As autoras defendem que a pré-escola é um espaço privilegiado para o ensino das bases da matemática. E que a educação matemática na pré-escola deve visar a construção de um saber que capacite nossas crianças a pensar e a refletir sobre a realidade, assim como a agir e transformá-la. Dessa forma, será possível aos nossos alunos encontrar a razão e o motivo para aprender matemática. E gostar!
"Ora, o que significa alfabetizar-se? Em suma, é apropriar-se de outras formas de leitura do mundo onde se inclui a palavra escrita, a quantificação deste mundo, a historicização, a construção do tempo, do espaço e de suas relações etc. Assim, o conhecimento matemático inclui-se no conceito de alfabetização em seu sentido mais amplo e como tal não pode ser tratado isoladamente, especialmente no caso da pré-escola."
"Acredita-se que a criança constrói suas bases matemáticas pela necessidade de resolução de problemas de seu tempo, impostos pela complexidade de situações da sociedade e, como o homem dito ´primitivo´, parte de um sentido de número para uma construção abstrata deste, sendo uma construção onde o fator tempo ocupa lugar relevante."
"Para que o ser humano se relacione bem com a Matemática é necessário que faça todas as relações possíveis entre os objetos: é igual, é diferente, é maior, é menor etc. Do ponto de vista pedagógico, acreditamos ser importante que o professor leve a criança a construir todas as relações possíveis entre os objetos, nas construções do seu próprio brincar: agrupar objetos por suas semelhanças; fazer classificações simples e em série; comparar tamanhos: maior, menor, igual etc."
"A mesma lógica que nos faz perceber a Matemática desligada da vida leva o professor de Pré-escola a não querer enxergar sua prática além de seu cotidiano. Essa lógica o faz buscar insistentemente receitas para seu trabalho e o afasta da fundamentação, faz com que ele próprio queira manter-se limitado, pois é levado a crer que para trabalhar com crianças basta gostar delas."
Rosa Maria Maciel e Maria Luiza do Canto Benedetti
Angelus Silesius (1624-1677), místico que só escrevia poesia, disse o seguinte: "Temos dois olhos. Com um contemplamos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro contemplamos as coisas da alma, eternas, que permanecem". Eis aí um bom início para compreender os mistérios do olhar. Para entender os mistérios do ouvir, eu escrevo uma variação: "Temos dois ouvidos. Com um escutamos os ruídos do tempo, passageiros, que desaparecem. Com o outro ouvimos a música da alma, eterna, que permanece".
A alma nada sabe sobre a história, o encadeamento dos eventos que acontecem uma vez e nunca mais se repetem. Na história, a vida está enterrada no "nunca mais". A alma, ao contrário, é o lugar onde o que estava morto volta a viver. Os poemas não são seres da história. Se eles pertencessem à história, uma vez lidos nunca mais seriam lidos: ficariam guardados no limbo do "nunca mais".
Mas a alma não conhece o "nunca mais". Ela toma o poema, escrito há muito tempo, no tempo da história (escrito no tempo da história, sim, mas sem pertencer à história), ela o lê, e ele fica vivo de novo: apossa-se do seu corpo, faz amor com ele, provoca riso, choro, alegria. A gente quer que os poemas sejam lidos de novo, ainda que os saibamos de cor, tantas foram as vezes que os lemos.
Como as estórias infantis, irmãs dos poemas. As crianças querem ouvi-las de novo, do mesmo jeito. Se o leitor tenta introduzir variações, a criança logo protesta: "Não é assim". Nisso se encontra minha briga com os gramáticos que fazem os dicionários: eles mataram a palavra "estória". Agora só existe a palavra "história". Freqüentemente, os sabedores da anatomia das palavras ignoram a alma das palavras. Guimarães Rosa inicia "Tutaméia" com esta afirmação: "A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História".
Um revisor responsável, ao se defrontar com esse texto, tendo nas mãos a autoridade do dicionário, se apressaria a corrigir: "A história não quer ser história. A história, em rigor, dever ser contra a História". Puro nonsense. Mas aconteceu com um texto meu que, pela combinação da diligência do revisor com a minha preguiça (não reli suas correções), ficou arruinado. Escrevi essas palavras à guisa de uma explicação "a posteriori" para uma cena da minha vida acontecida há muitos anos, que vi de novo com meu segundo olho há poucos minutos. Também a ouvi com meu segundo ouvido, porque nela havia música. Veio-me no seu frescor original. Não havia tempo algum entre o seu acontecimento no passado e o seu acontecimento há pouco. As mesmas emoções.
Não. Corrijo-me. A sua beleza estava mais bela ainda, perfumada pela saudade. Entendo melhor o que escreveu Octavio Paz: "Parece que nos recordamos e quereríamos voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiqüíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Um sopro nos golpeia a fronte. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de outro mundo. É a "vida anterior" que retorna". Sim, algo da minha vida anterior retornou como um sopro a me golpear a fronte.
A cena é assim - quase escrevi "foi assim", corrigi-me a tempo: as cenas da alma não têm passado, elas acontecem sempre no presente. Eu e o meu filho de três anos estamos na sala de estar da nossa casa. Só nós dois. Havíamos terminado de jantar. No sofá, sua cabeça está deitada no meu colo. É a hora de contar estórias, antes de dormir. Aí ele me diz: "Papai, põe o disco do violão". Levanto-me e pego o disco. Tomando toda a capa, a figura de um violino. Mozart. Ponho a peça que ele mais ama, "Uma Pequena Serenata". É impossível não amar a pequena serenata. Quem poderia resistir à tentação de voar que ela produz?
Pode ser que o corpo não voe. Mas a alma voa. Ouvir "Uma Pequena Serenata" é uma felicidade. (Note que a pequena serenata é inútil. Não serve para nada. Ela é uma criatura da "caixa dos brinquedos", lugar da alegria.)
Quando eu me esforçava por exercer a arte da psicanálise, ouvi de uma paciente: "Estou angustiada. Não tenho tempo para educar minha filha". Psicanalista heterodoxo que eu era, não fiz o que meu ofício dizia que eu deveria fazer. Não me meti a analisar seus sentimentos de culpa. Apenas disse: "Eu nunca eduquei meus filhos". Ela ficou perplexa. Desentendeu. Expliquei, então: "Eu nunca eduquei meus filhos. Só vivi com eles".
Ali, naquela noite, não me passava pela cabeça que estivesse educando meu filho. Eu só estava partilhando com ele um momento de beleza e felicidade. E se Adélia Prado está certa, se "aquilo que a memória amou fica eterno", sei que aquela cena está eternamente na alma do meu filho, muito embora ele tenha crescido e já esteja com cabelos brancos. Parte da alma dele é "Uma Pequena Serenata", o disco do violão. E por isso, por causa da pequena serenata, ele ficou mais bonito.
Dizes-me: tu és mais alguma cousa Que uma pedra ou uma planta. Dizes-me: sentes, pensas e sabes Que pensas e sentes. Então as pedras escrevem versos? Então as plantas têm idéias sobre o mundo?
Sim: há diferença. Mas não é a diferença que encontras; Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas: Só me obriga a ser consciente.
Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei. Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.
Ter consciência é mais que ter cor? Pode ser e pode não ser. Sei que é diferente apenas. Ninguém pode provar que é mais que só diferente.
Sei que a pedra é a real, e que a planta existe. Sei isto porque elas existem. Sei isto porque os meus sentidos mo mostram. Sei que sou real também. Sei isto porque os meus sentidos mo mostram, Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta. Não sei mais nada.
Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos. Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas. Mas é que as pedras não são poetas, são pedras; E as plantas são plantas só, e não pensadores. Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,
Como que sou inferior. Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra", Digo da planta, "é uma planta", Digo de mim, "sou eu". E não digo mais nada. Que mais há a dizer?
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" Heterônimo de Fernando Pessoa
Encontrei esse vídeo muito bem humorado falando sobre o surgimento dos números O herói desta história é um mestre na arte do disfarce. Para algumas pessoas ele apareceu em forma de cunha, para outras como um cone. Mas independente da forma que assumiu, ele sempre foi o numero "1". Sua história é a nossa história . É uma história de lutas, de sabedoria, de filosofia. Uma história sobre as origens dos números. Nós veremos como o "1" ajudou a criar as primeiras cidades, como ajudou a construir impérios, e como inspirou as mentes mais brilhantes da história. Também conheceremos sua participação no modo de funcionamento do dinheiro. Por fim veremos como o "1" se associou ao "0" para dominar o mundo em que vivemos hoje. O mundo digital que funciona com "1"s e "0"s.
*Divisão* Professor: - O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas ? Aluno: - Purê de batata, professor!
*Castigos* Aluno: - Professora, alguém pode ser castigado por uma coisa que não fez ? Professora: - Não. Aluno: - É que eu não fiz os trabalhos de casa.
*Tempo Verbal* Professor: - Chovia que tempo é ? Aluno: - É tempo muito mau, professor.
*Ciências* Professor: - Quantos corações nós temos? Aluno: - Dois. Professor: - Dois ? Aluno: - Sim, o meu e o seu !
*Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se* 1º Aluno: - Acordei tarde, professor! Sonhei que fui à Polinésia e demorou muito a viagem. Professor: - Então, e tu? 2º Aluno: - E eu fui esperá-lo no aeroporto!
*A base da alimentação* Professor: -diga-me o nome de cinco coisas que contenham leite? Aluno: - Um queijo e quatro vacas
Um aluno de Direito fazendo um exame oral Professor: - O que é uma fraude ? Aluno: - É o que o Sr. Professor está fazendo. Professor: - (O professor muito indignado) Explique-se... Aluno: - Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!!