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07/02/2009

A MÚSICA DO AMOR

Lester era filho de um pastor de uma pequena cidade.
Seu pai não lhe legou dinheiro, mas lhe deu uma sólida educação em que os valores da autoconfiança e da determinação incessante se aliavam à alegria dos aspectos criativos da vida.
Lester amava a música e para pagar aulas de piano com um professor ele cortava lenha.
Os anos da depressão americana puseram fim aos estudos na faculdade e à sua
carreira musical.
Aos 30 anos ele se casou com sua namorada, Frances e os dois deram início à doce harmonia doméstica de um pequeno lar e uma família.
O interesse de Lester pela música nunca cessou.
Sempre que podia, ele ouvia e estudava os grandes compositores clássicos.
No entanto, ele não tinha muitas oportunidades de exercitar os seus talentos.
Com muitas contas para pagar e a perspectiva de aumentar a família, ele nem podia pensar em adquirir um piano.
Em 1942, foi convocado para a guerra e enviado para lutar na Europa.
Todos os dias, em meio aos horrores da guerra, Lester encontrava tempo para escrever para sua querida Frances.
Sentia saudades dela e do "homenzinho", forma como se referia ao seu filho recém-nascido, que morava na "pequena mansão", um título pomposo dado à sua
casa modesta.
Aquela correspondência, tão valiosa e cuidadosamente guardada, era lida e relida por Frances, que todos os dias aguardava, ansiosa, a chegada da próxima carta.
Lester remetia todo o dinheiro que podia para sustentar sua jovem família, e Frances trabalhava meio período como enfermeira para complementar o orçamento.
A economia era a nota constante.
Ela comprava somente o suficiente para as necessidades básicas e com suas orações pedia proteção continuamente para o seu marido.
A guerra terminou e a Europa voltou a ser um lugar seguro para viver.

No mês de março de 1946, Lester retornou para os seus familiares na "pequena mansão".
Uma grande surpresa o aguardava. Uma verdadeira dádiva de amor.
Frances guardara todos os cheques que ele enviara para alimentar sua pequena família.
Ela os economizou e juntou cuidadosamente para comprar um presente que alimentaria a alma do seu amado.
Renunciando ao próprio conforto, Frances poupou quase tudo a fim de comprar um piano para ele.
Na verdade era uma espineta, um antigo instrumento de cordas semelhante ao cravo.
Mas para Lester era o melhor e o mais belo piano de concerto do mundo.
Ele era o saldo da renúncia máxima de uma mulher.
O piano de Lester ainda hoje é um símbolo de amor permanente.
Seus netos o guardaram com zelo e quando se sentam para tocá-lo têm a sensação de que
trazem de volta à vida a história da família.
É como se retornassem a ouvir o velho avô tocando canções de ninar para seus filhos, sinfonias arrebatadoras de Beethoven para a sua avó e músicas alegres para dançar.
Cada nota do instrumento transmite o amor que Frances e Lester sentiam um pelo outro, pelos filhos e pelos netos.
Eles partiram para a espiritualidade mas legaram aos seus amores uma lição imortal:

a do amor que supera a amargura, a distância, o tempo e a vida física.



Pense nisso!
São necessárias duas pessoas para haver aconchego.
Mantenha sempre uma expressão agradável no rosto.
Ele é o espelho onde seu amado deve se refletir.
Cantar atrai mais afeição do que gritar.
Finalmente, pense: quando você tem amor no coração qualquer pessoa a seu redor encontra alegria em sua presença.

05/02/2009

BOA MÚSICA


MusicPlaylist
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OS SEM FLORESTA

A primavera chegou e Verne e seus amigos da floresta acordaram da sua longa hibernação para descobrir que uma “coisa” verde e alta apareceu misteriosamente no meio da casa deles.
É quando eles conhecem RJ, um guaxinim, que explica que o mundo além da cerca é “a passagem para um vida maravilhosa” na qual criaturas peculiares chamadas humanos vivem para comer, ao invés de comer para viver.
Suspeitando e até com um pouco de ciúme de RJ, o cauteloso Verne quer manter a sua família a salvo no seu lado da cerca.
Mas provando a tese de que a lixeira de um homem é o tesouro de outro homem – ou até animal – o manipulador RJ tenta convencer o bando da floresta que não há nada a temer e muito a ganhar dos seus novos visinhos.
Eventualmene, RJ e Verne se tornam amigos enquanto aprendem a co-existir e até explorar esse estranho novo mundo chamado subúrbio.

04/02/2009

CAMINHOS DA EDUCAÇÃO

"Às vezes, o silêncio é a melhor resposta"

"É durante as fases de maior adversidade que surgem as grandes oportunidades de fazer o bem a si e aos outros."

"Só existe dois dias no ano que nada pode ser feito.
Um se chama ontém e o outro amanhã portanto,
hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente viver".

"Quando morremos, nada pode ser levado conosco, com a exceção das sementes lançadas por nosso trabalho e do nosso conhecimento"

"Mantenham a mente aberta, assim como a capacidade de se preocupar com a humanidade e a consciência de fazer parte dela".

"Fale a verdade, seja ela qual for, clara e objetivamente, usando um toque de voz tranquilo e agradável, liberto de qualquer preconceito ou hostilidade".

"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior".

"SE a criança não receber a devida atenção, em geral, quando adulta, terá dificuldade de amar seus semelhantes".

03/02/2009

EDUCAR: INTER-VIR SEM INTER-FERIR

MARLENE FAGUNDES CARVALHO GONÇALVES


Cumpre ao ser humano que se quer pleno ‘bater às portas’ dos seus semelhantes; porém, pouco valerá ter alguém batendo do lado de fora, se não tiver alguém querendo abrir pelo lado de dentro. (Morais, 2002, p.123)¹

No trabalho de educar, estamos sempre no limite de situações opostas.
Muitas vezes nos perguntamos até onde vai nosso papel, se é a nós mesmos que cabem certas atitudes ou não, na relação com os educandos.
O professor Regis de Morais, em seu livro Espiritualidade e Educação, aponta que

“educar é intervir em vidas.
O educador e o educador-professor não podem negligenciar isto, pondo-se perifericamente no contexto educacional; alguns pais e professores quase como a pedir desculpas por existirem, como se vexados por sua interferência nos educandos.” (p. 121)¹

Isso nos alerta para a importância do educador como alguém que possibilita o despertar, e a própria construção do educando enquanto ser pensante e sensível. Quantas vidas modificam-se diante de uma intervenção no momento certo de um professor atento e perspicaz…
Recordo-me de um colega professor, que ao pegar um aluno em flagrante tentando desmontar um computador na escola, teve uma rápida reação, dizendo a ele:
— Ah, você está consertando?
Posso te ajudar?
E sentando-se com ele, permitiu que um novo campo de possibilidades se abrisse, transformando aquele menino - tido até então como delinqüente -, em alguém capaz de realizar algo por si mesmo, sentindo-se importante.
No final da história este professor foi até convidado para ser padrinho de casamento do menino, transformado em homem com novos valores e capacidades.
Claro que aquele não foi o único ato responsável pela transformação, mas com certeza, foram pequenos atos deste tipo que propiciaram tal transformação.

Da mesma forma que um olhar, uma palavra pode ter um efeito tão forte para uma pessoa, no sentido de construção, pode também causar alguns “ferimentos”.
Daí a diferença entre inter-vir e inter-ferir, apontada por Fernández (1990)².

Morais (2002) também alerta para essa diferença:

“(…) Só que não podemos, nós educadores, é confundir intervenção com invasão; intervém aquele que se propõe e é aceito, e invade o que se impõe por autoritarismos, desrespeitando o espaço emocional dos educandos” (p. 122) ¹.

Por isso a frase citada acima, do “bater à porta do semelhante” assume importância tão grande.

“Cumpre ao educador bater sempre e de boa mente nas portas dos educandos; mas, a ele não cabe arrombar a porta na qual bate.
No entanto, ao ser recebido pelo que deve abrir pelo lado de dentro, acontece a graça da plenitude do encontro humano; e a verdadeira educação se fundamenta neste encontro, ela é caracterizada pela relação dialógica” (p. 123) ¹.

Relação essa na qual predomina a troca, o diálogo, o respeito. Fernández (1990) afirma que “não aprendemos de qualquer um, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e direito de ensinar” (p. 52)².
Para este o educando abre as portas.

Enfim, o educador, na sociedade, é aquele que tem seu papel mais em destaque quando se fala em educação de seus membros.
Então precisa estar preparado, também, para perceber quando “as portas se abrem”, de forma a poder atuar, fazendo sua parte que, por menor que pareça, pode mudar o rumo da história de vida de seus educandos.

Referências Bibliográficas:
¹ MORAIS, Regis. Espiritualidade e Educação. Campinas, SP: ² FERNÁNDEZ, Alicia. A Inteligência Aprisionada. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

02/02/2009

FAZEMOS NOSSO DESTINO



"A paz vem de dentro de ti próprio,

não a procures à tua volta."

"A causa de nossos sofrimentos

são os nossos desejos egoístas."

Sidartha Gautama Buda

01/02/2009

LAO TSÉ

"Aquele que conhece os outros é sábio, aquele que conhece a si mesmo é iluminado". (Lao-Tsé)

"Aquele que vence os outros é forte, aquele que vence a si mesmo é poderoso". (Lao-Tsé)

"Aquele que conhece a alegria é rico".(Lao-Tsé)

" Aquele que controla os outros tem poder, aquele que controla a si mesmo tem força" (Lao-Tsé)


"Aquele que conserva o seu caminho tem vontade , seja humilde, e permanecerá íntegro".(Lao-Tsé)

"Curva-te, e permanecerá ereto, esvazia-te, e permanecerá repleto, gasta-te, e permanecerás novo".(Lao-Tsé)

"O Sábio não se exibe e não se faz notar, e por isso é notado. Ele não se elogia, e por isso tem mérito".(Lao-Tsé)


"Renuncia a si mesmo e jamais será esquecido". (Lao-Tsé)

"A alma não tem segredo que o comportamento não revele". (Lao -Tsé)

"Reaja inteligentemente mesmo a um tratamento não inteligente". (Lao-Tsé)

"Para ganhar conhecimento adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria elimine coisas

todos os dias".(Lao-Tsé)

"Todo desejo incômodo e inquieto se dissolve no amor da verdadeira filosofia". (Lao-Tsé)

"A libertação do desejo conduz à paz interior". (Lao-Tsé)

"Quando eu me despojo do que eu sou, eu me torno o que eu poderia ser". (Lao-Tsé)

"É melhor saber que não sabemos do que alegar que sabemos sem sabê-lo" (Lao-Tsé)

"Quem está sempre preocupado com alguma coisa não consegue aproveitar o mundo". (Lao-Tsé)

"O forte e rígido pode ser quebrado e humilhado. O suave e flexível sempre prevalece" (Lao-Tsé)

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