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O MEU SENTIMENTO É O DE UM GARIMPEIRO, QUE BUSCA DIAMANTES, E QUANDO ENCONTRA NÃO CONSEGUE GUARDAR PARA SI.

14/11/2009

A ARTE DE CONSTRUIR CIDADÃOS

Estou lendo, “A arte de construir cidadãos” (de Roberto Carlos Ramos), livro que minha amiguinha Li Menin me emprestou.

O livro fala da Vida dele e dos tristes e sofridos caminhos que percorreu até aparecer em sua vida um anjo em forma de mulher.



Quem assistiu aos vídeos que postei pode ter uma idéia do livro, LINKS



pois ele retrata muito do que foi escrito.
Porém uma parte que me marcou que transcrevo aqui pela profundidade do que é dito por quem percebemos que tem Alma de Educador.

“Para que a pedagogia do amor possa ser colocada em prática, é fundamental que se tenha um pouco mais de força, um pouco mais de fôlego, um pouco mais de flexibilidade.




Assim será possível constatar que aquelas situações que nos parecem mais complicadas e difíceis de ser solucionadas com certeza nos trarão resulta tos positivos, na nossa tentativa de modificá-las.




Margherit me disse algo interessante: “Quando Piaget falhar, quando Vigotsky não der certo, abrace o seu aluno como ser humano, e tudo vai dar certo.”



Ela me disse que depois de ter tentado comigo todas as teses, todas as teorias que ela tinha assimilado em sua vida acadêmica; depois de ter buscado aplicar tudo isso, percebeu que deveria abrir mão das teorias para me tratar realmente como ser humano, como alguém que estivesse precisando, de amor.




Foi nesse instante que ela me abraçou e realmente me conquistou.”




ROBERTO CARLOS RAMOS do livro A arte de construir cidadãos


As 15 lições da pedagogia do amor.

PROFESSOR, CHEFE OU LIDER

Você sabe qual é a diferença entre um chefe e um líder?
Então vamos lá: o chefe sabe tudo, o líder admite seus erros.
Um chefe diz o que fazer, um líder mostra como fazer.
O chefe critica, o líder aconselha.
Um chefe fala primeiro, um líder ouve.
O chefe dá ordens, exige respeito; o líder orienta, merece e conquista respeito.
Um chefe impõe a lei, um líder demonstra bondade…
Agora é decidir se você quer ser um professor chefe ou um líder.

12/11/2009

QUANDO SURGE A POESIA




A poesia e a sensibilidade caminham de mãos dadas...


Havia um menino que colecionava palavras
e sempre que resolvia jogá-las no ar
as pessoas pensavam que era um Anjo
espalhando notícias do céu.
Mas...


e há sempre um más,
havia também alguém que colecionava letrinhas
para ver no céu um cobertor de estrelinhas.
Um dia, desses que ninguém sabe quando,
palavras e letrinhas se abraçaram no ar...
Houve uma explosão de poesia!
Graça Ribeiro

O NOME DE DEUS

Havia certa vez um homem que dizia o Nome de Deus.
Quando o coração lhe doia por uma criança que chorava, ou um pobre que mendigava, ele andava até a floresta, acendia o fogo, entoava canções, e dizia as palavras, e Deus o ouvia...
O tempo passou, voltou à memsa floresta.
Mas não carregava fogo nas mãos.
Só lhe restou cantar as canções, e dizer as palavras.
E Deus o atendeu ainda assim...
Um tempo mais longo se foi.
Sem fogo nas mãos, sem forças nas pernas, não alcançou a floresta.
Mas do seu quarto saíram as mesmas canções e as mesmas palavras, e Deus lhe disse sim...
Chegou a velhice, nem floresta, nem fogo nem canções...
Restaram as palavras, e o mesmo milagre ocorreu.
Por fim, sem fogo ou floresta, sem canções ou palavras.
Só mesmo o infinito desejo e o silêncio...
E Deus tudo entendeu...
(Rubem Alves)

11/11/2009

TRAJES DA ALMA

Sem maiores preocupações o médico que não estava com suas vestimentas de doutor conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante Chega e, de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?

Com tranqüilidade o médico respondeu:

- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

Ríspida, redargüiu:

- Será que o senhor é surdo?

Não ouviu que estou procurando pelo médico?

Mantendo-se calmo, contestou:

- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?

- Como! O senhor! Com essa roupa...

- Ah! Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...

- Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde!

É que... vestido assim, o senhor nem parece um médico...

- Veja bem as coisas como são - disse o médico - as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegar, tão bem vestida, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um "boa tarde".


Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...

Um dos mais belos trajes da alma é a educação.

10/11/2009

FRACTAIS

A minha amiguinha, Graça Ribeiro, Alma de poeta, me lembrou e enviou um lindo pps sobre os fractais, achei esse muito lindo também...
Os fractais me trazem a certeza, fé inabalável de que a matemática do Universo é sem dúvida oriunda da Inteligência Suprema do Universo, o Criador de tudo e de todos.
"Os céus declaram a Glória de Deus e o firmamento as obras de Suas mãos.”






Fractais (do latim fractus, fração, quebrado) são figuras da geometria não-Euclidiana.

A geometria fractal é o ramo da matemática que estuda as propriedades e comportamento dos fractais. Descreve muitas situações que não podem ser explicadas facilmente pela geometria clássica, e foram aplicadas em ciência, tecnologia e arte gerada por computador. As raízes conceituais dos fractais remontam a tentativas de medir o tamanho de objetos para os quais as definições tradicionais baseadas na geometria euclidiana falham.

Diz-se que os fractais têm infinitos detalhes, são geralmente auto-similares e independem de escala. Em muitos casos um fractal pode ser gerado por um padrão repetido, tipicamente um processo recorrente ou iterativo.

O termo foi criado em 1975 por Benoît Mandelbrot, matemático francês nascido na Polónia, que descobriu a geometria fractal na década de 1970 do século XX, a partir do adjetivo latino fractus, do verbo frangere, que significa quebrar.

Um brócolis como exemplo de um belo fractal natural

ESCORREGANDO PELOS MEUS DEDOS

Meus amigos que têm seus filhos queridos sabem como é verdade...
Eles indo como pássaros saindo do ninho, e os seus tutores tem que vè-los alçar seu próprio vôo...

Música do ABBA (Slipping throught my fingers)



Com a mochila na mão
Ela sai de casa todas as manhãs
Dando adeus
Com um sorriso distraído
Eu a vejo partir
Com uma alegria daquela bem conhecida
E eu tenho que me sentar por um instante
Sinto que a estou perdendo para sempre
E sem realmente entrar em seu mundo
Fico feliz todas as vezes que
Eu posso compartilhar de seu sorriso
Essa pequena menina engraçada

Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Eu tento capturar cada minuto
De seu sentimento
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Será que eu realmente vejo o que está em seu pensamento
Todas as vezes que eu penso estar perto de saber
Ela continua crescendo
Escorregando por entre meus dedos todo o tempo

Sono em nossos olhos
Ela e eu
Na mesa do café
Meio acordada
Eu deixo o tempo precioso passar
Então quando ela se vai
Fica este sentimento melancólico sem igual
E um sentimento de culpa que eu não posso negar
O que aconteceu
Às aventuras maravilhosas
Os lugares que eu planejei para irmos
(escorregando pelos meus dedos todo o tempo)
Bem, algumas delas nós fizemos, mas muitas não
E o porquê eu simplesmente não sei

Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Eu tento capturar cada minuto
De seu sentimento
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Será que eu realmente vejo o que está em seu pensamento
Todas as vezes que eu penso estar perto de saber
Ela continua crescendo
Escorregando por entre meus dedos todo o tempo

As vezes eu gostaria de poder congelar a imagem
E salvá-la dos truques engraçados do tempo
Escorregando pelos meus dedos...
Escorregando pelos meus dedos todo o tempo
Com a mochila na mão
Ela sai de casa todas as manhãs
Dando adeus
Com um sorriso distraído

FRASES DA EDUCAÇÃO 101109

Uma palavra sem significado
é um som vazio.
Vigotsky

09/11/2009

FORMAÇÃO CONTINUADA 4

Enquanto isso a criança se agita ou fica quieta. Não fala, só ouve: não pensa, só imita; não constrói, recebe pronto. Se não se investir aqui, no começo, na base, tornando a escola um espaço alegre de criação, descoberta, vivência e solidariedade, trabalho conjunto em que o professor não é o mestre mas o coordenador e organizador do trabalho, membro de uma equipe de pesquisa e estudo..., a escola continuará na UTI. Não morrerá, pois isso não interessa ao poder mas continuará agonizante, amorfa, inútil, reprodutora e servil à classe dominante.

É esse o desafio para os educadores: reformar desde as bases a escola e prepará-la para a modernidade. Por quê? Porque como nos explicita NÓVOA (1991:29)

Grande parte do potencial cultural (e mesmo técnico e científico) das sociedades contemporâneas está concentrado nas escolas. Não podemos continuar a desprezá-lo e a menorizar as capacidades de desenvolvimento dos professores. O projecto de uma autonomia profissional, exigente e responsável, pode recriar a profissão professor e preparar um novo ciclo na história das escolas e dos seus atores. (Nóvoa, 1991:29).


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(1) Dinéia Hypolitto – Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação e Currículo da PUC-SP; Professora de Prática de Ensino e Coordenadora de Estágio da Universidade São Judas Tadeu (USJT) – SP; Supervisora aposentada da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

(2) "Actividades formativas que ocorrem após a certificação profissional inicial... que visam principal ou exclusivamente melhorar os conhecimentos, as habilidades práticas e as atitudes dos professores na busca de maior eficácia na educação dos alunos". (RODRIGUES & ESTEVES, 1993: 44)



Referências Bibliográficas

ALONSO, Myrtes. Uma tentativa de redefinição do trabalho docente. São Paulo: 1994 (mimeo).
BRZEZINSKI, Ria. Notas sobre o currículo na formação de professores: teoria e prática. UNB, 1994.

DEMO, Educação e Qualidade. Campinas, SP: Papirus, 1994.

FREIRE, Madalena. A Formação Permanente. In: Freire, Paulo: Trabalho, Comentário, Reflexão. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991.

MASETTO, Marcos Tarciso. Pós-Graduação e formação de Professores para o 3° Grau. São Paulo: 1994 (mimeo).

MELLO, Guiomar Namo de. Cidadania e competividade – desafios educacionais do terceiro milênio. São Paulo: Cortez, 1994.

NÓVOA, António. (org.). Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992.

_______. Profissão Professor. Portugal: Porto Editora, 1991.

RODRIGUES, Angela & ESTEVES, Manuela. A análise das necessidades na formação de professores. Porto Editora, 1993.

SEABRA, Carlos. Uma Educação para uma nova era. In: Tecnologia e Sociedade. A revolução tecnológica e os novos paradigmas da Sociedade. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1994.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Para onde vai o Professor? Resgate do Professor como Sujeito de Transformação. São Paulo: Libertad, 1995. (Coleção Subsídios Pedagógicos do Libertad; v. l).

08/11/2009

JANTINHA

Pela criatividade da resposta eu daria meio certo...


A pergunta foi: qual a função do apóstrofo?
(perguntas importantes como essa, merecem respostas como estas mesmo)

(Pra quem não se lembra, apóstrofo é aquele "risquinho" que serve pra suprimir vogais entre duas palavras.... Ex: caixa d'água)


E a resposta merece um troféu:

FORMAÇÃO CONTINUADA 3

Como e quando realizar a formação continuada? Nos fins de semana? É impraticável e não se pode exigir de quem trabalha a semana inteira e merece, como os outros trabalhadores, descanso e lazer. Em serviço? Talvez. Isso implicaria em alteração da rotina da escola: diminuição de dias letivos, dispensa de alunos e outros acertos para obter a participação da maioria.

Tudo isso envolve dinheiro e, sobretudo, vontade política. Não adianta construir e reformar prédios, dotá-los de todos os recursos da tecnologia, se o seu líder, o professor está desmotivado e despreparado para desencadear o processo. "Não há ensino de qualidade, nem reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada formação de professores". (Nóvoa, 1992:9).

Os cursos de fim de semana não têm dado bons resultados. Na escola, durante o serviço, não conseguem reunir a todos, pois muitos trabalham em outros locais.

Mesmo supondo que o professor tenha recebido adequada formação, a atualização é uma exigência da modernidade. Tabus caem, métodos são questionados, conceitos são substituídos, o mundo da ciência, do trabalho, da política, da empresa caminha velozmente para mudanças de padrões e exigências. Se o diploma abre as portas do mercado de trabalho, não garante a permanência nele. Os medíocres, serão preteridos pelos melhores classificados.

E o profissional da escola? Aqui a situação é diferente e peculiar. Não há cobrança nem supervisão. O professor excelente tem a mesma consideração, avaliação que o omisso e incapaz. Não há estímulo para atualização e aprimoramento. Os salários são baixos, a estrutura, precária, a aposentadoria, aterrorizante. A própria comunidade não cobra bom desempenho do professor, contentando-se apenas em que a escola aceite seus filhos para não ficarem sós em casa ou na rua.

Não há divulgação de experiências bem sucedidas entre os professores; um não sabe o que o outro está "dando", os métodos e avaliação são pessoais e arbitrários. Para Esteves (1993:98), a formação continuada exige profissionais "conhecedores da realidade da escola, capazes de trabalhar em equipe e de proporcionar meios para a troca de experiências, dotados de atitudes próprias de profissionais cujo trabalho implica a relação com o outro...".

O treinamento empresarial é geralmente realizado em serviço. Cursos são ministrados ao final do expediente, a empresa abre mão de seus funcionários, por acreditar que investir em sua formação continuada é lucro e retorno garantidos. Algumas empresas, em locais especiais, durante uma semana ou mais dias, capacitam os seus funcionários em um ambiente saudável que permite, além da troca de experiências e interação, aperfeiçoar-se em seu serviço.

O Estado é o maior empregador. Só que não dispõe (sic) de verba para imitar as grandes empresas. Ou não tem vontade política para isso. Entretanto, segundo Nóvoa (1992:27), "importa valorizar paradigmas de formação que promovam a preparação de professores reflexivos, que assumam a responsabilidade do seu próprio desenvolvimento profissional e que participem como protagonista na implementação das políticas educativas".

Voltamos ao ponto inicial: ou se investe no professor, em sua formação, atualização e satisfação pessoal e profissional, ou a escola continuará sendo a mentira que é: de portas abertas, sim, porém, um pseudo-ensino, sem características de eqüidade, ultrapassado, a serviço da manutenção do status quo, que é o que deseja a classe dominante.

Masetto (1994:96) aponta as características que deve possuir a formação do professor:

Inquietação, curiosidade e pesquisa. O conhecimento não está acabado; exploração de "seu" saber provindo da experiência através da pesquisa e reflexão sobre a mesma; domínio de área específica e percepção do lugar desse conhecimento específico num ambiente mais geral; superação da fragmentação do conhecimento em direção ao holismo, ao inter-relacionamento dos saberes, a interdisciplinaridade; identificação, exploração e respeito aos novos espaços de conhecimento (telemática); domínio, valorização e uso dos novos recursos de acesso ao conhecimento (informática); abertura para uma formação continuada.

Propostas de solução só a longo prazo. Se a escola não começar a melhorar hoje, amanhã ela continuará a ser o que é. O hoje significa o ensino fundamental. Se nossas crianças não forem alfabetizadas adequadamente, não aprenderem a ler o livro e o mundo, a questionar, criar, participar, exigir; se os métodos não se tornarem ativos, se o conteúdo não se tornar significativo, de nada adianta falar em reforma ou melhoria de ensino em outros níveis. A base é que está viciada e precária. Estamos alfabetizando como há cinqüenta anos: repetindo lições, copiando a cartilha, falando uma linguagem incompreensível.

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