TODO MATERIAL POSTADO EM MEU BLOG É DE CONTEÚDO PESQUISADO NA INTERNET OU DE AMIGOS QUE ME ENVIAM, AO QUAL SOU SEMPRE AGRADECIDO.
POUCAS VEZES CRIEI ALGO PARA COLOCAR NO BLOG.
O MEU SENTIMENTO É O DE UM GARIMPEIRO, QUE BUSCA DIAMANTES, E QUANDO ENCONTRA NÃO CONSEGUE GUARDAR PARA SI.

29/08/2009

CRIATIVIDADE VERSUS INOVAÇÃO

Comentários de Waldez Ludwig sobre a criatividade e a inovação


28/08/2009

SETE MOTIVOS PARA UM PROFESSOR CRIAR UM BLOG

Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que se abrem para um professor.
Recentemente, surgiu mais uma: o blog.
No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.


1 - É divertido
É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu.
E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores.
Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos.
Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão.
O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas).
É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.

2 - Aproxima professor e alunos
Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes.
Além de trocar idéias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs.
Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira?
O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles.
Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

3 - Permite refletir sobre suas colocações
O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados.
Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional.
A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”.
Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós!
Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor.
O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.
4 - Liga o professor ao mundo
Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive.
Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço.
Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali.
Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava.
Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes.
E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

5 - Amplia a aula
Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula.
Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço.
Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém.
Mesmo que não caia na prova.

6 - Permite trocar experiências com colegas
Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros.
Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica.
Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros.
E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação.
(É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados.
E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

7 - Torna o trabalho visível
Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver.
O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?
Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais.
Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!


Betina von Staa é coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional e articulista da divisão de portais da Positivo Informática.

E VOCÊ?

Este filme fez parte da competição de filmes 1 minuto para salvar o mundo.


27/08/2009

RECEITA PARA NUNCA BRIGAR

Um casal foi entrevistado num programa de TV porque estava casado há 50 anos e nunca tinha discutido.
O repórter, curioso, pergunta ao homem:
- Mas você nunca discutiram mesmo?
- Não.
- Como? Impossível isso acontecer?
- Bem, quando nos casamos, a minha esposa tinha uma gatinha de estimação que amava muito.
Era a criatura que ela mais amava na vida.
No dia do nosso casamento, fomos para a lua-de-mel e minha esposa fez questão de levar a gatinha.
Andamos, passeamos, nos divertimos e a gatinha sempre conosco, mas certo dia a gatinha mordeu minha esposa.
A minha esposa olhou bem para a gatinha e disse:

'- Um.'

Algum tempo depois a danada da gatinha mordeu minha esposa novamente.
A minha esposa olhou para a gatinha e disse:

'- Dois.'

Na terceira vez que a gatinha mordeu, minha esposa pegou a bichinha e atirou ela do quinto andar, ela sobreviveu, mas ainda manca...
Eu fiquei apavorado e perguntei:
- Sua ignorante desalmada, porque que você fez uma coisa dessas, mulher?
A minha esposa olhou para mim e disse:

'- UM.'

Depois disso, nunca mais discutimos.

ONDE ESTÁ DEUS?

Um casal tinha dois filhos que eram uns capetinhas.
Os pais sabiam que se houvesse alguma travessura onde moravam, eles com certeza estariam envolvidos.
A mãe dos garotos ficou sabendo que o novo padre da cidade tinha tido bastante sucesso em disciplinar criança.
Assim, ela pediu a ele, que falasse com os meninos.
Opadre concordou, mas pediu para vê-los separadamente.
A mãe mandou o filho mais novo.
O padre, um homem alto com uma voz de trovão, sentou o garoto e perguntou-lhe austeramente:
- Garoto. Onde está Deus?
O garoto abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som.
Ficou sentado, com a boca aberta e os olhos arregalados.
Então, o padre repetiu a pergunta num tom ainda mais severo: o garoto não conseguia emitir nenhuma resposta.
O padre levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do garoto berrou: - ONDE ESTÁ DEUS?????????
O garoto saiu correndo da igreja direto pra casa e trancou-se no quarto.
Quando o irmão mais velho o encontrou, perguntou:
- O que aconteceu?
O irmão mais novo, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:
-Cara, desta vez tamo ferrados.
DEUS sumiu, e acham que foi agente !!!!!

26/08/2009

SOBRE O INFERNO

Perguntaram-me se acredito na existência do inferno, o lugar onde Deus aprisiona as almas condenadas por toda a eternidade em sofrimentos sem fim. Eu não responderei. Contarei apenas uma estória. Cada um chegará à conclusão que quiser...

Era uma vez um velhinho simpático que morava numa casa cercada de jardins. O velhinho amava os seus jardins e cuidava deles pessoalmente. Na verdade fora ele que os plantara - flores de todos os tipos, árvores frutíferas das mais variadas espécies, fontes, cachoeiras, lagos cheios de peixes, patos, gansos, garças. Os pássaros amavam o jardim, faziam seus ninhos em suas árvores e comiam dos seus frutos. As borboletas e abelhas iam de flor em flor, enchendo o espaço com as suas danças. Tão bom era o velhinho que o seu jardim era aberto a todos: crianças, velhos, namorados, adultos cansados. Todos podiam comer de suas frutas e nadar nos seus lagos de águas cristalinas. O jardim do velhinho era um verdadeiro paraíso, um lugar de felicidade.

O velhinho amava todas as criaturas e havia sempre um sorriso manso no seu rosto. Prestando-se um pouco de atenção era possível ver que havia profundas cicatrizes nas suas mãos e pernas. Contava-se que, certa vez, vendo uma criança sendo atacada por um cão feroz, o velhinho, para salvar a criança, lutou com o cão e foi nessa luta que ele ganhou suas cicatrizes.

Os fundos do terreno da casa do velhinho davam para um bosque misterioso que se transformava numa mata escura. Era diferente do jardim porque a mata, não tocada pelas mãos do velhinho, crescera selvagem como crescem todas as matas. O velhinho achava as matas selvagens tão belas quanto os jardins.

Quando o sol se punha e a noite descia, o velhinho tinha um hábito que a todos intrigava: ele se embrenhava pela mata e desaparecia, só voltando para o seu jardim quando o sol nascia. Ninguém sabia direito o que ele fazia na mata e estranhos rumores começaram a circular.

Os seres humanos têm sempre uma tendência para imaginar coisas sinistras. Começaram, então, a espalhar o boato de que o velhinho, quando a noite caia, se transformava num ser monstruoso, parecido com lobisomem, e que na floresta existia uma caverna profunda onde o velhinho mantinha, acorrentadas, pessoas de quem ele não gostava, e que o seu prazer era torturá-las com lâminas afiadas e ferros em brasa. Lá - assim corria o boato - o velhinho babava de prazer vendo o sofrimento dos seus prisioneiros. De dia, velho manso, de noite, torturador.

Outros diziam, ao contrário, que não era nada disto. Não havia nem caverna, nem prisioneiros e nem torturas. Essas coisas existiam mesmo era só na imaginação de pessoas malvadas que inventavam os boatos. O que acontecia era que o velhinho era um místico que amava as florestas e ele entrava no seu escuro para ficar em silêncio, em comunhão com o mistério do universo.

Você decide. Você decide em que versão acreditar. Note bem: ninguém jamais entrou na floresta escura. Tudo o que há são fantasias de homens: fantasias de homens cruéis e vingativos e fantasias de homens movidos pelo amor.

Se você se decidir a acreditar que o velhinho tem uma câmara de torturas que lhe dá prazer, então você tem de acreditar também que ele é um monstro igual aos torturadores que brincam com as crianças durante o dia e torturam pessoas indefesas durante a noite. Sua bondade diurna não passa de uma farsa. Eu não poderia amar um velhinho assim. Você poderia? Diante de um velhinho assim a gente sente é horror, jamais amor. Quem acredita que Deus tem uma câmara de torturas eterna não pode amá-lo. Só pode temê-lo. Mas como Deus é amor, aquilo que é temido não pode ser Deus. Só pode ser o Diabo.

Mas se você acreditar que a tal câmara de torturas não passa de uma invenção do coração malvado dos homens, então você amará o velhinho cada vez mais.

Você entendeu: essa estória é uma parábola sobre Deus. Quem acredita no inferno está, na realidade, acreditando em coisas horrendas sobre Deus. A questão crucial, portanto, nessa pergunta sobre a existência do inferno, é: o que é que você pensa de Deus? Imagino que o velhinho deve ter chorado amargamente quando ficou sabendo dos boatos que os homens estavam espalhando sobre ele. Acho que Deus chora também quando os religiosos, que se dizem a seu serviço, espalham esses boatos de que ele se diverte com o sofrimento dos presos na sua câmara de torturas. Foi Santo Tomás que disse que Deus e os salvos, nos céus, contemplam o sofrimento dos condenados no inferno, para que a sua alegria seja completa... Não posso amar esse Deus. Na verdade eu lhe daria o nome de Demônio.

Se o velhinho no fosse tão bom, acho que seria esses que ele enviaria para uma temporada de curta duração no inferno, se ele existisse...

RUBEM ALVES

25/08/2009

O TELESCÓPIO FAZ 400 ANOS DE INVENÇÃO


O telescópio óptico é um instrumento que permite estender a capacidade dos olhos humanos de observar e mensurar objetos longínquos.
Pois, permite ampliar a capacidade de enxergar longe, como seu nome indica [Do Grego "Tele" = Longe + Scopio = Observar], através da coleta da luz dos objetos distantes (Celestes ou não), da focalização dos raios de luz coletados em uma imagem óptica real e sua ampliação geométrica.

Costuma-se dizer que Hans Lippershey, um fabricante de lentes neerlandês,construiu em 1608 o primeiro instrumento para a observação de objetos à distância: o telescópio.

O conceito que desenvolveu era a utilização desse tubo com lentes para fins bélicos e não para observações do céu.

A notícia da construção do tubo com lentes por Lippershey espalhou-se rapidamente e chegou até o astrónomo italiano Galileu Galilei, que, em 1609, apresentou várias versões do aparelho feitas por ele mesmo a partir de experimentações e polimento de vidro.

Galileu logo apontou o telescópio para o céu noturno, sendo considerado o primeiro homem a usar o telescópio para investigações astronómicas.
O telescópio de Galileu também é conhecido por luneta.

Galileu, utilizando seu instrumento óptico, descobriu diversos fenômenos celestes, entre os quais as manchas solares, as crateras e o relevo lunar, as fases de Vênus, os principais satélites de Júpiter, e a natureza da Via Láctea como a concentração de incontáveis estrelas, iniciando assim uma nova fase da observação astronômica na qual o telescópio passou a ser o principal instrumento, relegando ao esquecimento os melhores instrumentos astronômicos da antiguidade
(astrolábios, quadrantes, sextantes, esferas armilares, etc.).
As descobertas de Galileu forneceram evidências muito fortes aos defensores do sistema heliocêntrico de Copérnico.

Pouco tempo depois de Galileu, Johannes Kepler descrevia a óptica das lentes, incluindo um novo tipo de telescópio astronômico com duas lentes convexas (um princípio muitas vezes referido como telescópio de Kepler).

24/08/2009

DIA DA INFÂNCIA

A EDUCAÇÃO PRECISA MUDAR ISSO...


De acordo com a Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, 62 milhões de brasileiros têm menos de 18 anos. As crianças são especialmente vulneráveis às violações dos direitos, à pobreza e à iniqüidade no País.

O índice de pobreza infantil é de 44% no Brasil, passando a 78% entre as crianças negras. Mais de 70% das crianças pobres nunca foram à escola durante a primeira infância. Há 800 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola.

De cada 100 alunos que entram no ensino fundamental, apenas 59 terminam a 8ª série e, destes, somente 40 concluem o ensino médio. A evasão escolar e a falta às aulas ocorrem por diferentes razões, incluindo violência e gravidez na adolescência.

A AVENTURA DE APRENDER

“O aprendizado deve ser uma aventura compartilhada”


Entrevista Miguel Zabalza
Doutor em Psicologia e Pedagogia e autor de mais de 100 títulos em educação,entre eles, “Qualidade na Educação Infantil” (Artmed) o professor Miguel Zabalza, catedrático da Universidade de Santiago de Compostela, esteve no Rio Grande do Sul no mês de fevereiro.
Ele foi o principal palestrante do encontro que reuniu, em Santa Maria, 240 professores de educação infantil dos colégios da Rede Marista do Rio Grande do Sul.


O que os pais buscam quando colocam a criança na escola?

Miguel Zabalza – Essa é a pergunta que todos os educadores devem fazer. Que a escola deve ter como ponto de partida para reflexão. O problema começa aí porque nós não escutamos o que o pai quer falar. Muitas vezes nem consideramos o que ele tem para dizer. Assim, a aventura escolar fica sendo dos professores e não é compartilhada com as famílias, nem com a comunidade. É preciso recuperar a história da infância como uma aventura compartilhada.

É suficiente deixar a criança brincar na educação infantil?

Miguel Zabalza –Não. Além de brincar, que é importante, também há outras coisas. Por exemplo, o conceito de trabalho também precisa e deve ser desenvolvido na infância.

Uma boa metodologia é questão de recursos, de idéias ou é questão de receita/modelo?

Miguel Zabalza – Para um bom funcionamento, uma escola precisa de recursos, mas para ela ser boa como um todo, é uma questão de cabeça, de saber o que fazer com os recursos. Também não é uma questão de receita, porque de nada adianta apenas ter tudo bem descrito. Além disso, há necessidade de cuidar que o trabalho não se torne homogêneo. O modelo é apenas um marco. É necessário que os educadores sintam-se livres para atender alunos diferentes e realidades diferentes. A adaptação do modelo à prática precisa ser original. Tão importante quanto o contexto referencial, é o papel do professor.

Quais são as demandas da criança ao chegar na escola? O que elas precisam?

Miguel Zabalza – Esse é o ponto de partida. Precisamos saber qual é a nossa idéia de criança. Eu entendo que as crianças na educação infantil estão começando a aprender e precisam de alguém que modelo brasileiro revela a criança como um ser muito pequeno que precisa de muito amor. Eu não entendo porque, pois elas chegam da família cheias de amor e essa priorização da educação afetiva pode gerar confusão de papéis entre a família e a escola.

Já no modelo japonês, o que se quer é proporcionar convivência. As crianças já vivem com as famílias num círculo de poucas pessoas e pouco espaço, então, na escola, quanto maior a turma e mais espaço disponível para conviver, mas atende a necessidade social. As turmas chegam a ter 100 crianças.

Nos Estados Unidos, a educação infantil baniu os professores homens porque há temor muito grande de que eles abusem ou maltratem as crianças. As famílias não levam as crianças às escolas que tenham educadores do sexo masculino, portanto.

Qual é o papel da família na relação com a escola?

Miguel Zabalza – As escolas modernas estão estabelecendo pontes entre a família e a escola, transformando o projeto da escola e o da família em um projeto único. Para isso é preciso muito esforço da escola. Estabelecer um plano de trabalho para 4/5 anos, permitindo que a família vá se envolvendo gradualmente com a escola é uma boa alternativa. Hoje, a escola procura, na relação com os pais, atender muito mais as suas necessidades do que as da família. Uma reunião, por exemplo, é convocado em horário que atende a rotina da escola e evite um número excessivo de horas extras dos profissionais e não nos horários mais favoráveis aos pais.

Outra estratégia que funciona muito bem é a de envolver os pais em projetos de pesquisa com os filhos. Começa com coisas simples e vai dando complexidade para envolvê-los efetivamente.

É preciso evitar a postura de que os pais não sabem nada, não entendem a escola. Esse é um comportamento que só afasta as famílias.

Quais devem ser as linhas de trabalho de uma escola que se preocupa com o futuro?

Miguel Zabalza – Uma das principais preocupações da escola hoje deve ser a de incluir serviços de apoio à família, atendendo às demandas da mesma com a diversificação de profissionais e serviços. A escola precisa se transformar num pólo educativo. Um exemplo de instituições que começam a se preparar para essa realidade pode ser visto nas inúmeras escolas que já ajustaram seus horários de expediente para poder atender os diferenciados horários de trabalho dos pais.

No caso da Educação infantil, qual a importância do currículo oficial?

Miguel Zabalza – Eu considero fundamental. É absolutamente necessário porque nem todos os professores estão devidamente preparados para oferecer um conteúdo equilibrado. O currículo oficial é a carta de direitos da criança e um compromisso da escola em oferecer oportunidade de aprendizado e desenvolvimento das mais diversas habilidades. É importante, porém, estabelecer sempre prioridades de aprendizagem.

Como se dá o ciclo de aprendizagem na educação infantil?

Miguel Zabalza – Aprender é incorporar novidades no nosso repertório, coisas novas, modelos novos. Para isso, o ciclo de aprendizagem começa com o experimentar. No segundo momento, a criança incorpora os novos conhecimentos ou destrezas, depois, passa a dominar a técnica e/ ou o conhecimento e, por fim desfruta do resultado. Aí, então, é necessário recomeçar o ciclo.

O importante é que a escola não pode ficar apenas no fazer. É preciso, também falar e escrever. Ou seja, a criança só aprende quando consegue explicar o que fez e como fez.

Eu acredito plenamente no trabalho de uma escola infantil por projetos. Tem resultados excelentes porque as operações são encadeadas com lógica entre si, a organização interna torna-se suficientemente rica, motivadora e desafiadora e possibilita o trabalho em grupo com a distribuição de tarefas.


ESTE POST É DO SITE MARISTAS

23/08/2009

A POSTURA DO NOVO EDUCADOR

Uma proposta e uma reflexão
a respeito de como deveria ser a
postura do novo educador, facilitador
do processo de aprender do
outro, pode ser:
– ele ouve, observa e reconsidera
o processo de desenvolvimento
do seu aluno/educando/aprendiz;
– reflete a respeito da sua própria
prática, recriando-a emfunção das
necessidades do(s) seu(s) interlocutor(
es), isto é, avalia o seu processo
e postura;
– reconstrói junto com o(s)
outro(s) os saberes;
– é flexível e aberto para as mudanças;
– trabalha a partir dos conflitos,
procurando caminhos para resolvê-
los;
– utiliza o erro como alavanca e
desafio para novos desafios e
aprendizagens;
– o seu maior objetivo é formar,
propiciar a abertura de canais no
outro e oferecer ferramentas para
que o outro possa ser ele mesmo,
se descobrir, se expressar.

ADRIANA FRIEDMANN
Pedagoga.
Mestre em Metodologia do Ensino.
Consultora do MEC - Educação Infantil.
São Paulo/SP.

FRASES DA EDUCAÇÃO 210809


"Brincar é a maior expressão


do desenvolvimento humano


na infância e, por si só,


é a expressão livre


do que está dentro da alma


de uma criança"


Fredrich Froebel

VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO