macacos entraram lá, viram as bananas, viram a mesa e, inteligentes que são, disseram: vamos subir na mesa para comer banana. Na hora em que o macaco subiu na mesa, os psicólogos estavam preparados com uma mangueira de água gelada e deram um banho nos macacos, que não apanharam a banana.
Passado um tempo, resolvem: vamos comer banana. Outro macaco subiu em cima da mesa e os psicólogos deram outro banho gelado no macaco.
Eles não entenderam o que estava acontecendo. Mas, depois do quarto banho, perceberam que havia uma lógica: quando subiam em cima da mesa, vinha banho.
Como não queriam tomar banho, estabeleceram, lá entre eles, o seguinte: quem tentasse subir na mesa apanhava. Então, toda vez que um macaco tentava subir na mesa, ele apanhava. As psicólogas tiraram um macaco que sabia do banho e puseram um macaco fresquinho, que nada sabia sobre o banho.
Ele chegou lá, viu a banana e falou: eu vou comer banana. Na hora que ele tentou subir na mesa, os outros quatro o agarraram e deram uma surra nele. Ele não entendeu nada: achou que era um trote.
Passado algum tempo, ele pensou: vou comer banana. Na hora que ele subiu na mesa, apanhou de novo. Na terceira vez que isso aconteceu, ele compreendeu: nesta jaula, macaco que tenta subir na mesa, apanha.
Aí tiraram mais um macaco e puseram outro macaco fresquinho. Aconteceu exatamente a mesma coisa: quando ele tentou subir na mesa, não só os três, que já sabiam do banho, mas também o outro, que nada sabia do banho, se juntaram e deram uma sova no macaco.
Aí eles foram tirando os macacos até que ficaram lá só macacos que nada sabiam do banho.
Mas eles continuavam a bater nos macacos que subiam na mesa. As psicólogas brincam, dizendo: se perguntassem aos macacos por que agiam assim, eles responderiam que é porque, nesta jaula, sempre foi assim: quem sobe na mesa, apanha.
Por que as escolas são do jeito que são? A resposta é: porque elas sempre foram assim. Ou seja: nós nos acostumamos desse jeito e não esquecemos.
É preciso desaprender um jeito de ser escola. É preciso desaprender.
Infelizmente, eu não tenho tempo para contar a vocês uma experiência que eu tive em Portugal.
Lá, eu descobri uma escola inteligente, chamada Escola da Ponte. Escrevi um livrinho sobre isso, que foi publicado em Portugal, teve mensagem até do presidente da República de Portugal. Ele se chama: Escola com que eu sempre sonhei sem saber que pudesse existir. É uma escola totalmente democrática, em que as crianças tomam decisões em pé de igualdade com o diretor e com os professores.
Elas aprendem de um jeito maravilhoso: não tem aula, não tem professor dando aula, o professor jamais pede silêncio. Professor não tem nada a ver com disciplina, são elas mesmas que exercem a disciplina.
Então, há maneiras diferentes de ser escola, há maneiras diferentes de aprender. Eu diria o seguinte: as escolas são do jeito que são porque nós ficamos prisioneiros dos hábitos e não temos liberdade de imaginação para pensar as escolas de maneira diferente.
Olha gente, está tudo na cabeça. Não se melhora a educação dando mais verba para a educação. Dinheiro é muito perigoso.
Quem tem dinheiro e tem idéia ruim, só faz coisa ruim com o dinheiro. É preciso imaginação: o segredo da reforma da escola não está em lei de diretrizes, está na cabeça dos professores.
Uma pessoa me pergunta: o que fazer para mudar a cabeça dos professores? Eu acho que uma das coisas são encontros como este, para mudar a cabeça dos professores. Escrevendo, eu tento mudar a cabeça dos professores. Eu acho que a única maneira de mudar a cabeça das pessoas é através da conversa e através da leitura. Essas são as únicas formas de mudar a cabeça.

24/03/2008

MUSEU DA LINGUA PORTUGUESA





Dia 21 de Março de 2008.
Fiz a minha “primeira viagem ao conhecimento”
Sai de casa com destino a São Paulo para conhecer o Museu da Língua Portuguesa.
Na estação da luz, fui de metro, depois de uma escada terrivelmente inclinada, com muitos e muitos degraus, minha prima, eu e minha duas irmãs com bastante kilometros rodados esbaforidos chegamos ao destino.
Como era aniversário do museu, a entrada foi gratuita.
Todo o esforço foi compensado.
Na entrada, e subindo de elevador, fui vendo a “Árvore da Língua”, a enorme escultura (com cerca de 16 metros de altura) criada por Rafic Farah, sendo possível visualizar a evolução da Língua Portuguesa. As raízes dessa Árvore’ são formadas por palavras que deram origem à Língua Portuguesa.
No primeiro andar, o local das exposições temporárias, estava à exposição Gilberto Freyre.

Depois no segundo andar a Praça da Língua, Grande Galeria, Linha do Tempo da História da Língua Portuguesa, Mapa de Falares, Palavras Cruzadas, Beco das Palavras.





Impossível descrever toda a maravilha que é o museu. Fiquei 2 horas, teria que ter ficado 1 dia.
Lembrete...vou voltar a "caminhar" ou melhor "levar os sentidos para caminhar" para aguentar o tranco das minhas "Viagens ao conhecimento".








A ESCOLA REGGIO EMILIA


Após o término da Segunda Guerra, as mulheres de Villa Cella, cidade no nordeste da Itália, próxima a Reggio Emilia, decidiram erguer e administrar uma escola para os filhos, pois todas as da região haviam sido devastadas. Essa escola ficou universalmente conhecida pela abordagem pedagógica para a educação infantil. 




O pedagogo e educador de Régio-Itália, Loris Malaguzzi , foi o criador da idéia de Reggio Emília, sendo até hoje seu incentivador primordial. 
Foi este educador quem constituiu um princípio de ensino em que não existem as disciplinas formais e que todas as atividades pedagógicas se desenvolvem por meio de projetos. 
Estes projetos, no entanto, não são antecipadamente planejados pelos professores, mas, surgem através das idéias dos próprios alunos, e são desenvolvidos por meio de diferentes linguagens. 
O ensinamento que sustenta todo esse princípio, é a Pedagogia da Escuta, que foi sistematizada pelo educador italiano. 
Esta abordagem de Reggio Emilia se vincula a tudo o que a linguagem visual pode apresentar.
A capacidade criadora e a característica dos trabalhos desenvolvidos fizeram com que esta atitude típica de educar fosse avaliada, há dez anos, como a melhor do mundo pela revista norte-americana Newsweek. Este exemplo, serviu de fonte de apoio e inspiração para a Educação Infantil de países de contextos bem diferentes como Suécia e Senegal, Dinamarca e Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos,etc

As lições de Loris Malaguzzi têm três grandes princípios:
A- as crianças podem compartilhar seus conhecimentos e saberes, sua criatividade e imaginação por meio de múltiplas linguagens, sem enfatizar nenhuma. As múltiplas linguagens se evidenciam através do desenho, do canto, da dança , da pintura, da interpretação, enfim, divulgadas por distintas passagens que se somam na execução do projeto e nos saberes que são construídos. Anotar, fotografar, gravar e filmar são partes principais da rotina.
B- O mundo de conhecimentos não está dividido em assuntos escolares, mas é um grupo único, onde certas áreas são sugeridas por meio de projetos com uma matéria de trabalho.
C- A interação entre o adulto e a criança deve ser uma parceria, na qual interesses e envolvimentos recíprocos devem permanecer e interagir para que um objetivo comum seja alcançado: o saber.

As escolas em Reggio Emilia têm na arte a ferramenta para o pensamento. São escolas feitas de espaços, onde as mãos e mentes das crianças se entrelaçam em uma alegria criativa e libertadora, através de uma aprendizagem real. Assim é possível constatar como a criança argumenta e se expressa, o que produz com suas mãos , como brinca, como debate idéias, como sua investigação funciona. O plano é inserido como um desafio e envolve conhecimento de exploração e discussão em grupo. Após esta primeira fase, há representação e expressão, através do uso de meios peculiares: desenho, movimento, jogos, construção com materiais que abrangem a Arte e a estética , que são partes essenciais da maneira como a criança compreende e concebe o mundo. Há um respeito muito grande pelas idéias das crianças nas suas variadas demonstrações, identificando esse trabalho na perspectiva de um pesquisador.

As palavras comuns entre os professores de Reggio Emilia, são “cívico” e “civil”. Dizem e acreditam que a criança tem direito à civilidade, à civilização e à vida cívica. Afirmam que uma criança habilidosa produz transformação nos sistemas em que está vinculada e torna-se uma elaboradora de cultura, valores e direitos. Os educadores promovem os processos de aprendizagem cooperativos e o trabalho em conjunto. Na comunidade de aprendizes, todos os partícipes são ativos: ninguém possui responsabilidade total. A finalidade é interdependência em lugar de independência, e o pensar “com os outros” em lugar de “por si mesmo”, isso envolve cidadania e significa basicamente compartilhar e tornar-se protagonista na sociedade. A sociedade cívica abrange o significado de identidade das pessoas, ampliando o conceito do “eu” em “nós”.
Referências:Carolyn Edwards, professora Universitária

Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO