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17/11/2007

FRASE DA EDUCAÇÃO XI

"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas,

não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram.

Homens que sejam criadores, inventores, descobridores.

A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar,

verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."

(Jean Piaget)

15/11/2007

ESCOLA DA PONTE

Na nossa escola não há uma educação para a cidadania, há uma educação na cidadania.
A ideia do para tem a ver com a ideia da sequencialidade regressiva: alguém prepara alguém para alguma coisa; o primário para o secundário, o secundário para a universidade; etc.; prepara para a vida, como se a escola não fosse vida.
Formamo-nos no exercício da cidadania, e, quando me falam de indisciplina, eu não digo eu não sei o que é indisciplina, cito o Bretch:. “das águas do rio se diz que são revoltas, nada se diz das margens que as comprimem”.
Quando as regras são instituídas pelos alunos, não há indisciplina. Há é o exercício de liberdade responsável em espaços para isso criados. E então o “dia da cidadania” não existe; é todos os dias. Por acaso os miúdos questionam muito os dias de qualquer coisa lá.
Recusam-se a fazer “dias de” porque é todos os dias.
JOSÉ PACHECO

UM ALUNO DIFERENTE

A professora levou seus alunos até os jardins do colégio para lhes falar sobre a natureza mostrando-lhes a natureza viva.

Aproximou-se de um , coalhado de flores, e perguntou aos alunos que árvore era aquela.

Alguns, disseram que era uma árvore, apenas. Outros, que aquela árvore era um flamboyant, pois em sua casa havia um semelhante.

Uma menina falou que os flamboyants só servem para fazer sujeira na calçada, quando derrubam as flores, pois isso é o que sua mãe diz sempre.

Um garoto disse que seu pai havia cortado um, recentemente, pois suas raízes racharam o muro de seu quintal.

Mas Pedro, menino de alma sensível, começou dizendo que via ali muito mais que uma árvore.

Disse que via as flores, muito belas por sinal, mas que também podia sentir seu suave perfume.

Chamou atenção para as abelhas que pousavam de flor em flor, e também dos pássaros que buscavam refúgio em seus galhos aconchegantes.

Lembrou que todos estavam sob a sombra generosa que as folhas propiciavam, e apontou para alguns insetos que passeavam, ligeiros, pelo tronco gentil.

Falou, ainda, das muitas vidas que encontram guarida naquele flamboyant desprendido, como liquens, musgos, pequenas bromélias e outras tantas formas de vida que se podia perceber.

“Eis o que percebo, professora”, falou Pedro, com a espontaneidade de um pequeno-grande poeta.

A educadora, ainda embevecida com a aula que acabara de receber, falou amavelmente: “você tem razão, Pedro. Definir este pequeno universo simplesmente como uma árvore, é matar toda a sua grandeza e majestade.”

Existem pessoas que não percebem os flamboyants floridos em praças, bosques e ruas. Elas são muito ocupadas para perder tempo com coisas sem importância.

Tem pessoas que definem flores e folhas apenas como sujeira indesejável.

Outras preferem cortar árvores de dezenas de anos, para que não rachem seus muros e calçadas de cimento.

Existem também aquelas para as quais os flamboyants representam alguns cifrões. Cortados, poderiam oferecer madeira para lenha ou se transformar em belos móveis.

E há aquelas pessoas, como o pequeno Pedro, que vêem muito mais que uma simples árvore. Vêem o autógrafo do Criador, na majestosa obra da natureza.

E você, a que grupo de pessoas pertence?

***

Reverenciar a vida é respeitá-la na sua mais ampla forma de expressão.

Albert Schweitzer, o notável e mundialmente famoso missionário, médico, musicista e filósofo da Alsácia, conta, em seu livro autobiográfico intitulado minha infância e mocidade:

“Achava inconcebível antes mesmo de freqüentar a escola que, na oração da noite, só me mandassem rezar pelos homens.

Por isso, depois de mamãe orar comigo e dar-me o beijo de boa noite, eu acrescentava, por conta própria, uma pequena oração suplementar, de minha autoria, em nome de todos os seres humanos, dizendo:

Bom Deus, protegei e abençoai tudo o que respira, preservai-nos do mal e fazei-nos dormir tranqüilamente!”

Um garoto de apenas sete anos de idade, com uma consciência lúcida sobre o que é reverenciar a vida.

Apenas um menino, mas certo de que amar a Deus sobre todas as coisas quer dizer, em primeiro lugar, respeitar sua obra, e todas as coisas por ele criadas

“Minha infância e mocidade”, de Albert Schweitzer

MINHOCAS

Quando a criança está pronta para perguntar, os adultos podem não estar preparados para responder. O dilema do questionamento, enfrentado por pais e filhos, é o assunto dessa família de minhocas, na qual o Júnior está crescendo e ainda não conseguiu do pai, da mãe e do avô nenhuma resposta convincente para uma questão que não pára de intrigá-lo: por que é proibido cavar para cima?


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