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04/09/2009

O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

A vida cobra nossas atitudes.
Esse é um filme que as crianças também devem assistir...
Um final inusitado...



Alemanha, 2ª Guerra Mundial. Bruno, de 8 anos, é filho de um oficial nazista que assume um cargo em um campo de concentração.
Isto faz com que sua família deixe Berlim e se mude para uma área desolada, onde não há muito o que fazer para uma criança de sua idade.
Ao explorar o local ele conhece Shmuel, um garoto aproximadamente de sua idade que sempre está com um pijama listrado e do outro lado de uma cerca eletrificada.
Bruno passa a visitá-lo frequentemente, surgindo entre eles uma amizade




03/09/2009

MENSURAR NÃO, AVALIAR SIM

AVALIAR PAR QUE?
Segundo nossas observações que são confirmadas por muitos autores, podemos responder à pergunta título deste artigo, apontando, que de modo geral serve: para classificar, castigar, definir o destino dos alunos de acordo com as normas escolares.
Pode-se afirmar que a avaliação tem assumido, e já há muito tempo, uma função seletiva, uma função de exclusão daqueles que costumam ser rotulados “menos capazes, com problemas familiares, com problemas de aprendizagem, sem vontade de estudar, sem assistência familiar” e muitos outros termos parecidos.

De acordo com Luckesi (1999), a avaliação que se pratica na escola é a avaliação da culpa. Aponta, ainda, que as notas são usadas para fundamentar necessidades de classificação de alunos, onde são comparados desempenhos e não objetivos que se deseja atingir.

Os currículos de nossas escolas têm sido propostos para atender a massificação do ensino. Não se planeja para cada aluno, mas para muitas turmas de alunos numa hierarquia de séries, por idades mas, esperamos de uma classe com 30 ou mais de 40 alunos, uma única resposta certa.

Segundo Perrenoud (2000), normalmente, define-se o fracasso escolar como a conseqüência de dificuldades de aprendizagem e como a expressão de uma “falta objetiva” de conhecimentos e de competências. Esta visão que “naturaliza” o fracasso, impede a compreensão de que ele resulta de formas e de normas de excelência que foram instituídas pela escola, cuja execução revela algumas arbitrariedades, entre as quais a definição do nível de exigência do qual depende o limiar que separa aqueles que têm êxito daqueles que não o têm. As formas de excelência que a escola valoriza, se tornam critérios e categorias que incidem sobre a aprovação ou reprovação do aluno.

Continua Perrenoud (2000): As classificações escolares refletem às vezes, desigualdades de competências muito efêmeras, logo não se pode acreditar na avaliação da escola. O fracasso escolar só existe no âmbito de uma instituição que tem o poder de julgar, classificar e declarar um aluno em fracasso. É a escola que avalia seus alunos e conclui que alguns fracassam. O fracasso não é a simples tradução lógica de desigualdades reais. O fracasso é sempre relativo a uma cultura escolar definida e, por outro lado, não é um simples reflexo das desigualdades de conhecimento e competência, pois a avaliação da escola, põe as hierarquias de excelência a serviço de suas decisões. O fracasso é, assim, um julgamento institucional.

A explicação sobre as causas do fracasso passará obviamente pela reflexão de como a escola explica e lida com as desigualdades reais.

O universo da avaliação escolar é simbólico e instituído pela cultura da mensuração, legitimado pela linguagem jurídica dos regimentos escolares, que legalmente instituídos, funcionam como uma vasta rede e envolvem totalmente a escola. (Lüdke; André, M. 1986)

Compreender as manifestações práticas da prática avaliativa é ao mesmo tempo compreender aquilo que nela está oculto.

Temos ciência de que esta exclusão no interior da escola não se dá apenas pela avaliação e sim pelo currículo como um todo (objetivos, conteúdos, metodologias, formas de relacionamento, etc.). No entanto, além do seu papel específico na exclusão, a avaliação classificatória acaba por influenciar todas as outras práticas escolares.

O que significa em termos de avaliação um aluno ter obtido nota 5,0 ou média 5,0? E o aluno que tirou 4,0? O primeiro, na maioria das escolas está aprovado, enquanto o segundo, reprovado. O que o primeiro sabe é considerado suficiente. Suficiente para que? E o que ele não sabe? O que ele deixou de “saber” não pode ser mais importante do que o que ele “sabe”? E o que o aluno que tirou 4,0 “sabe” não pode ser mais importante do que aquilo que não “sabe”?

Acreditar que tais notas ou conceitos possam por si só explicar o rendimento do aluno e justificar uma decisão de aprovação ou retenção, sem que sejam analisados o processo de ensino-aprendizagem, as condições oferecidas para promover a aprendizagem do aluno, a relevância deste resultado na continuidade de estudos, é, sobretudo, tornar o processo avaliativo extremamente reducionista, reduzindo as possibilidades de professores e alunos tornarem-se detentores de maiores conhecimentos sobre aprendizagem e ensino.

A avaliação, unicamente, “medida”, ranço do positivismo, mais oculta e mistifica do que mostra, ou aponta aquilo que deve ser retomado, ser trabalhado novamente e de outra forma, o que é imprescindível que o aluno conheça. Também não podemos nos esquecer dos instrumentos utilizados para avaliar (confundida com mensuração), que fundamentam este processo decisório e necessitam de questionamentos, não só quanto a sua elaboração, mas, quanto à coerência e adequabilidade com o que foi trabalhado em sala de aula e o modo com que o que vai ser avaliado foi trabalhado.

Avaliar exige, antes que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para, em seguida, escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes à coleta de dados, comparados e postos em cheque com o contexto e a forma em que foram produzidos.

Para Hadji (2001), a passagem de uma avaliação normativa para a formativa, implica necessariamente uma modificação das práticas do professor em compreender que o aluno é, não só o ponto de partida, mas também o de chegada. Seu progresso só pode ser percebido quando comparado com ele mesmo: Como estava? Como está? As ações desenvolvidas entre as duas questões compõem a avaliação formativa.

A função nuclear da avaliação é ajudar o aluno a aprender e ao professor, ensinar. (Perrenoud, 1999), determinando também quanto e em que nível os objetivos estão sendo atingidos. Para isso é necessário o uso de instrumentos e procedimentos de avaliação adequados. (Libâneo, 1994, p.204).

O valor da avaliação encontra-se no fato do aluno poder tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades. Cabe ao professor desafia-lo a superar as dificuldades e continuar progredindo na construção dos conhecimentos. (Luckesi, 1999)

No entender de Luckesi (1999, p.43) “para não ser autoritária e conservadora, a avaliação tem a tarefa de ser diagnóstica, ou seja, deverá ser o instrumento dialético do avanço, terá de ser o instrumento da identificação de novos rumos”. Na página 44, coloca o autor “a avaliação deverá verificar a aprendizagem não só a partir dos mínimos possíveis, mas a partir dos mínimos necessários”[1]. Enfatiza também a importância dos critérios, pois a avaliação não poderá ser praticada sob dados inventados pelo professor, apesar da definição desses critérios não serem fixos e imutáveis, modificando-se de acordo com a necessidade de alunos e professores.

Modificar a forma de avaliar implica na reformulação do processo didático-pedagógico, deslocando também a idéia da avaliação do ensino para a avaliação da aprendizagem.

Saviani, (2000, p.41), afirma que o caminho do conhecimento “É perguntar dentro da cotidianidade do aluno e na sua cultura; mais que ensinar e aprender um conhecimento, é preciso concretizá-lo no cotidiano, questionando, respondendo, avaliando, num trabalho desenvolvido por grupos e indivíduos que constroem o seu mundo e o fazem por si mesmos”.

“O importante não ‘é fazer como se’ cada um houvesse aprendido, mas permitir a cada um aprender”[2]. (Perrenoud, p. 165, 1999)

Avaliar deve servir para cada vez mais permitir a cada um aprender!

