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17/01/2009

PIANISTA COM QUATRO DEDOS - AH HEE LEE

Esta é uma grande e inspiradora história de vida.
Mesmo com deficiencias cognotivas, não sabe sequer fazer uma simples divisão, Ah Hee Lee e sua mãe vivem a plenitude da música em seus corações e compartilham isto com todo o mundo.
Ah Hee Lee nos mostra essa grande lição,não importa o tamanho da dificuldade, é sempre possível seguir nossos sonhos.
A sul-coreana Heeah Lee tem apenas quatro dedos – nas duas mãos.
Os dois dedos em sua mão esquerda também não têm articulações, e o menor não transmite a força do braço.
Essa malformação chama-se focomelia, caracterizada pela aproximação ou encurtamento dos membros do feto, tornando-os semelhantes aos de uma foca.
Para saber mais CLIQUE AQUI

Milhares de casos surgiram devido a talidomida



No entanto da adversidade vemos uma linda história triunfante!
Isso realmente nos mostra que com amor, tudo é possível.
Hee Lee Ah, uma pianista fantástica com grande vontade de viver e desfrutar a vida.
Ela é muito bem sucedida no que faz, tem uma admirável carreira, e em grande parte devido a sua mãe estar ao lado dela, ela acredita em sua filha e dedica sua vida para cuidar dela.
Sem dúvida, "A música mora na Alma"










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16/01/2009

RESILIÊNCIA


Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura.
Após a tensão cessar poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese do material - como um elástico ou uma vara de salto em altura, que se verga até um certo limite sem se quebrar e depois retorna com força, lançando o atleta para o alto.

Esse termo passou por um deslizamento em direção às ciências humanas e hoje representa a capacidade de um ser humano de sobreviver a um trauma, a resistência do individuo face às adversidades, não somente guiada por uma resistência física, mas pela visão positiva de reconstruir sua vida, a despeito de um entorno negativo, do estresse, das contrições sociais, que influenciam negativamente para seu retorno à vida.
Assim, um dos fatores de resiliência é a capacidade do individuo de garantir sua integridade, mesmo nos momentos mais críticos.

A ciência tem-se interrogado sobre o fato de que certas pessoas têm a capacidade de superar as piores situações, enquanto outras ficam presas nas malhas da infelicidade e da angústia que se abateram sobre elas como numa rede engodada.
Por que certos indivíduos são capazes de se levantar após um grande trauma e outros permanecem no chamado fundo do poço, incapazes de, mesmo sabendo não ter mais forças para cavar, subir tomando como apoio as paredes desse poço e continuar seu caminho?

Foi o cotidiano das pessoas que passam por traumas, que realmente atravessam o vale das sombras, o que realmente atraiu a curiosidade de cientistas do mundo inteiro.
São homens, mulheres, crianças, velhos, o individuo comum do mundo que retoma sua vida após a morte de um filho, a perda de uma parte de seu corpo, a perda do emprego, doenças graves, físicas ou psíquicas, em si mesmo ou em alguém da família, razões suficientes para levar um individuo ao caos.
Esses que são capazes de continuar uma vida de qualidade, sem auto-punições, sem resignação destruidora, que renascem dos escombros, esses são seres resilientes.

Uma pessoa resiliente não se abate facilmente, não culpa os outros pelos seus fracassos e usa sua energia para lutar.
O fatalismo e o sentimento de vítima do destino passam longe destas pessoas.
Pensamentos como "tudo é difícil", "não consigo mudar de rumo ou ninguém faz nada por mim", não fazem parte de suas vidas.
Ao contrário, vão à luta para reverter situações indesejáveis a seu favor.

Não se é resiliente sozinho, embora a resiliência seja íntima e pessoal.
Um dos fatores de maior importância é o apoio e o acolhimento, feito em geral por um outro individuo, e essencial para o salto qualitativo que se dá.
A resiliência é, na verdade, o resultado de intervenções de apoio, de otimismo, de dedicação e amor, idéias e conceitos que entram sorrateiramente nas ciências como causa e efeito, intervenção e resultado.

Na educação
Os pais, talvez por falta de tempo e sentimentos de culpa, criam os filhos na convicção de que são uma espécie de gênios de Aladin cuja função principal é satisfazer todos os seus desejos e tolerarem todas as suas birras e desaforos.

As crianças crescem, por conseguinte, com expectativas completamente irrealistas em relação ao futuro numa visão quase exclusivamente hedonista (o prazer pessoal como bem supremo) da vida.
Para, depois, serem confrontados com uma realidade dura .

Nas escolas, com outros matizes, a situação é idêntica. Os alunos não são minimamente disciplinados nem adquirem competências.
Voam por currículos frequentemente desprovidos de qualquer aplicação prática para aterrissarem, de súbito, num mundo que não tem nada das teorias ou dos jogos de computadores.

Entrando numa sociedade de consumo, pura e dura. Sendo organismos sem defesas que o facilitismo e mimo dos pais e o laxismo das escolas eliminaram.
As defesas criam-se pela luta e pelo estímulo, nunca pela proteção excessiva e pela falta de disciplina.

A resiliência adquire-se pelo sacrifício, pela disciplina e pelo estímulo a autonomia.
Educação e resiliência têm, por isso, que ser as duas faces da mesma moeda.
Só assim estaremos aptos a viver – pelo menos com alguma saúde e qualidade – o nosso futuro incerto.

15/01/2009

FRASES DA EDUCAÇÃO 150109

"Nossos livros de escola glorificam a guerra
e escondem seus horrores.
Eles incutem ódio nas veias das crianças.
Eu preferiria ensinar paz do que guerra.
Eu preferiria incutir amor do que ódio."
(Albert Einstein)

14/01/2009

FAIXA DE GAZA 1


"A guerra é um massacre de homens
que não se conhecem
em benefício de outros
que se conhecem
mas não se massacram."

(Paul Valéry)

13/01/2009

CARTA AOS JUDEUS


Guerra...
Quanta estupidez num século que já se deveriam estar abolidas todas as formas de violência...

Texto de Maurício Abdalla

“Por mais que o governo de Israel e todos os que o apoiam tentem, não irei odiar a vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não irei desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo.

“Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo, que também corre em minhas veias, metade árabe, não irei revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer acreditar o governo israelense.

“Embora eu também queira ouvir as vozes judaicas de protesto contra o massacre dos palestinos, não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não irei jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista.

“Por mais que o governo de Israel e todos que o apoiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias.

“Sei que muitos de vocês condenam a violência, não apóiam o massacre dos árabes palestinos, e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. Mas, gritem! Se sua voz não for ouvida, acreditar-se-ão com razão aqueles que ainda falam mal de seu povo.

“Mesmo que sejam deploráveis todos os anti-semitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial.

“Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal e não restrito a uma etnia. Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas, só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial, os EUA.

“Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo.

“Estejam certos de uma coisa: independentemente do resultado da absurda campanha israelense ou qualquer que seja a posição de seu povo diante da violência e injustiça cometida por aquele país, não irei ceder à tentação do pensamento racista; não irei apagar da minha memória a catástrofe do nazismo e o sofrimento do povo judeu; não irei pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser eliminados; não deixarei de condenar o anti-semitismo ou qualquer tipo de preconceito étnico.

“Continuarei defendendo a idéia de que todos, sem distinção, somos iguais, e temos os mesmos direitos: judeus, negros, árabes, índios, asiáticos etc. Manter-me-ei firme em minhas convicções, pois jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apóiam.”

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