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O MEU SENTIMENTO É O DE UM GARIMPEIRO, QUE BUSCA DIAMANTES, E QUANDO ENCONTRA NÃO CONSEGUE GUARDAR PARA SI.

11/10/2008

FRASES DA EDUCAÇÃO 155


"O importante da educação

não é apenas formar um mercado de trabalho,

mas formar uma nação,

com gente capaz de pensar".

(José Arthur Giannotti)

10/10/2008

QUANDO LEMOS


O que acontece quando lemos

A leitura aumenta nosso conhecimento específico e/ou geral e é por isso que dizemos que "Ler é saber".

Quando lemos revemos conceitos e exercitamos o discernimento, comparamos nossas experiências com as escritas pelo autor, somos levados a fazer perguntas e procurar respostas. Quando lemos passamos a observar certos aspectos da vida que antes nos passavam despercebidos.

09/10/2008

HORÁRIO DE VERÃO

CORRIGINDO...

O horário de verão deste ano começa à 0h do dia 19 de outubro --um domingo. Os relógios deverão ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O horário de verão irá até a meia-noite do dia 15 de fevereiro.

O Ministério de Minas e Energia prevê uma economia de mais de 2.000 MW, o que significa uma redução no consumo no horário de pico entre 4% e 5%.

De acordo com o ministério, nessa época a demanda aumenta muito por causa do calor e do crescimento da produção industrial para o Natal.

No período em que o horário de verão é adotado, os dias têm duração maior por causa da posição da Terra em relação ao sol. Com o maior aproveitamento da luminosidade natural, o governo espera reduzir o consumo de energia elétrica.

O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário foi decretada nove vezes. Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados atingidos e no período de duração.

EDUCAR POR RUBEM ALVES



Educar -

Slide 2: “Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...”

Slide 3: “E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.” Rubem Alves

Slide 4: “Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.” Rubem Alves

Slide 5: “A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...

Slide 6: “É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...”

Slide 7: “Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.” Rubem Alves

Slide 8: “A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...”

Slide 9: “Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.” Rubem Alves

Slide 10: “Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”

Slide 11: “Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.” Rubem Alves

Slide 12: “Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:...”

Slide 13: “...a capacidade de se assombrar diante do banal.”

Slide 14: “Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.” Rubem Alves

Slide 15: “Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...

Slide 16: ...ou para o curioso das simetrias das folhas.”

Slide 17: “Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”

Slide 18: “As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” Rubem Alves

Slide 19: “As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” Rubem Alves “Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

Slide 23: “As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.”

Slide 24: “Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”

Slide 25: “Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.” Rubem Alves

Slide 26: “Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.” Rubem Alves

Slide 27: “Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.” Rubem Alves

Slide 28: “São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.”

Slide 29: “Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.” Rubem Alves

Slide 30: Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.

08/10/2008

FRASES DA EDUCAÇÃO 150

“Convém que o trabalho da criança
não seja simples cópia;
é necessário que seja realmente
a expressão de seu PENSAMENTO”

“A criança tem espírito de observação;
basta não MATÁ-LO”

Decroly

07/10/2008

NUNCA DESISTA


Nunca Desista de seu Filho
Um tipo está se tornando comum nas famílias de hoje: aquele jovem de cabelos caídos sobre os olhos, calças largas com o fundo na altura dos joelhos, camisa folgada e o olhar voltado para o chão.
Num estranho paradoxo, ao tempo em que não quer ser notado, chama atenção pela forma de se vestir e se comportar.
Afinal de contas, como entendê-los? Como se aproximar desse jovem que tenta se isolar do mundo embora se movimente em meio aos demais familiares?
Ele quase não fala. Emite monossílabos, afirmando ou negando, quando questionado sobre algum assunto que lhe diz respeito.
Embora difíceis de entender e de amar, são jovens que de alguma forma estão pedindo socorro, desejam que alguém os ajude a sair da concha na qual se colocaram na tentativa de fugir da realidade.
Apesar da situação difícil, os pais conscientes não deixam de semear no solo da inteligência deles e esperam que um dia suas sementes germinem.
Durante a espera pode haver desolação, mas, se as sementes são boas, um dia germinarão, mesmo que os filhos tomem o caminho das drogas, desrespeitem a vida e não parem em emprego algum.
Talvez alguns pais estejam vivendo uma situação dessas.
Seus filhos estão vivendo profundas crises. Eles recusam um tratamento e são indiferentes às lágrimas das pessoas que os amam.
O que fazer, então? Desistir deles? Certamente não, mas comportar-se como o pai do filho pródigo.
O filho desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.
O filho partiu, mas o pai aguardou. O pai esperava diariamente que ele aprendesse na escola da vida as lições que não aprendeu com seus conselhos amorosos.
Por fim, a grande vitória. A dor rompeu a casca das sementes que o pai plantou e lapidou silenciosamente a personalidade do filho.
Ele voltou. Adquiriu profundas cicatrizes na alma, mas estava mais maduro e experiente. O pai não condenou o filho injusto, mas fez-lhe uma grande festa.
Ninguém compreendeu. Mas não é necessário, pois o amor é incompreensível.
Seguindo o exemplo do pai do filho pródigo, citado na parábola, jamais deveremos abandonar a batalha da educação.
Podemos chorar, mas jamais desanimar.
Podemos nos ferir, mas jamais deixar de lutar.
Devemos ver o que ninguém vê. Enxergar um tesouro soterrado nas rústicas pedras do coração dos nossos filhos indiferentes.
***
Nunca desista de seu filho!
Quanto mais rebelde, mais necessita do seu aconchego.
É sempre bom lembrar que sob essa aura de rebeldia do jovem ou do adolescente, tem uma criança frágil pedindo socorro.
Se os pais desistirem dele, quem lhe dará atenção e carinho?
Quem irá recebê-lo quando, um dia, açoitado pelas tempestades da vida ele retornar, sofrido, com profundas cicatrizes na alma, mas ainda menino?
Sim, aquele menino que um dia você segurou nos braços com tanta ternura...
Pense nisso, e nunca desista de seu filho!
http://www.momento.org.br/)

MOVIDOS PELO DESEJO E PELA PAIXÃO

"O educador educa a dor da falta, cognitiva e afetiva, para a construção do prazer. É da falta que nasce o desejo.
Educa a aflição da tensão da angústia de desejar.
Educa a fome de desejo.
Um dos sintomas de estar vivo é a nossa capacidade de desejar e de nos apaixonar, amar e odiar, destruir e constuir.
Somos movidos pelo desejo de crescer, de aprender, e nós, educadores, também de ensinar.
Instrumental importante na vida do ensinar do educador é o ver (observação), o escutar e o falar.
Assim como, para estar vivo, não basta o coração batendo, para ver não basta estar de olhos abertos.
Observar, olhar o outro e a si próprio, significa estar atento, buscando o significado do desejo, acompanhar o ritmo do outro buscando sintonia com este.
A observação faz parte da aprendizagem do olhar, que é uma ação altamente movimentada e reflexiva.
Ver é buscar, tentar compreender, ler desejos. Através do seu olhar, o educador também lança seus desejos para o outro.
Para escutar, não basta, também, só ter ouvidos.
Escutar envolve receber o ponto de vista do outro (diferente ou similar ao nosso), abrir-se para o entendimento de sua hipótese, identificar-se com sua hipótese, para a compreensão de seu desejo.
Para falar, não basta ter boca, é necessário ter um desejo para comunicar, pois todo desejo pede, busca comunicação com o outro.
Também, "todo o desejo é o desejo do outro".
É o outro que me impele a desejar…
É na fala do educador, no ensinar (intervir, devolver, encaminhar), expressão do seu desejo, casado com o desejo que foi lido, compreendido pelo educando, que ele tece o seu ensinar.
Ensinar e aprender são movidos pelo desejo e pela paixão."

Madalena Freire em "O sentido dramático da aprendizagem", capítulo do livro A paixão de Aprender.

06/10/2008

MINHA FILHA, MINHA MESTRA

Janet S. Meyer

As crianças reinventam o mundo para você.

As crianças nos ensinam coisas novas todos os dias.
Eu ja tinha ouvido dizerem isso, mas foi só quando me tornei mãe que me dei conta da dimensão desse ensinamento.
Quando Marisa tinha seis meses, parecia estar sempre olhando para cima, procurando alguma coisa.
Acompanhando seu olhar, descobri a magia das folhas dançando nas arvores e o movimento das nuvens no céu.
Com oito meses, ela olhava para baixo, enquanto eu a empurrava no carrinho. Percebi, então, que cada pedra é diferente , que as rachaduras nas calçadas fazem desenhos interessantes e as folhas da grama têm verdes diversos.
Quando ela fez onze meses , aprendeu a dizer "Uau!", palavra que usava , maravilhada, ante qualquer coisa nova e deslumbrante, como variedade de brinquedos do consultório do pediatra ou acúmulo de nuvens negras antes de uma tempestade....
Ela falava baixinho "Uau !" para coisas que realmente a imprecionavam, como o sopro do vento no seu rosto ou um bando de pombos levantando vôo.
E, finalmente, o máximo em matéria de "Uau!" era a sua boquinha aberta, mas sem emitir som, reservado para ocasiões realmente surpreendentes , como um pôr-do-sol num lago depois de um lindo dia ou fogos de artifício no céu de verão.
Marisa me ensinou muitas formas de dizer "EU te amo".
Quando tinha quatorze meses e estávamos abraçadas, ela, com a cabecinha recostada no meu ombro, suspirou fundo e disse: "Feliz'.....
Num outro dia(já com 2 anos e levada como ela só) apontou para uma linda modelo na capa de uma revista e perguntou:
"É você, mamãe?"
Há pouco tempo, agora com 3 anos , entrou na cozinha enquanto eu lavava a louça e ofereceu:
"Posso ajudar?"
Logo depois, colocou a mão no meu braço e me fez derreter......."
Mãe se você pequena, eu queria ser sua amiga."
Em momentos assim, tudo que posso dizer é "Uau!".

05/10/2008

FALTA QUERER

A Câmara dos Deputados realizou nesta semana oportuno debate com uma pergunta: “Por que a educação deu certo em outros países e não deu certo no Brasil?” A resposta exige apenas três palavras: “Porque eles quiseram”. A pergunta então é: “Por que não quisemos?”

Por quatro razões: primeira, cultural. Não somos um povo, elite e massa, com visão e sentimento de que educação é um valor fundamental. Para nós, educação é, no máximo, um serviço público, como água, esgoto; com valor inferior aos investimentos na infra-estrutura econômica, como energia, transporte, estrada, portos, aeroportos, bancos, e inferior também aos bens de consumo. Nenhuma família brasileira compraria uma televisão em uma loja parecida com a escola onde deixa seus filhos.

Faz parte da cultura brasileira ver a educação como capítulo secundário ao propósito de renda, patrimônio, bem-estar, soberania, justiça, democracia. O padrão de beleza é físico, jamais um jovem é tido como atraente por seus conhecimentos, por suas notas na escola. As novelas mostram seus heróis com base na riqueza, na saúde, no corpo atlético, nunca na formação literária, filosófica ou científica. E, se fizer essa inversão, parecerá falso.

Mesmo aqueles que se preocupam com a educação dos filhos olham menos o conhecimento que terão do que as vantagens salariais que poderão obter com seus conhecimentos. Por isso, no Brasil, o interesse é maior com o diploma do que conhecimento.

A segunda razão é histórica. A cultura é conseqüência da história. A população deseducada não dá valor à educação. A má escola de hoje é vista como boa, porque os pais nada tiveram, agora seus filhos têm onde ficar, comer e ter a impressão que estudam. A exclusão gera a aceitação da exclusão, como as castas na Índia. No Brasil, os pobres vêem as boas escolas como um direito apenas dos filhos dos ricos, e os ricos acham que basta educar seus filhos. Os primeiros acham que não é possível uma boa escola para todos, os outros acham que não é preciso.

Terceira, política. Somos um povo dividido entre elite e povão. E historicamente a vontade política é orientada para atender aos desejos da minoria privilegiada, não às necessidades das massas excluídas. Isso vale tanto para os produtos da economia, que atendem ao mercado formado pela renda dos ricos; como para os serviços sociais: moradia, água, esgoto, transporte, cultura e também educação.

Por isso, os aeroportos, por exemplo, são federais, mas as rodoviárias, municipais ou estaduais; as universidades, as escolas técnicas são federais, mas as escolas básicas, municipais ou estaduais. Quando os aeroportos entram em crise, o ministro é substituído, surge dinheiro para novas pistas, trens para levar os passageiros da cidade a novos aeroportos. Mas a tragédia educacional das greves se arrasta por meses sem qualquer ação da parte dos governos, especialmente o federal.

Quarta, abandono. Na educação, décadas de abandono fizeram com que o abandono gerasse um descaso ainda maior. O abandono provocou greves, as greves provocam mais abandono; o mesmo se passa com os baixos salários, e a perda de interesse dos professores, com as más condições dos prédios, com o roubo de equipamentos; com a violência.

São essas as principais razões que impedem o Brasil de dar o salto na educação: por falta de uma consciência social que nos impede de ter a vontade política coletiva de mudar. Por isso é tão difícil fazer a revolução educacional no Brasil. Não é porque não sabemos como fazer, é porque ainda não nos convencemos de que é preciso fazer.

A saída é fazer da educação uma questão nacional, fazer da escola uma responsabilidade federal. Tomar a decisão de que as escolas terão a mesma qualidade, independente da família em que a criança nasceu e da cidade onde vive. O desafio é convencer o povo de que isso é possível e preciso.

A maior tarefa de quem quiser mudar a educação brasileira é assumir o papel de educacionista, convencer, conscientizar os brasileiros de que é preciso e é possível, fazer essa revolução. Só mudando a cabeça do Brasil é que vamos educar as cabeças de nossas crianças, com a qualidade e a igualdade de que o Brasil precisa.

Cristovam Buarque

VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO