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O MEU SENTIMENTO É O DE UM GARIMPEIRO, QUE BUSCA DIAMANTES, E QUANDO ENCONTRA NÃO CONSEGUE GUARDAR PARA SI.

06/06/2009

COMO SURGIU A EXPRESSÃO - OK



Como surgiu a expressão tão usada quando tudo está certo, pronto.
Ok, vou explicar...bem...Existem várias explicações, escolha a que melhor lhe agrada.


Origem Alemã
A etimologia da palavra é muito discutida.
Muitos estudiosos acreditam que é uma deformação da expressão All Correct (por "Oll Korrekt"), que quer dizer "tudo está correto", cuja origem provavelmente remonta à expressão Oll klor do baixo alemão.

Origem Indígena norte-americana
Também se acha que provem de okeh que na língua nativa americana Choctaw significava "sim".

Origem grega
Igualmente, alguns opinam que O.K. são as iniciais da expressão grega Ola Kala, que significa "tudo está bem".carece de fontes


Origem afro-americana
Outras teorias indicam que OK pode ter uma origem africana e que foi trazida para os EUA pelos escravos provenientes daquele continente, o que deriva da forma de afirmação latina hoc ille ou do occitano oc que significa "sim".


EU PARTICULARMENTE ACREDITO NESSA...


Origem na Guerra Civil USA
Alguns dizem que pode proceder da Guerra Civil dos Estados Unidos da América, já que, quando não havia nenhuma baixa nos campos de batalha, anotava-se 0 killed (nenhum morto), que na sua forma abreviada corresponde a 0K.


Este mesmo sistema supostamente foi usado também durante a Guerra do Vietnã, tornando-se sinónimo de uma coisa boa, afinal não havia vítimas no combate.


Origem no 8º presidente dos Estados Unidos
Em 1836 Martin Van Buren, o oitavo presidente dos EUA, assinava com o sobrenome de Old Kinderhook que abreviado seria OK.


Origem durante a época da escravatura nos EUA
Outra teoria afirma que na época da escravatura nos EUA, quando nos campos de algodão do sul, os escravos apresentavam-se com o seu carregamento diante o capataz, este dava-lhes em francês (muitas regiões do sul dos EUA falavam francês na época) o visto favorável com a expressão "Au quai" que significa "ao cais (de carga)",e,falado pelo não-franceses errado como Oll Kway.


FONTE WIKIPÉDIA

AMAR NO SEMPRE

” a vida não é mais que um pouco de tempo
que nos é dado para,
se quisermos,
aprendermos a amar no sempre
para além do tempo”.
Abée Pierre

05/06/2009

CONSUMO CONSCIENTE




O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. O consumidor consciente reflete a respeito de seus atos de consumo e como eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos de consumo realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.

O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços. Tais gestos incluem o uso e descarte de recursos naturais como a água, a compra, uso e descarte dos diversos produtos ou serviços, e a escolha das empresas das quais comprar, em função de sua responsabilidade sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.

Praticar o consumo consciente consiste numa atitude de liberdade de escolha e de protagonismo da própria existência. É uma tomada de posição clara, democrática e ética. O consumo consciente fatalmente irá gerar uma reflexão e tal reflexão pelos consumidores deverá gerar uma cadeia de estímulos que irá contagiar positivamente as empresas e seus funcionários, sua família, colegas e amigos que, diante do exemplo, serão impelidos a refletir sobre os seus próprios atos de consumo.

03/06/2009

A ESPERA DA BELEZA

VIVEMOS SOMENTE
PARA DESCOBRIR A BELEZA...
TUDO O MAIS
É UMA FORMA DE ESPERA...
KALIL GIBRAN

02/06/2009

O PEIXE

Quando crianças, eu e meu irmão Tadeu (meu querido "Tá") ao sairmos da escola, costumávamos percorrer o mesmo caminho até em casa.
Primeiro cortávamos a praça e depois descíamos até o lago municipal, cerca de 3 quilômetros.
Existe ainda no lago municipal os pedalinhos, pequenos barcos movidos por pedais que acionam as pás para se movimentar.

Passar pelo lago para mim era sempre um encanto, apesar da fome e do cansaço.
Para o meu irmão era um objetivo, tínhamos que passar todos os dias lá porque na beira do barranco, após os pedalinhos, dentro da água havia uma toca onde morava um peixe bem grande, ela já tinha visto.

Todo dia, mei irmão ia bem devagar, aproximava-se da toca e rapidamente enfiava a mão para pegar o peixe, mas sempre ele escapava.
Ele era maior que suas mãos.
E meu mano dizia, não tem importância, amanhã eu volto.

E assim, se passou muito tempo, até que um dia, usando de uma forma diferente de colocar a mão e com minha ajuda , mesmo eu estando com muito medo, ele agarrou o peixe.
Não era mais nada que uma enorme traíra, um peixe liso, voraz, com dentes enormes e finos como lâminas cortantes.

Fomos para casa triunfantes, eu acho que eu estava muito mais do que ele.
Cresci o admirando, meu irmão, o meu herói.
A sua perseverança estava recompensada.
No meio do caminho, encontramos várias pessoas que queriam ver o peixe, e numa dessas o peixe se debateu, e como era liso, ia caindo de sua mão, e ele na tentativa de segurar, foi mordido pela traíra.
O peixe mordeu o lado de sua mão e não soltou mais.
Fixou seus dentes e não abria a boca.

Eu não sabia se chorava, se gritava por socorro, desesperado não sabia o que fazer, e meu irmão passando dor, estava impassível.
Me acalmou dizendo que quando chegássemos em casa ele daria um jeito.
Em nenhum momento ele expressou dor ou arrependimento de ter pego o peixe.
Eu, era só lamento.

Um rapaz conhecido nosso, um pouco mais velho, passava pela avenida e se aproximou de nós, viu a situação de meu irmão e se ofereceu para tirar o peixe pendurado com os dentes fincados na sua mão .
Mas em troca queria o peixe para ele.

Meu irmão não aceitou.
Com a mão escorrendo sangue, sentindo dor pela mão cortada, ele disse que não.
Com lágrimas nos olhos por ver meu irmão sofrer, eu insisti para que desse o peixe para ele, o rapaz insistiu, mas o meu irmão se negou a dá-lo.

Hoje percebo que naquele momento que a insistência de todos os dias, a perseverança e o desejo de pegar aquele peixe, era maior que toda a sua dor.

O rapaz, vendo que não conseguiria o peixe, talvez com dó, mais de mim, que propriamente de meu irmão, vendo o meu desespero, pois tudo o que ferisse o meu irmão, feria muito mais a mim, colocou um pauzinho na guelra do peixe e ele se soltou.
O rapaz, insistiu mais um pouco para levar o peixe, mas não teve jeito.

Aquele não era mais um peixe, era o seu troféu, de perseverança, paciência de todo o dia, metodicamente realizar os mesmos movimentos, para depois mudar a forma, até alcançar o êxito.

Há noite saboreamos o peixe, ele de mão enfaixada, mereceu o melhor pedaço.

Depois de adultos, ele sempre continuou pescador, eu as vezes o acompanhei, ficávamos horas e horas sentados no barranco, muitas vezes sem pegar nenhum peixe.
Eu não me cansava de observá-lo, pois meu irmão ficava lá, olhando as pontas das varas, como se a qualquer momento, viesse um peixe buscar a sua isca.
Ele nunca desistiu.

A ultima vez que fomos pescar, o câncer já o maltratava, estava com dores, sua visão estava prejudica.
Fomos pescar num dia péssimo, tinha chovido de madrugada, o amanhecer estava com o céu todo nublado, nesta penumbra ele não via nem onde o carro estava, guiei ele pelo braço, pegando seus apetrechos que ele arrumava sempre com o maior carinho.
Nesse dia foi a primeira vez que ele não foi o ultimo a se sentar no barranco, porque todas as outras vezes, ele só começava a pescar depois que eu estava acomodado.
Só depois que seu irmãozinho mais novo de 40 e tantos anos se acomodava que ele começava a pescar.

Quando amanheceu o dia ele já conseguia enxergar melhor, sentamos próximos ao lago de pesca, fazia frio , não para mim, mas ele tremia de frio, pela sua magreza.
O dia não era bom para se pescar, dez da manhã, garoava, ventava muito, eu e meu outro irmão, já desistíamos, iríamos embora, ele...não...

Recolhe uma vara cada vez, coloca outras iscas e nos diz, “eu nunca vou embora sem um peixe”, e como se a história se repetisse, onde não havia a probabilidade de um peixe ir até uma isca num dia tão frio.

Meu irmão tremia muito, quase não conseguia colocar a isca no anzol, acaba fisgando , agora uma patinga.
Um peixe voraz como uma traíra, só que agora tínhamos um passaguá para retirar o peixe e ele não precisou colocar a mão.

De novo o troféu pela sua persistência...
A nossa alegria...
O meu exulta mento, meu herói vencera com sua perseverança...

Não deu mais para pescarmos juntos. Nunca mais quis pescar...
Não era a pesca que me alegrava, sempre foi o meu irmão...
O câncer tirava a sua vida, mas pergunto, será que ele o venceu ?

De novo, com lágrimas nos olhos, pedi Àquele que é só amor e bondade que tirasse a sua dor, e ciente de Sua Bondade Infinita, sabia que era preciso que para isso, Ele tambem levasse o peixe e até meu irmão...agora eu também concordava.
Deus nos ouviu.

Quando me lembro de toda a sua garra, de sua disciplina de sua perseverança em viver, percebo que dessa vez, “o peixe” era apenas maior que suas mãos...

Era preciso a vontade de Nosso Pai Misericordioso para tirar as suas dores...
E ele se foi...encontrar outros rios...

Guarde um lugar no barranco, maninho...
A gente ainda pesca junto denovo...
Hoje ele completaria 51 anos...
Como dizíamos um para o outro em nosso aniversário...
"Prá você também..."

PRÁTICA REFLEXIVA NA ESCOLA

Valorizar a importância da prática reflexiva na escola significa, entre outras coisas, assumir que o magistério deve ser reconhecido como profissão e não apenas como simples ofício.
Tal como ser médico ou engenheiro, ser professor supõe uma formação séria, complexa e difícil, mas também altamente valiosa.
Ensinar é mais do que uma extensão do trabalho de casa ou do trabalho doméstico ou da mera repetição de um manual ou do texto didático escrito por um especialista.
Agora, a escola tornou-se para todos, isto é, tornou-se compulsória e obrigatória, cumprindo o direito de nela as crianças poderem aprender o que é significativo para suas vidas.


Para realizar bem essa tarefa, temos que nos profissionalizar.
A prática reflexiva é um dos recursos para isso.
Uma sociedade tecnológica exige domínios múltiplos e sempre aperfeiçoados para se lidar com as máquinas e para se beneficiar de suas realizações ou produções.
Um mundo globalizado exige o domínio de diferentes formas de leitura e escrita, a relação com os diversos modos de enfrentamento e solução de problemas, de vida social e de valores atribuídos às mesmas coisas.

Um universo ameaçado por entulhos e desperdícios, pela destruição e pelo esgotamento de seus recursos, pela insuficiência de suas formas milenares de conservação e transformação dos produtos de suas relações exige compreensão e tomadas de posição sobre as conseqüências de nossas ações, implica denunciar e elaborar propostas que recuperem, regulem, evitem um colapso global cada vez mais iminente.

Uma sociedade que se quer igualitária, democrática, necessita aprender a discutir, argumentar, construir coletivamente e aprender formas de consenso, de superação de conflitos.
Não dá mais para a escola manter- se restrita à transmissão de conteúdos disciplinares, bem como à presença de alunos dóceis aos seus métodos e às características de seus professores.
Uma escola para todos supõe a disponibilidade para a prática de uma pedagogia diferenciada e de uma avaliação formativa.
Pedagogia diferenciada porque leva em conta a diversidade e a singularidade de todas as crianças que agora freqüentam a escola e nela esperam aprender coisas significativas para sua vida.

Avaliação formativa porque observa, regula, seleciona, valoriza o que melhor pode estar a serviço dessas aprendizagens e o que indica os progressos ou as mudanças de posição quanto ao que cada criança pôde aprender e desenvolver em favor de conteúdos, competências e habilidades que nós, adultos, julgamos que elas deviam dominar.
A vida na escola, nos termos em que ela se configura hoje, supõe saber enfrentar e resolver situações-problema cada vez mais complexas e para as quais as respostas tradicionais são cada vez mais insuficientes, obsoletas ou inaplicáveis.
Para isso, temos que nos tornar profissionais e superar a crítica vazia e externa, a queixa, a culpa, a ingenuidade e o amadorismo.
Penso que a prática reflexiva, até pelos obstáculos que nos coloca, pode ajudar-nos nessa direção."

Lino de Macedo é professor de Psicologia do Desenvolvimento da USP.

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