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15/02/2010

CRECHE COM PROFESSORES HOMENS


MATÉRIA DO ESTADÃO ON LINE
Creche tem mais professores homens
Rede municipal de SP registrou alta de 30% no número de servidores do sexo masculino que lidam com crianças

Mariana Mandelli

Trocar fraldas, dar banho, cantar músicas, preparar a merenda e contar histórias para 18 crianças com média de 3 anos de idade. Essas são algumas das principais atividades que Rodrigo Matheus, de 33 anos, realiza todos os dias em seu trabalho. Ele é um dos 3.077 funcionários do sexo masculino da educação infantil municipal de São Paulo, número que vem crescendo e mudando o perfil dos servidores do setor.

Em cinco anos, o total de professores, auxiliares técnicos de educação e diretores de escolas, entre outros cargos, aumentou quase 30% - são 699 homens a mais na rede, desenvolvendo atividades com bebês e crianças de até 6 anos matriculados nos centros de educação infantil (CEIs) e escolas municipais de educação infantil (EMEIs).

Apesar do crescimento, a rede de educação municipal ainda é dominada por mulheres. O total de funcionárias soma 33.125 na rede. Para a Secretaria Municipal da Educação, o maior interesse dos homens na profissão decorre de um avanço natural da sociedade e de investimentos na carreira.

"Acredito que os melhores salários e a formação continuada melhoraram as condições da profissão, abrindo caminho para novos profissionais, independentemente do sexo", explica Patrícia Maria Takada, da diretoria de orientação técnica da educação infantil.

Ela acha que o número tende a aumentar cada vez mais nos próximos anos.

Para os educadores, além das crianças, quem ganha com a presença de homens na educação infantil são as equipes das escolas. "Ter um homem no meio de um monte de mulher traz um novo olhar nas reuniões e discussões pedagógicas", afirma Maria Rosária Calil, diretora do Centro de Educação Infantil Pequeno Seareiro, na zona sul, onde o professor Rodrigo trabalha.

Para Luiz Tarcisio de Souza, diretor da creche que fica no Centro Educacional Unificado (CEU) Azul da Cor do Mar, na zona leste, educadores do sexo masculino levam a figura paterna para o universo de crianças que não têm pai. "Já aconteceu de crianças me chamarem de "pai" nos corredores", lembra Souza.

Na escola que ele dirige, Reginaldo da Silva, de 27 anos, é o único homem entre os professores. As mães tentam encarar de forma natural o fato de tê-lo trocando fraldas e dando banho nos seus filhos. "É uma situação diferente, mas me sinto segura porque a Ana adora ele", afirma a vendedora Silvelena Almeida, de 40 anos, mãe de Ana Luiza, de 2 anos.

A filha da empregada doméstica Zuleide Pinheiro, de 26 anos, Natiele, tem 4 anos e também já teve aulas com Reginaldo. "Ela falava muito do Reginaldo, mais até do que das professoras", lembra.

DIFICULDADES

Apesar da aceitação de alguns pais, a rotina dos professores esbarra em diversas situações de discriminação (mais informações nesta página). "Tenho que construir minha credibilidade ano após ano", afirma Reginaldo, que trabalha com crianças pequenas desde 2004.

"Mas a direção (da escola) confia em mim e faço tudo como deve ser feito, porque a lei não discrimina homem ou mulher para trabalhar na educação infantil."

Já o professor Rodrigo Matheus trocou duas vezes de escola por causa de preconceito. "Já ouvi mães dizendo: "Não quero minha filha na lista dele"", lembra. "Também já senti preconceito na própria comunidade escolar", completa.

Rodrigo, que não tem filhos, não sabia trocar fraldas quando começou. Em uma das quatro escolas em que trabalhou, não havia banheiro masculino. Ele teve que lutar por dois anos para conseguir um banheiro destinado aos homens e deixar de usar o das crianças.

"A minha maior motivação para enfrentar o preconceito é saber que estou colaborando na educação dessas crianças", afirma Rodrigo.

Um comentário:

  1. Olá

    Lembra de mim do Carrossel da Aprendizagem? Eu estou de volta com todo o gás! Criei dois novos blogs: http://carrosseldafantasia.blogspot.com e http://atividadesturmadamonica.blogspot.com. Te espero lá!

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