Referências Bibliográficas:

HADJI, C. Avaliação demistificada. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.

LIBÂNEO, J.C. Didática. 15.ed. São Paulo: Cortez, 1999.

LUCKESI. C.C.Avaliação da aprendizagem escolar. 9. ed.São Paulo: Cortez, 1999.

LüDKE, M;. André, M.E.D A. pesquisa em educação: abordagens qualitativas.6.ed.São Paulo: EPU, 1986

Perrenoud, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre: Artmed, 1999.

_________. 10 novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Saviani. D. Saber escolar, currículo e didática. 3.ed.Campinas: Autores Associados, 2000.


DO SITE CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL

02/09/2009

ESTOU AINDA RECLAMANDO

Conheci José Pacheco em Barbacena, é uma pessoa doce por natureza.
Tudo o que ele diz dá para se perceber que não são teorias, são de sua própria vivência na educação.
Fui reclamar para ele.

Olá José Pacheco, enviei esse email também para Rubem Alves, e Gilberto Dimenstein, vocês são vozes que a educação tem que ouvir.
Já tive a oportunidade de lhe dizer em Barbacena que você e Rubem Alves são os "meus heróis", da educação.
Quem sabe a sua voz possa alertar a essa questão do tempo que está estipulado no ENEM para se responder 90 questões com enunciados extensos em apenas 270 minutos.
São três minutos para cada questão.
Por favor, faça um teste e veja se é possivel responder 90 questões em 4:30 horas, sem antes começar a sentir um grande desconforto e o cérebro começar a se recusar a raciocinar.

Ele me respondeu..
Prezado Ângelo, o ENEM, como o vestibular são dois dos absurdos em que a Educação do Brasil é fértil.
O que poderei acrescentar?...
Envio uns textinhos a propósito...
Abraço fraterno!
José



Estou colocando uma delas...

Ambiente
Vem do latim ambire: andar à volta de, cercar, rodear.
Depende daquilo que as pessoas fizerem das circunstâncias.
Como adiante se verá…


No Dia da Árvore
Na porta do banheiro de uma famosa confeitaria, estava pendurado um dístico: “Por favor, não urine no chão, nem no cesto dos papéis”.
O inusitado apelo avivou memórias, devolveu-me a indelével imagem do Cassiano, cábula e decano dos alunos, urinando contra as paredes dos sanitários da sua escola, incitado pela algazarra de outras boçais criaturas.
Decorridos quase cinquenta anos, as suas estridentes gargalhadas ainda ecoam, violentas, nos meus ouvidos.
Entrei numa faculdade.
No hall de entrada, estava afixado um imponente cartaz: “Salvemos a Amazónia”.
Em letras mais pequenas, apelava-se a uma intervenção cívica que pudesse atenuar a sanha destrutiva dos que dizimavam a floresta.
Em letras ainda mais pequenas, uma nota: “ao poupares papel, estarás a ajudar-nos nesta campanha”.
Segui pelos corredores da faculdade.
Estavam repletos de expositores.
Cartazes caíram ao chão e eram pisados por quem passava.
Desemboquei no bar.
Algazarra, lixo, café, refrigerante e outros líquidos não identificados escorriam do balcão para o chão…
Na sala dos professores, observei um cesto atafulhado de papel.
As folhas estavam impressas apenas de um lado.
Metade das folhas estava em branco, mas estavam amarrotadas, sujas, inutilizadas.
Evoquei uma escola que eu bem conheci, onde os alunos aproveitavam o papel até ao último milímetro e colocavam na caixa das folhas de rascunho aquelas folhas que só tinham sido utilizadas de um lado.
Recordei o gesto de um pai que, certo dia, foi oferecer a essa escola duas resmas de papel, porque “tinha visto o filho a fazer os deveres num papel usado e pensava que a escola estava a passar por dificuldades”.
Quando lhe foi explicado, esse pai entendeu que a prática de reutilizar papel não se ficava a dever a dificuldades…
Ficou sabendo que o seu filho tinha adquirido competências de educação ambiental. Competência é saber em ação e o filho tinha transformado comportamentos em atitude.
Nas minhas deambulações pelas escolas, escuto desabafos de professores que, sem descurarem o bom desempenho dos seus alunos no domínio cognitivo, também se preocupam com o atitudinal:
Diga lá se nós não devemos estar desanimadas! As nossas crianças descobriram ninhos de morcegos nas entranhas de uma velha árvore por detrás da escola.
Com elas, fizemos um projecto, para conhecer a vida dos morcegos e cuidar da árvore que era a sua casa.
Chegou o “dia da árvore” e nós lá fomos com os alunos para uma tarde de observação. Quando chegámos ao lugar onde deveria estar a árvore só vimos restos de ramos cortados e raízes arrancadas. Diga lá se nós não devemos estar desanimadas!
O que aconteceu? – perguntei.
A diretora, quando soube da descoberta dos alunos, pensou que “as crianças poderiam tentar subir à árvore e cair”.
Na manhã do” dia da árvore”, mandou cortar a árvore, que era a casa dos morcegos.
E, enquanto isso acontecia, em todas as salas de aula, em cartilhas iguais para todos e todas abertas na mesma página, todos os alunos pintavam árvores de papel.
Árvores todas iguais...

A HARPA TOCANDO STARWAY TO HEAVEN



A música é algo de maravilhoso.
A harpa, juntamente com a flauta, é um dos instrumentos mais antigos.
Teria se originado dos arcos de caça que faziam barulho ao roçarem na corda.
Ela é sempre triangular, lembrando um arco de caça.
Tem-se conhecimento através de fábulas épicas, poesias e trabalhos de arte, que as harpas existiam séculos antes de Cristo, na Babilônia e Mesopotâmia.



Foram encontrados desenhos de harpas na tumba do Faraó Egípcio Ramsés III (1198-1166 a.C.), em esculturas da Grécia antiga e em cavernas do Iraque que datam desde 2900 a.C.


Veja esse video de Donald no país da matemática

01/09/2009

A SUBJETIVIDADE PODE SER INTERPRETADA?

Oswaldo Montenegro foi fazer vestibular.

Chegando lá ao ler a prova de português/literatura um dos textos era uma letra dele (Oswaldo Montenegro), após analisar a pergunta que referia-se a uma interpretação de texto ele marcou a resposta que julgou verdadeira e para espanto dele e de vários errou…


Em sua coluna no jornal carioca O Dia desta quarta-feira (26), o cartunista Jaguar questionou uma pergunta da prova simulada de História do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que pedia a análise de uma charge sua.

Publicada na extinta revista Pasquim logo após a vitória do Brasil na Copa de 1970, a charge tinha como objetivo, segundo Jaguar, "dar uma ducha de água fria no ufanismo geral", já que o treinador João Saldanha havia se negado a convocar o jogador Dario, por exigência do general Emílio Garrastazu Médici, e foi demitido.

Médici teria por prática indicar pessoalmente os jogadores que deveriam ser escalados para a seleção. Na época, Saldanha teria dito: "Quem escala a seleção sou eu, quando o presidente escalou o seu ministério ele não pediu a minha opinião".

O treinador Mário Zagalo "rápida e solertemente aceitou o convite, com Dadá e tudo (...) A Seleção ganhou e os milicos faturaram os louros (e os negros) da vitória", escreveu Jaguar.

Segundo o simulado do Enem, a charge - que mostra uma família faminta com seis filhos e o pai segurando uma placa escrita "Avante Seleção" - "elabora uma crítica mordaz ao ufanismo estabelecido no Brasil, pelas vias oficiais, em função da glória do futebol nacional".




Charge de Jaguar utilizada em simulado de "História" do Enem



Ao tentar resolver a questão, Jaguar respondeu a letra A, cuja resposta é "propõe uma sátira ao povo brasileiro por sua acomodação".
No entanto, a resposta oficial do simulado era a B: "estabalece uma ironia com o 'milagre econômico' que o Brasil vivia à epoca".
Para Jaguar, com exceção da última opção ("busca contradição entre texto e imagem ao demonstrar que 'o povo não sumiu'"), qualquer uma das respostas corresponderia à verdade.

"Fiquei pasmo, surpreso e perplexo (...) ainda não me decidi se comemoro ou lamento. Comemoro porque o humor está sendo levado a sério ou lamento pelo mesmo motivo", escreveu Jaguar no jornal.

Ao Portal IMPRENSA, o cartunista declarou que ficou "surpreso com esse negócio, nunca imaginei que uma charge minha fosse parar em um simulado do Enem.
Achei curioso, porque das alternativas da pergunta, quatro poderiam ser respostas certas".

Segundo ele, "é uma coisa muito subjetiva, não só a questão que usou a minha charge como as outras.
Se eu, que sou autor do desenho errei, imagina quem não é autor. É uma espécie de loteria, o estudante tem que acertar o que o organizador da prova pretende".

DO SITE AO QUADRADO

31/08/2009

A CORRIDA


Alfredo era um milionário que adorava corridas de cavalos e quando chegou a pequena cidadezinha do interior de Minas informou a todos os que tivessem cavalos que ia comprar o mais veloz de todos.
Assim, organizaram um concurso e foram eliminando um a um todos os cavalos até que restaram somente dois.



Para decidir o ganhador, Alfredo disse que eles deveriam fazer uma corrida em volta da cidade e que decidira comprar só o cavalo que ficasse em segundo lugar.

Quando começou a corrida, os donos dos cavalos, chateados não viam motivo para a disputa e passaram no armazem do Seu Zé para decidirem de comum acordo o que iam fazer.

Quando Seu Zé viu os dois acabrunhados, perguntou o que estava acontecendo.
Depois que contaram, Zé sussurrou algo no ouvido de um e depois do outro.
Então os saíram numa desabalada carreira competindo para chegar em primeiro.

O que foi que Seu Zé disse para os dois para para que fizessem isto?

COPIADO DO MDIG

30/08/2009

O FIASCO DO ENEM

Estou participando de um simulado do Enem.
Não fazia idéia de quão pouco tempo são três minutos para ler, racionalizar e responder uma questão.
Faça você um teste. Coloque-se no lugar do aluno.
Muitas das questões eu passei quase 5 minutos apenas para ler o enunciado.
É claro que já estou velhinho, mas duvido muito que quem elaborou as questões e teve a grande idéia que três minutos são suficientes para responder uma questão, tenha uma mente jovem.
O que percebi nesse primeiro dia de simulado, é que, uma quantidade de estudantes ou são “gênios” ou ótimos “jogadores de loteria”, porque em menos de três horas já estavam entregando o resultado.
Já eu, a partir da questão 70 não agüentava mais ler, quanto mais racionalizar sobre o enunciado.
Tentei me manter firme, eu tinha um propósito, mas o meu cansaço dizia, “chuta tudo para o auto e vamos descansar...”
Fui me arrastando.
Meu desempenho teria sido muito melhor se fizesse 50 questões apenas.
Eu responderia com muito mais discernimento e com ciência do que estaria fazendo.
E olha que no domingo tem mais 90 questões e uma redação com apenas uma hora a mais e muito cansaço.
Quanto tempo será que essa “turma” de mentes brilhantes do MEC levou para formular as questões? Três minutos?
Gostaria que eles respondessem.
O interessante é que não existe nenhuma voz na educação que questione isso.
Acho que se o MEC diz, está dito e quem somos nós para questionar.
Vou perguntar para eles, talvez em minha total ignorância não esteja vendo a "mensagem salvadora" que traz e se alardeia sobre o novo sistema do Enem.
Não questiono o método e a idéia em sí, questiono o tempo.
Eu até acreditava que tudo viria para revolucionar esse maldito funil que são os vestibulares, até sentir na pele o que sente um estudante.
Posso estar enganado, mas que fiasco vai ser isso.
Para mim já está sendo.

VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO