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19/06/2009

DEUS E EU NO SERTÃO




Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão

Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão

Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir

Deus e eu no sertão

Das horas não sei
Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão

Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão

Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina

De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão

Deus e eu no sertão

O VIRTUAL E O REAL

O VIRTUAL E O REAL



Estamos vivendo um período em que dois mundos se confundem: o virtual e o real.

Muitas pessoas, especialmente jovens, adolescentes e crianças, dedicam horas do seu dia no mundo virtual.

Por falta de alguém que lhes oriente ou lhes faça companhia no mundo real, buscam suprir essa carência na Internet.

Batem longos papos... virtuais. Olhos nos olhos? Não. Talvez nem se conheçam.

Trocam abraços apertados, mas não sentem o calor humano.

Enviam flores... virtuais. Sem perfume, sem textura, sem graça...

É um mundo atraente, porque oferece uma grande variedade de opções e exige esforço mínimo.

Nesse mundo, gastam horas e horas sem perceber que o tempo passou.

Sentam-se confortavelmente diante de um microcomputador e viajam pelo mundo... sem sair de casa.

Não é preciso enfrentar problemas no trânsito, nem pagar passagem, nem sofrer com a chuva, com o calor ou o frio.

Muitos entram pelas portas desse fascinante mundo virtual em plena luz do sol e só se dão conta que já raiou um novo dia quando o sono avisa que a madrugada chegou.

Nesse mundo em que amigos imaginários se encontram, pouco importa a realidade de uns e de outros.

Eles não se conhecem, ou se conhecem pouco, mas trocam inúmeras informações, nem sempre verdadeiras, pois isso não tem tanta importância.

Vivem intensamente esse mundo, onde a imaginação tem asas...

Onde se pode fazer o que se deseja sem que ninguém saiba. Conectar-se com os mais variados assuntos e obter prazeres imaginários.

Poderíamos até dizer que para alguns esse mundo virtual é mais fascinante que a realidade.

Mas será que o uso desmedido desse recurso não está nos tornando insensíveis, falsos, viciados, promíscuos?

Será que não estamos navegando em águas sombrias e perigosas?

A Internet é um avanço importante para facilitar nossa vida e abrir novas portas de comunicação e integração entre criaturas.

No entanto, não surgiu para que fechemos a porta do mundo real.

Não surgiu para que evitemos o contato físico com nossos familiares, nossos vizinhos e amigos.

O mundo virtual, por mais atraente que seja, não tem calor, nem perfume, não tem a vibração da natureza, nem o brilho do sol.

É um mundo onde tudo é válido... Mas nem tudo é verdade.

Sem o contato pessoal não se pode perceber o apoio num sorriso, a compaixão num olhar, o calor de um aperto de mão, nem a docilidade de um gesto de ternura.

Quem se isola no mundo virtual acaba perdendo a sensibilidade e desenvolvendo a indiferença diante dos acontecimentos reais.

A Internet surgiu para abrir novas possibilidades em nossas vidas, e não para que nos isolemos em casa, fugindo da realidade para viver da imaginação.

Nossa caixa de mensagens pode estar abarrotada de beijos, abraços, bom dia e boa noite, feliz aniversário e outras felicitações... Virtuais.

Isso tudo pode ser deletado com apenas um clique ou com um defeito qualquer na máquina.

Mas quando um abraço aproxima dois corações e uma voz deseja um bom dia com convicção, os registros ficam gravados na alma, onde nada, nem ninguém, pode apagar.

Por todas essas razões, abra as portas e as janelas para que o sol penetre em sua vida.

Note os vizinhos... Eles podem estar precisando de alguém que lhes diga: “olá! Tenha um bom dia!”

Ouça o choro ou a gargalhada de seus irmãos. Eles são reais e não estão no mesmo lar que você por acaso.

Não se tranque em seu mundo virtual.

Sinta o perfume das flores...

Ouça o canto dos pássaros...

Ande na areia e deixe a espuma das ondas tocar seus pés...

Vivendo intensamente o mundo real, você perceberá que o mundo virtual terá outro significado em sua vida.

Um significado mais belo e mais abrangente.

Deixará de ser fim para ser um excelente meio de progresso.

Pense nisso!




Texto da equipe de Redação do Momento Espírita.

18/06/2009

DO LIVRO FERNÃO CAPELO GAIVOTA

- Onde estão os outros, Henrique ? Perguntou Fernão em silencio, já familiarizado com a telepatia, fácil, que estas gaivotas usam em vez dos gritos e guinchos.
- Por que somos tão poucos, aqui?
No lugar de onde eu vim havia ...
- ... Milhares e milhares de gaivotas.
Eu sei.
A única resposta que encontro, Fernão, é que você é um daqueles pássaros que se encontram em um milhão.
Quase todos nos percorremos um longo caminho.
Fomos de um mundo para o outro, que era praticamente igual ao primeiro, esquecendo logo de onde vieramos, não nos preocupando para onde íamos, vivendo o momento presente.
Tem alguma idéia de por quantas vidas tivemos que passar até chegarmos a ter a primeira intuição de que há na vida algo mais do que comer, ou lutar, ou ter uma posição importante dentro do bando ?

Mil vidas, Fernão, dez mil! E depois mais cem vidas até começarmos a aprender que ha uma coisa chamada perfeição, e ainda outras cem para nos convencermos de que o nosso objetivo na vida é encontrar essa perfeição e leva-la ao extremo

O GESTO DE AMOR

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma simples entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente.
"É para minha mãe", diz com orgulho.
O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente.
Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo.
Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo.
Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.
Devia ou não fazer?
O coração dizia sim, a mente dizia não.
O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar.
Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.
O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental.
Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe.
Lembrou de sua própria mãe.
Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe.
Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual.
O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.
Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso.
Alguma coisa parecia estar errada.
Por que o homem não embrulhava logo o sabonete?
Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora?
Qual o problema?
No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.
Impaciente, ele perguntou:
"moço, está faltando alguma coisa?"
"Não", respondeu o proprietário da loja. "é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem.
Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada."
Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino:
"nem um sabonete?"
O homem se calou.
Refletiu um pouco e desistiu da idéia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada.
A sós, pôs-se a pensar.
Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe?
Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.
Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição.
Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes:
o gesto de amor!

AMOR, FORÇA CRIADORA

Um professor de sociologia mandou seus alunos aos bairros pobres da cidade de baltimore, Estados Unidos, para realizar estudos de casos individuais de 200 garotos, fazendo uma avaliação do futuro de cada um deles.

Em todos os casos os estudantes fizeram a seguinte avaliação: "ele não tem a menor chance".

Passados 25 anos, outro professor de Sociologia dedicou-se ao estudo realizado. Pediu que seus alunos efetuassem novos estudos para verificar o que havia acontecido com aqueles garotos pobres.

Os estudantes descobriram então que, com exceção de 20 meninos que haviam se mudado ou morrido, 176 entre os 180 restantes, tinham alcançado sucesso fora do comum como advogados, médicos e homens de negócio.

O professor ficou surpreso e decidiu ir mais além na pesquisa.

Felizmente todos os garotos, que agora já eram homens, moravam na cidade. Assim ele teve condições de perguntar a cada um deles, a que atribuíam o seu sucesso.

Em cada caso a resposta era sempre a mesma: "houve uma professora..." E a resposta era acompanhada de um sincero sentimento de gratidão.

Como a professora ainda estava viva, resolveu procurá-la e perguntar que fórmula mágica ela havia usado para impulsionar aqueles garotos à conquista das profissões que tanto almejavam, superando os obstáculos impostos pela condição social.

A idosa, mas ainda lúcida senhora, com brilho nos olhos e nos lábios um sorriso gentil, respondeu: "É realmente muito simples. Eu amava aqueles garotos".

Como se pode perceber, não há barreiras capazes de deter a força do amor verdadeiro.

O amor é de essência divina, é força criadora.

Onde quer que esse sentimento sublime se faça presente espalha luz e bênçãos renovadoras.

Quando o amor se manifesta, dissemina luz onde as trevas teimam em permanecer.

Quem ama vence as dificuldades e supera os próprios limites, contagiando com a sua ação tantos quantos dele se acerquem.

Em nome do amor, Jesus suportou a cruz infamante para legar à humanidade Sua inconfundível Doutrina.

Contagiados pelo Seu amor, os cristãos primitivos desceram às arenas, sacrificando as próprias vidas para não abjurar o Sublime Amigo.

Foi por amor que muitos apóstolos enfrentaram a fúria dos homens, com bravura e coragem, para levar a boa nova aos corações sedentos de paz.

Em nome do amor, muitos anônimos como a professora de Baltimore, se entregam aos semelhantes fomentando a esperança e demonstrando, pelos próprios atos, que vale a pena investir na vida, e, sobretudo, no amor.

***

Em nome do amor fraternal, Madre Tereza superou obstáculos tidos como intransponíveis, para ajudar os irmãos de Calcutá, e fez-se respeitada no mundo inteiro.

São dela estas palavras:

"Espalhe amor onde quer que você vá: primeiro de tudo, em sua própria casa. Dê amor a seus filhos, sua esposa ou marido, para seu vizinho de porta."

"Não deixe ninguém vir a você sem partir melhor ou mais feliz."

"Seja a expressão viva da bondade de Deus: bondade em sua face, bondade em seus olhos, bondade em seu sorriso, bondade em seu caloroso cumprimento."



Do site Momento Espírita

17/06/2009

IGOR FYOROVICH STRAVINSKY

Compositor russo naturalizado francês e depois norte-americano. Autodidata, tomou algumas lições de instrumentação com Rimsky-Korsakov e celebrizou-se com três balés apresentados em Paris pela companhia de Diaghlev: O Pássaro de Fogo (1910), Petruchka (1911) e a Sagração da Primavera (1913).
Em nome da música, ele contrariou a vontade da família, que desejava vê-lo advogado. Igor Fiodorovitch Stravinsky nunca dera mesmo muita atenção à faculdade de Direito, dedicando a maior parte de seu tempo a compor e estudar partituras.
O pai, Fiodor Stravinsky, cantor da ópera imperial, nem poderia se queixar muito. Afinal, foi ele quem passou ao filho o gosto pela arte.
Mas não poderia imaginar que ele viria a se transformar em um dos maiores compositores do século XX.
Stravinsky nasceu em Oraniembaum, uma pequena cidade russa localizada perto de São Petersburgo, em 17 de junho de 1882.
Apesar da saúde já bastante debilitada, continuou trabalhando até os 80 anos, vindo a falecer no dia 6 de abril de 1971, em Nova York


NÃO SE AFLIJA

Não se aflija por antecipação,
porquanto é possível que a vida resolva o seu problema,
ainda hoje,
sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa
e sim a preocupação em virtude da preocupação.
Antes das suas dificuldades de agora,
você já faceou inúmeras outras
e já se livrou de todas elas,
com o auxílio invisível de Deus

REINVENÇÃO

A vida só é possível
reinventada.

Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...


Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... - mais nada.

Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, da noite escura.

Não te encontro, não te
alcanço ...
Só - no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só - na treva,
fico: recebida e dada.

Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

CECÍLIA MEIRELES

VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO