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O MEU SENTIMENTO É O DE UM GARIMPEIRO, QUE BUSCA DIAMANTES, E QUANDO ENCONTRA NÃO CONSEGUE GUARDAR PARA SI.

20/02/2009

PEDRAS PRECIOSAS

Conta-se que um homem caminhava pelo deserto, sentindo a inclemência do sol a castigar-lhe a pele e a sede a atormentá-lo.

Em meio ao imenso areal, embora totalmente só, pôde ouvir com nitidez uma voz que lhe dizia: Pega umas pedras. Coloca-as no teu bolso e amanhã sentirás ao mesmo tempo tristeza e alegria.

O homem obedeceu. Inclinou-se, recolheu um punhado de pedras e as colocou no bolso.

Concluiu a travessia e, na manhã seguinte, quando despertou, constatou que as pedras haviam se convertido em diamantes, rubis e esmeraldas.

Então, como predissera a voz, sentiu-se feliz e triste ao mesmo tempo.

Feliz, por ter recolhido as pedras que agora lhe eram um grande tesouro. Triste por não ter recolhido outras tantas e ser ainda mais rico.
* * *

Assim ocorre com o processo da educação.
Os homens de sabedoria nos convidam a investir alto nela, a nos esmerarmos com as gerações novas, os nossos rebentos que apenas enflorescem os nossos jardins.

A educação é processo delicado que requer investimento constante.

É na convivência diária, nos pequenos exemplos do cotidiano que a criança se educa, para o bem ou para o mal. Porque, em verdade, quer queiramos ou não, todos somos educadores.

Educamos pela palavra, pelo exemplo, pela ação. Lamentamos, hoje, o estado da nossa infância e da nossa juventude, muita vez bem distante dos ideais de nobreza e elevação, mais interessada em atender aos seus próprios interesses, imediatistas e egoístas.

Mas os culpados por esta situação somos nós mesmos, os que nos encontramos a caminho com elas.

Em vez de estabelecermos limites, disciplina, ordem, tememos o julgamento dos nossos pares, amigos e parentes e deixamos que tudo corra à matroca.

Ora, criança sem limites será o adolescente sem limites e o homem inconsequente do amanhã, que pensará que tudo o que existe no mundo lhe é devido.

Que as pessoas existem para servi-lo e a vida para ser usufruída de forma alucinada.

Por isso mesmo, em todo processo educativo a mensagem do Cristo deve se fazer presente.
Graças a ela, aprendemos que todos somos filhos do mesmo Pai, herdeiros, portanto, da mesma fortuna que é o mundo e a vida, com direitos à saúde, ao ensino, ao respeito.

É Jesus que nos convida ao amor, à doação, à fraternidade, graças aos quais alcançaremos verdadeiramente melhores condições de vida na Terra.
* * *

Os ideais são como as estrelas.
Parece-nos que jamais os alcançaremos, mas, à semelhança dos marinheiros em alto-mar, traçamos os nossos caminhos, seguindo-os.

Seja um dos nossos ideais o esmero na educação, própria e dos que nos rodeiam, sempre atentos às nossas atitudes.


Redação do Momento Espírita, com base co cap. Parábola da

educação, de William Cunningham, do livro Um presente

especial, de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana.

17/02/2009

40 ANOS DE REVISTA VEJA


Já pensou poder ler e consultar todas as edições da Revista Veja na íntegra desde a sua primeira edição em 11 de setembro de 1968 até hoje??
Pois isso é possível através do projeto Acervo Digital Veja que é totalmente gratuito.

O hotlink possui uma interface fantástica, extremamente funcional e fácil de usar podendo inclusive filtrar pesquisas por matérias ou temas específicos em um campo de busca.
Escolhida a edição é possível folhear a revista como se estivesse folheando uma no mundo real.

Resultado de 12 meses de intenso trabalho, o projeto foi desenvolvido por VEJA em parceria com a Digital Pages, empresa responsável por estruturar a digitalização de cada uma das mais de 2 mil edições e convertê-las em revistas digitais.
Dado o porte do projeto, uma equipe de 30 pessoas foi montada para cuidar desde o desgrampeamento das edições impressas até a publicação dos quase nove milhões de arquivos que compõem o acervo.

“A idéia é democratizar o acesso à história recente do país e do mundo”, diz Yen Wen Shen, diretor da Veja.
“Essa iniciativa coloca VEJA ao lado dos maiores acervos digitais do mundo e em condição única no Brasil.”

OS PAIS É QUE SÃO DE CRISTAL


Uma leitora, mãe de uma garota de nove anos, diz que a filha é tranqüila e que resolve bem a questão da convivência escolar.
Mesmo assim, a mãe não consegue deixar de se preocupar e chega a não acreditar que a menina tenha a capacidade de viver a própria vida.
Um leitor, pai de um garoto de sete anos que foi transferido da escola, diz que o filho é tímido e que, até agora, brinca sozinho no recreio porque ainda não conseguiu se aproximar de nenhum colega.
Esse pai está tão preocupado que chegou a pensar em fazer uma reunião em casas e chamar os colegas para ajudar o filho a se relacionar.
O que esses pais têm em comum com tantos outros que, em situações diferentes, também sentem esse “aperto no coração” - expressão de uma leitora - quando se dão conta de que os filhos têm de caminhar com suas próprias pernas?
A melhor resposta vem de uma leitora, que reagiu ao tema da semana passada. Disse ela: “As crianças não são de cristal, mas as mães são”. E os pais também, acrescentou eu. Isso vale uma boa conversa.
Ser mãe e ser pai não é nada fácil.
Os filhos nascem num mundo que apresenta muitos aspectos novos em relação àquele em que os pais nasceram, e isso demanda uma série de novas atitudes dos adultos, um novo tipo de relacionamento com as crianças e com os jovens e o enfrentamento de situações muito diferentes.
As referências educativas mudam mesmo no mesmo ritmo que o mundo e deixam de ser compartilhadas por todos.
Hoje, cada mãe precisa escolher que caminho tomar e arcar, em geral sozinho, com suas decisões.
Além disso, nossa cultura parece ter colocado nas mãos dos pais – e só deles – toda a responsabilidade pela vida presente e futura dos filhos. As possibilidades de êxito profissional e social, a felicidade, a realização pessoal e muito mais são questões que recaem com todo peso sobre os ombros deles.
A boa produção escolar do filho, a vida social que ele tem ou deveria ter, o desenvolvimento físico e afetivo e a iniciação sexual acabam também por fazer parte das preocupações dos pais.
Ora, no que isso resulta?
Uma das conseqüências é que os pais têm arregaçado as mangas na tentativa de controlar a vida dos filhos.
Só assim para dar conta de tantas demandas, não é verdade?
E controlar a vida do filho significa saber tudo a respeito dela e em tudo intervir. Para o bem é claro, acreditam os pais. Será?
O fato é que, mesmo com tantas mudanças, uma coisa não mudou nem mudará nunca: os filhos precisam crescer e aprender a viver, precisam enfrentar seus desafios e experimentar – reagir a eles de diversas maneiras.
E é assim que irão errar, cometer enganos, perder o que não gostariam de perder, sofrer e se conhecer e começar a conhecer o mundo.
Para que isso ocorra, os pais têm de ter estofo.
É preciso muita garra, dedicação, disponibilidade e firmeza, entre outros atributos, para funcionar com chão firme para quem ensaia seus primeiros passos na vida. Dá para imaginar a diferença entre pisar em terra firme e em chão de cristal, não é?
Os filhos cujos pais os encorajam a viver e têm estômago para tolerar, mesmo que a duras penas, toda a sorte de experiências que o filho acumula na vida, incluindo as dolorosas e frustrantes, devem sentir que caminham por vias tortuosas, porém firmes; devem sentir-se amparados, mesmo nas quedas.
Já os filhos cujos pais se mostram frágeis perante o sofrimento de seus rebentos e que se angustiam em demasia com e por seus filhos devem sentir que pisam em terreno quebradiço e pouco resistente; devem imaginar que seu chão não é seguro o suficiente para suportar o peso de um tombo.
Para exercer a maternidade e a paternidade, principalmente no que diz respeito à função educativa, é necessário acreditar em duas coisas: que os filhos serão capazes de usar seu potencial para encontrar a melhor maneira possível para viver e que serão capazes também de superar os erros e enganos cometidos pelos pais.
Com crença, os pais não se quebrarão em pedacinhos ao final de cada dia de acompanhamento da vida dos filhos.

Texto extraído da Folha de S.Paulo.

BRIDGE OVER TROUBLED WATER

Esta música é a mensagem de um pai para uma filha, parece claro.
Na VIDA tudo é questão de OLHAR.
Um educador cantaria essa música todos os dias para suas crianças...
Questão de olhar...(preciso encontar uma palavra que substitua "aluno", mesmo que "sem luz", alguém pode me ajudar?)




Bridge Over Trouble Water (tradução)
Simon & Garfunkel
Composição: Paul Simon

Ponte Sobre Águas Turbulentas

Quando você tiver cansada
Se sentindo pequena
Quando houver lágrimas nos teus olhos
Eu irei exugar todas elas

Eu estou do teu lado
Quando o tempo se tornar rude
E os amigos não puderem ser encontrados
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar

Quando você estiver pra baixo
Quando você estiver na rua
Quando o anoitecer vier tão forte
Eu irei confortar você

Eu ficarei ao teu lado
Quando a escuridão chegar
E o sofrimento estiver ao redor
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei me colocar

Navegue, Garota prateada
Navegue
Sua vez chegou, para brilhar
Todos teus sonhos estão a caminho
Veja como eles brilham
Se você precisar de um amigo
Eu estarei navegando ao teu lado
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei confortar tua mente
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu irei confortar tua mente

16/02/2009

AS CRIANÇAS NÃO SÃO DE CRISTAL



Todo início de ano letivo é a mesma lengalenga: pais e escolas entram numa queda- de- braço por um motivo ridículo.
Coordenadores e professores perdem horas atendendo pais que têm mil e um motivos para tentar convencer a escola de que é preciso trocar seu filho de turma.
Como o fenômeno se repete exaustivamente, talvez seja interessante pensar nas razões para que ele ocorra. Sabemos que, no mundo contemporâneo, a relação entre pais e filhos é marcada pela proteção exagerada que tenta poupar os mais novos de situações que possam provocar dor, sofrimento, frustração e adaptação ou que exijam o enfrentamento de dificuldades, obstáculos e conflitos.
Os pais querem que os filhos vivam num mundo de faz- de- conta.
Por quê? Talvez porque acreditem que seus filhos não sejam capazes de viver a vida como ela é. A vida nem sempre é justa, o mundo não é acolhedor, e crescer dói.
Inclusive no corpo.
Na fase do estirão, os adolescentes não reclamam de dores nas pernas e no joelho, por exemplo?
É a "dor do crescimento", dizem os médicos.
Mas os pais não querem saber desse mundo real. Querem, pressionados pela nossa cultura, que seus filhos sejam felizes.
E, numa época em que a vida social tem sido cada vez mais restrita e em que os outros são sempre uma ameaça, os pais querem que o filho se sinta sempre como se estivesse em família.
A situação vivida por crianças e jovens de classe média assemelha- se à vida em bolhas.
As escolas, por sua vez, antenadas em demasia com essa demanda dos pais e elas mesmas submetidas sem crítica à mesma cultura, decidiram que o melhor para seus alunos é que eles sejam felizes.

Para tanto, escolheram trilhar o mesmo rumo da família.
Assim, em vez de incentivar relações de coleguismo impessoais, mas justas, solidárias e respeitosas, optaram por estimular relações de amizade - portanto, afetivas.
Esse é o eixo em torno do qual funciona a tarefa educativa da família, não é?
Nada a estranhar, portanto, no fato de as escolas almejarem ser uma segunda família.
O problema é que, quando um aluno é transferido de turma, no ano letivo seguinte, sente- se rejeitado, solitário e excluído dessa "família" que foi incentivado a ter como sua.
Por isso, reage com reclamações e resistências, e os pais, claro, imediatamente correm em seu socorro.
Quando, no início das aulas, acontece essa aglomeração agitada de pais que solicitam a mudança de turma para o filho, a escola reage como se apenas os pais fossem responsáveis por esse fenômeno e não os poupa de julgamentos apressados e ácidos.
A escola costuma moralizar o comportamento de seus alunos e, também, dos pais deles. Expressões como "mãe super protetora", "família desorganizada ou desestruturada" e "pais ausentes" são alguns exemplos desse moralismo praticado pela escola.
Mas ela precisa saber que é parceira dos pais na construção desse fato que se transforma em problema.
A questão é que as crianças não são de cristal, para usar a expressão de um colega. Elas têm potencial para enfrentar as viissitudes da vida - mudança de classe na escola, distanciamento de alguns colegas queridos, separação de alguns amigos feitos no espaço escolar.
Aliás, não apenas têm potencial como devem aprender isso enquanto têm suporte, enquanto são tuteladas pelos adultos.
Os pais podem ficar tranqüilos quando o filho passa por uma situação desse tipo.
Não é preciso que o poupem de viver essa experiência; é preciso que o encorajem a superar as primeiras dificuldades que encontra para conviver com o novo grupo.
Ao final do processo, o filho só terá a ganhar em relação à imagem que faz de si mesmo.
A escola, por sua vez, precisa assumir sua parcela de responsabilidade e parar de culpar os pais por tudo o que acontece na escola que ela acredita que não deveria acontecer. A escola não é apenas vítima dos problemas que enfrenta.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (ed. Publifolha)

15/02/2009

A PEDAGOGIA DE JESUS - FINAL

9. CONCLUSÃO:

Finalmente, podemos concluir que a ação pedagógica de Jesus pode ser compreendida como uma proposta de educação posto que:

1. Comprometida com a transformação: o Reino de Deus deverá ser construído entre os homens, com os homens e pelos homens, apesar dos homens;

2. Baseada na participação de cada um: pois cada um é sol, é luz, é sal, é herdeiro de Deus e, por essa razão está “condenado” à perfeição e à felicidade;

3. Alicerçada na visão do homem integral: aliando razão, emoção a serviço da busca da perfeição;

4. Dialógica: pois centrada na inter-relação pessoal, na construção coletiva dos ideais de fraternidade;

5. Libertadora: pela grande finalidade de auxiliar os homens a deflagrarem o grande vôo da descoberta de sua condição de co-criadores: “Vós sois deuses.” ( Jo. 10:34).

Relata o evangelista Marcos (1:22): “Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tinha autoridade e não como os escribas.”

Isto nos dá a segurança de afirmar que Jesus é de fato o Mestre dos Mestres, o modelo a ser meditado, estudado, sentido e sobretudo praticado por todos àqueles que acreditam nas possibilidades da educação enquanto prática de libertação e crescimento do homem.

VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO