Assisti uma palestra do Professor José Pacheco, da Escola da Ponte, ou melhor, respostas, pois como ele diz, se ninguém perguntar ele não saberá o que falar. Achei muito interessante a idéia de uma escola ter o seu hino, e lá deixar a essência da proposta de ensino.
Aprender a Estudar
(Hino da Escola da Ponte)
Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas,
É também aprender a ser livre e sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante e, às vezes urgente,
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a crescer, mas também a sonhar.
É preciso aprender a viver, aprender a estudar.
Estar na Escola da Ponte é estudar,
Estar contente consigo é estudar,
Aprender com os outros, aprender contigo,
E ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir, também é saber dar
O que a gente souber dividir, para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado, sem ninguém nos ditar.
E, se um erro nos for apontado, é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar,
Pois, na escola da vida, primeiro, está saber estudar.
(Adaptado de um poema de José Carlos Ary dos Santos e de uma melodia de Fernando Tordo No inicio ele canta um pedaço da música de Geraldo Vandre, e logo depois o lindo e profundo Hino da Escola da POnte.
Que exemplo maravilhoso de cidadania. As universidades deveriam seguir esse exemplo e no lugar da estupidez dos trotes onde a alegria parace mais uma mostra de imbecilidade, dado os tipos de "brincadeiras" sempre regada a violencia e bebida, o trabalho digno e a ajuda as classes menos favorecidas.
Da folha online Vinte casas em três dias. Durante o último feriado e fim de semana, 270 voluntários construíram casas em Guarulhos e Suzano. O trabalho é organizado pela ONG "Um Teto para meu País". A verba de R$ 39 mil para realizar as obras foi arrecadada em 50 esquinas de São Paulo por 400 voluntários em agosto.
O projeto nasceu em 1997 no Chile, onde mais de 30 mil casas já foram construídas por mais de 150 mil voluntários. Até 2010, a meta chilena é de zerar o número de favelas. A instituição foi fundada no Brasil em 2006 e, desde então, mais de 200 casas já foram entregues.
As casas são chamadas emergenciais, pois não têm saneamento básico ou eletricidade. Segundo a diretora comercial da ONG, Fernanda Lima e Silva, a ideia é, em outro momento, conseguir melhorar as casas com a ajuda do governo e de empresas.
Gostei muito dessa versão do conto de La Fontaine. Menos materialista, mais acertado..."Quem quiser que junte todo ouro, eu prefiro a luz do sol..." Para ouvir a estoria e a musica.
(Formigas) 1,2,3 sacos de farinha 4,5,6 sacos de feijão Trabalhando Dona Formiguinha Vai enchendo aos poucos seu porão ...
(Cigarra) Sou feliz Cigarra cantadeira Canto a vida, canto a luz Pois quem cantar Canta a vida inteira Faz dos sonhos mais azuis De que vale um tesouro Junto às flores do arrebol? Quem quiser que junte todo o ouro Eu prefiro a luz do sol
Em uma escola da Alemanha, o professor secundário Rainer Wenger tem dificuldade em explicar para seus alunos como o povo aceitou a disseminação do nazismo. Quando um dos estudantes afirma que hoje em dia seria impossível um regime autoritário dar certo, por conta da educação das pessoas, o mestre decide fazer uma experiência. Rainer cria uma simulação dentro de sala de aula mostrando como o governo conseguiu convencer o povo.
Com exercícios de disciplina, os alunos logo passam a aceitar as ordens dadas pelo professor, assim como na época de Hitler. Os estudantes, então, se unem em um movimento que eles intitulam A Onda. A simulação, que deveria acontecer apenas na sala de aula, toma as ruas da cidade, e se torna cada vez mais violenta. Quando Rainer percebe que sua explicação está saindo do controle, ele decide mostrar aos alunos que nada daquilo é real, mas pode ser tarde demais para isto.
Dirigido por Dennis Gansel, A Onda é baseado no livro homônimo de Morton Rhue, sucesso há mais de 20 anos e leitura obrigatória em muitas escolas alemãs. Apesar do livro ser de ficção, ele foi baseado em uma história real, que aconteceu em Palo Alto, na Califórnia, quando o professor de história Ron Jones tentava explicar o nazismo para seus alunos, em 1967. A experiência, que deveria durar um dia, durou quase uma semana e fugiu do controle de Jones, que não pôde mais lecionar.
Veja o trailer
Em 1981 assisti esta versão americana, tem um final menos violento...
Áquela que mora em mim, sabe que Rubem Alves é meu ícone...
Ela completa minha Alma com um gesto de carinho...
Tem coisas em casa que não gosto muito de fazer...quanda ela passa por aqui...deixa tudo arrumado...fico meio envergonhado, contudo seus pequenos gestos sem cobranças alegram minha Alma...
E ainda me deixa esse lindo texto...
Um texto não interpretado permanece vivo para sempre
Uma livreira me contou. Um pai foi à sua livraria e comprou o livro O patinho que não aprendeu a voar, para seu filho. No dia seguinte, voltou muito bravo. “Meu filho chorou ao final do livro. Ainda chora quando se lembra do patinho que não aprendeu a voar. Isso é livro que se dê a uma criança?”
Eu compreendo. Ele quer que seu filho só tenha alegrias. Ele quer que os livros que seu filho lê sejam engraçados e façam rir. As crianças não deveriam ler livros que fazem chorar.
Mas tristeza não é coisa ruim. A poesia brota da tristeza. Alberto Caeiro escreveu: “Mas eu fico triste como um pôr de sol/Para a nossa imaginação/Quando esfria no fundo da planície/E se sente a noite entrada/Como uma borboleta pela janela/Mas minha tristeza é sossego/Porque é natural e justa/E é o que deve estar na alma…” Escrevi muitas estórias alegres e que fazem rir. Mas as que mais amo são aquelas que fazem chorar.
Por que é que o menininho chorou ao ler a estória do patinho que não aprendeu a voar? Porque sentiu aquilo que minha neta sentiu. Ela falou, em meio às lágrimas: “Vovô, eu não consigo ver uma pessoa sofrendo sem sofrer. Quando vejo uma pessoa sofrendo o meu coração fica junto ao coração dela…” Ela e o menininho sentiram compaixão. Seus corações ficaram junto ao coração de alguém ou de algum bichinho que estava sofrendo. Sofreram um sofrimento que não era seu. Como ensinar a compaixão? De que vale conhecimento sem compaixão? Somente o conhecimento com compaixão cria a bondade. E uma sociedade em que não existe a bondade não é digna de que vivamos nela. Como a nossa, em que a bondade foi espremida nos cantos e as ruas se encheram de medo.
Gandhi relata que a experiência que mudou o seu coração foi a leitura de um livro. Ele era ainda adolescente. O livro o comoveu tanto que ele queria ser como o herói, nobre e generoso. Esse sentimento o acompanhou pelo resto da vida. Seu coração ficou junto ao coração do herói. E não importava que o herói nunca tivesse existido, que fosse apenas uma ficção literária. Pois é isso que a literatura faz: se desprega da vida real para dar-lhe um sentido.
Livros engraçados são bons. O riso tem a função de mostrar que o rei está nu.
Mas não conheço nenhum caso de uma pessoa que tenha sido transformada por um livro engraçado. O riso provoca crítica, mas não provoca compaixão. Pensei então que essa poderia ser uma das maneiras de ensinar compaixão: lendo para o aluno ouvir. Mas para que as estórias façam os seus milagres é preciso que o ouvinte seja possuído pelas palavras e levado ao sabor da voz de quem lê a estória.
Fiquei então pensando que seria melhor que gastássemos menos tempo com gramática e análise sintática, e mais tempo com a leitura. É na leitura que se aprende a língua. Leitura sem testes de compreensão, sem interpretações, o que é que o autor queria dizer etc. Pura emoção. Um texto não interpretado permanece vivo para sempre, porque permanece como um enigma que nos comove todas as vezes que o lemos. Mas um texto interpretado é um texto esgotado do seu mistério, esquartejado sobre a mesa de anatomia da linguagem.
Gostaria de conversar com o pai do menino que chorou ao ler O patinho que não aprendeu a voar. O menino entendeu. Sentiu compaixão. Mas o pai não entendeu. Não chorou. Ou, quem sabe, ele ficou bravo não pelo choro do seu filho mas por ter, ele mesmo, sentido vontade de chorar – mas não chorou de vergonha…
“O segredo do êxito na vida do homem consiste em estar disposto a aproveitar a ocasião que se lhe depare." Benjamin Disraeli
UMA BOA LIÇÃO
Um estudante universitário saiu um dia a dar um passeio com um professor, a quem os alunos consideravam seu amigo devido à sua bondade para os que seguiam as suas instruções.
Enquanto caminhavam, viram no seu caminho um par de sapatos velhos e calcularam que pertenciam a um homem que trabalhava no campo ao lado e que estava prestes a terminar o seu dia de trabalho.
O aluno disse ao professor:Vamos fazer-lhe uma brincadeira; vamos esconder-lhe os sapatos e escondemo-nos atrás dos arbustos para ver a sua cara quando não os encontrar.
Meu querido amigo, disse o professor – nunca devemos divertir-nos à custa de ninguém.
Você é rico e pode dar uma alegria a este homem. Coloca uma moeda em cada sapato e depois escondemo-nos para ver a sua reação quando as encontrar.
Fez isso e ambos se esconderam no meio dos arbustos. O pobre homem terminou a suas tarefas diárias e caminhou até aos sapatos, para voltar para casa.
Ao chegar junto dos sapatos deslizou o pé no sapato, mas sentiu algo dentro deste. Baixou-se para ver o que era e encontrou a moeda. Pasmado perguntou-se o que havia acontecido. Olhou a moeda e voltou-a e voltou a olhá-la.
Olhou à sua volta, para todos os lados, mas não via nada nem ninguém. Guardou-a no seu bolso e foi calçar o outro sapato; sua surpresa foi ainda maior quando encontro a outra moeda.
Seus sentimentos esmagaram-no; pôs-se de joelhos, levantou o olhos ao céu, e em voz alta fez um enorme agradecimeto, falando de sua esposa doente e sem ajuda, e de seus filhos que não tinham pão e devido a uma mão desconhecida não passariam fome.
O estudante ficou profundamente emocionado e seus olhos ficaram cheios de lágrimas.
Agora-disse o professor-não está mais satisfeito com esta brincadeira?
O jovem respondeu:Você ensinou-me uma lição que jamais hei-de esquecer. Agora entendo algo que antes não entendia.Não há maior alegria quando fazemos o bem.
[Canção da Terra] O que aconteceu com o nascer do sol? E com a chuva? O que aconteceu com tudo Que você disse que iríamos ganhar? E os campos de extermínio? Vamos ter um descanso? E o que aconteceu com tudo Que você disse que era meu e seu? Você já parou para pensar Sobre todo o sangue derramado? Já parou pra pensar Que a Terra, os mares estão chorando?
Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
O que fizemos com o mundo? Olhe o que fizemos E a paz Que você prometeu a seu único filho? O que aconteceu com os campos floridos? Vamos ter um descanso? O que aconteceu com todos os sonhos Que você disse serem seus e meus? Você já parou para pensar Sobre todas as crianças mortas com a guerra? Você já parou para pensar Que a Terra, os mares estão chorando? Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
Eu costumava sonhar Costumava viajar além das estrelas Agora já não sei onde estamos Embora saiba que fomos muitos longe
Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah Aaaaaaaaaah
O que vai virar do passado? (E de nós?) E os mares? (E de nós?) O céu está caindo (E de nós?) Não consigo nem respirar (E de nós?) E a terra sangrando? (E de nós?) Não conseguimos sentir as feridas? (E de nós?) E o valor da natureza?
(ooo, ooo)
É o vento do nosso planeta (E de nós?) E os animais? (E de nós?) Fizemos de reinados, poeira (E de nós?) E os elefantes? (E de nós?) Perdemos a confiança deles? (E de nós?) E as baleias chorando? (E de nós?) Estamos destruindo os mares (E de nós?) E as florestas?
(ooo, ooo)
Queimadas, apesar dos apelos (E de nós?) E a terra prometida? (E de nós?) Rasgada ao meio pelos dogmas (E de nós?) E o homem comum? (E de nós?) Não podemos libertá-lo? (E de nós?) E as crianças chorando? (E de nós?) Não consegue ouvi-las chorar? (E de nós?) O que fizemos de errado?
(ooo, ooo)
Alguém me fale o porquê (E de nós?) E os bebês? (E de nós?) E os dias? (E de nós?) E toda a alegria? (E de nós?) E o homem? (E de nós?) O homem chorando? (E de nós?) E Abraão? (E de nós?) E a morte de novo?
A 1ª classe hospitalar do país surgiu na cidade do Rio de Janeiro, no nício da década de 50, no Hospital Municipal Jesus, e se tornou referência nacional no âmbito da educação especial transitória por manter suas atividades em funcionamento initeruptamente até os dias de hoje.
A importância das classes hospitalares já é reconhecida legalmente por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente Hospitalizado, na resolução nº 41 de outubro de 1995 que em seu item 9 fala sobre o " Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante a permanência hospitalar".
Em novembro de 2000, foi aprovada a Lei 10685, que determina que hospitais ofereçam às crianças e adolescentes um bom atendimento educacional que permita o desenvolvimento educacional, e pedagógico, bem como o acompanhamento do currículo escolar.