O Dia Mundial da Alimentação é celebrado no dia 16 de outubro de cada ano para comemorar a criação em 1945 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O objetivo do Dia Mundial da Alimentação é conscientizar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome. Todos os anos, mais de 150 países celebram este evento.
Nos Estados Unidos, 450 organizações voluntárias nacionais e privadas patrocinam o Dia Mundial da Alimentação e em quase todas as comunidades existem grupos locais que participam ativamente. Durante o Dia Mundial da Alimentação, celebrado pela primeira vez em 1981, ressalta-se cada ano um tema em que se focalizam todas as atividades. O tema do ano 2001 foi «Lutar contra a fome para reduzir a pobreza» enquanto que o dos anos anteriores foram: «Um Milênio Sem Fome» (2000), «A juventude contra a fome» (1999) e «A Mulher nutre o mundo» (1998).
A todas as Almas Educadoras, a minha eterna reverência. Eu aprendo e acredito que o salário no céu se recebe em dobro pelo trabalho em duas situações: Quando se tem o papel de Pais e quando se é educador...
As minhas educadoras preferidas e educadores, parabéns pelo seu dia.
Em especial ao meu amigo Walter que me fez amar a educação, amiguinho você não imagina o quanto cada dia eu me assombro com sua visão...
Quem é esse estranho personagem?
Homem ou mulher, velho ou moço, que em sua ação é ao mesmo tempo músico e regente?
Quem é essa estranha figura que em seu trabalho chora e ri, fala e escuta, conta e encanta?
Quem é esse ator que precisa entusiasmar o grupo e ao mesmo tempo atender o apelo individual?
Precisa manter a ordem sem perder a serenidade; falar a todos, ouvindo a cada um?
Quem é esse estranho personagem?
Quem possui a indômita magia para ajudar que todos desabrochem e se expressem, aprendam e se transformem, construam e sonhem?
Quem é esse estranho malabarista que necessita se equilibrar entre conteúdos e competências, limitando excessos, favorecendo autonomia, acordando inteligências, provocando pensamentos?
Quem é esse anjo que empresta a filho dos outros, o tempo que para os seus não tem e que cobrado pelos desafios da vida sempre dura, não consegue apagar a emoção que a rotina propicia?
Quem é esse estranho personagem?
Que necessita sempre resolver, saber, decidir, propor, desafiar sem oportunidade de perder o instante, sem o recurso de deixar para depois?
Quem possui essa aura para esgotado, renovar esforços; combalido encontrar energia? Quem pode, ao entrar em cada classe, refazer-se novo como se aquela fosse a única?
Quem é esse estranho personagem?
Que aprende a empatia que ensina, pratica a solidariedade que prega, administra a progressão do currículo que deseja, avalia com olhar abrangente, vibra com sucessos que não são seus.
Quem é esse distribuidor de sementes que não colhe para uso próprio os frutos que plantou?
Quem é esse estranho personagem?
Quem é esse teimoso otimista que confia no aluno, que acredita no amanhã, que espera sempre pelo sonho?
Quem é esse estranho personagem?
Se ignorar a resposta, busque no espelho prezado professor...
Já me disseram que a minha cabeça, por trás lembrava a cabeça de quem tem Sindrome de Dawn. Para falar a verdade, eu tenho uma certa inveja dessas Almas que nascem para mexer com o nosso coração. Pode existir rostinhos mais lindos, sorrisos e jeitinho encantadores. Almas eternas como nós... Eles não sabem mentir, são transparentes, são autênticos, não tem malícia, sentem os que verdadeiramente os ama, e sabem corresponder esse amor, amantes da música, do sorrir e da alegria, qualidades invejavéis para nós que nos imaginamos "normais". Um dia eu até sonhei que poderia ter um filho assim, foi um sonho... Deus escolhe as pessoas certas e merecedoras para tê-los ao seu lado. Almas missionárias, porque aqui na Terra onde ainda o diferente causa medo. Então por hora, já que não tenho essas qualidades, vou curtindo essas "crianças", que vêm a Terra para nos ensinar que "É NORMAL SER DIFERENTE" e também sobre o JUNINHO
Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar. Entre corrigir erros e ensinar a pensar existem mais mistérios do que imaginam nossa vã psicologia. Não seja um perito em criticar comportamentos inadequados, seja um perito em fazer seus filhos refletirem. As velhas broncas e os conhecidos sermões definitivamente não funcionam, só desgastam a relação.
• Educar não é repetir palavras, é criar idéias, é encantar.
• Pais brilhantes conhecem o funcionamento da mente para educar melhor. Eles têm consciência de que precisam ganhar primeiro o território da emoção , para depois ganhar o anfiteatro dos pensamentos e, em ultimo lugar, conquistar os solos conscientes e inconscientes da memória, que é a caixa de segredos da personalidade. Eles surpreendem a emoção com gestos impares. Deste modo, geram fantásticos momentos educacionais.
• Surpreender os filhos é dizer coisas que eles não esperam, e agir de modo diferente diante dos seus erros, superar as suas expectativas.
• Se você educa a inteligência emocional dos seus filhos com elogios quando eles esperam uma bronca, com um encorajamento quando eles esperam uma reação agressiva, com uma atitude afetuosa quando eles esperam um ataque de raiva, eles se encantaram e registraram você com grandeza. Os pais se tornarão assim agentes de mudança.
• Bons pais dizem aos filhos: “ Você está errado.” Pais brilhantes dizem: “O que você acha do seu comportamento?” Bons pais dizem: “ Você falhou de novo.” Pais brilhantes dizem : “ Pense antes de reagir.” Bons pais punem quando os filhos fracassam; pais brilhantes os estimulam a fazer de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.
• Uma das coisas mais importantes na educação é levar um filho a admirar seu educador. Um pai pode ser um trabalhador braçal, mas, se encanta seu filho, será grande dentro dele. Um pai pode ser grande no meio empresarial, ter milhares de funcionários, mas, se não encantar seu filho, será pequeno em sua alma.
Trechos do livro “Pais brilhantes, professores fascinantes” de Augusto Cury
Ao iniciar o ano letivo, a animação é geral, a turma nova, as novidades para contar, pais, professores e alunos descansados. Porém esse entusiasmo dura pouco, quando a lição de casa começa a ser motivo de conflitos entre pais e professores.
A lição de casa surgiu nos Estados Unidos, nos anos 30, como parte integrante de um método de ensino para estudantes da zona rural.
A lição de casa possui uma função pedagógica importante. Além de ensinar a criança a construir uma relação de responsabilidade e autonomia, favorece o hábito do estudo. Entretanto para que a lição de casa atinja esse objetivo, cabe ao professor orientar a criança em cada lição e esclarecer os objetivos dessa.
Os conflitos quanto à lição de casa começam a aparecer quando os pais acham que os filhos trazem lições demais para casa. A cena é comum, pais de um lado se queixando de não dispor de tempo para ajudar o filho e do outro lado a criança que às vezes não se lembra de fazer a lição ou não consegue desempenhá-la sem a supervisão de um adulto.
Mas como a lição de casa favorece muitos alunos, uma das formas de evitar esse clima de tensão que a atividade ocasiona, é o estabelecimento de um bom relacionamento entre os pais e a escola. É importante que a escola compreenda que a lição de casa é uma responsabilidade dela, e não do aluno e de sua família.
Algumas maneiras podem favorecer a realização da lição de casa, como por exemplo, criar uma rotina de estudo, disponibilizar um espaço da casa para esse fim e incentivo. Os pais podem encorajá-las nessa responsabilidade, ao demonstrar interesse e ao dar autonomia quando oferecem sua ajuda ao invés de fazer a lição pela criança.
Rubem Alves fala a minha Alma. Ele todo dia me assombra com os seus pensamentos... Por isso eu e aquela que mora em mim, o chamamos de "Nosso filósofo" preferido...
A Thais é a minha esposa e companheira. Gosto mais da palavra companheira.
Ela vem do Latim, cum + panis e quer dizer “pessoa que come pão comigo”. Não é por acidente que comer o mesmo pão seja o símbolo da fraternidade cristã.
Mas é claro que se trata de metáfora. Comer juntos o pão que se vende na padaria não traz fraternidade.
Fosse assim e seria fácil reconciliar os inimigos; bastaria que eles comessem do mesmo pão.
O pão da padaria vai diminuindo à medida em que se come e, quando o pão fica pouco, o comer juntos pode se degenerar em briga pelas migalhas...
O pão que os companheiros comem não diminui à medida em que é comido.
Pelo contrário, ele vai crescendo cada vez mais. “Comer o pão que o Diabo amassou”: esse ditado popular sabe que o Diabo é bom padeiro.
Até tentou Jesus sugerindo-lhe que transformasse pedras em pães. Jesus respondeu dizendo que sabia fazer pães de outro tipo. Fazia pães com palavras. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.
Palavra que sai da boca de Deus tem o nome de poesia. Aqueles que juntos comem poesia são companheiros. Têm prazer nas mesmas palavras.
A palavra que mais nos comove é “criança”.
É o assunto sobre que mais conversamos.
A Thais, se pudesse, criaria um orfanato. As crianças e os velhos são as classes mais oprimidas da sociedade.
São fracos fisicamente, ninguém presta atenção no que eles dizem e estão à mercê dos opressores.
Ah! Os políticos de esquerda vivem falando nas classes oprimidas!
Eu ficaria feliz se visse nos seus manifestos referências às crianças e aos velhos como classes oprimidas. Mas crianças e velhos não são mencionados. Talvez porque falte às crianças e aos velhos uma qualidade política, eles não têm potencial revolucionário.
Nunca empunharão armas. Me contestarão: “Não são oprimidos. As crianças têm os pais para protegê-las. Os velhos têm os filhos para cuidar deles...”. Esses que assim falam deveriam ler as ternas meditações de Janucz Korczak, o mártir dos órfãos.
Lá está escrito: “Quantas crianças há que são órfãs dentro das casas dos seus pais!”.
Nem o Livro Sagrado as protege. Há um mandamento que ordena que os filhos honrem os seus pais. Mas não há nenhum mandamento que ordene que os pais honrem os seus filhos.
Com freqüência maior do que imaginamos, os pais são os opressores das crianças.
Dentro de suas casas, elas são submetidas a todos os tipos de abuso: gritos, humilhações, sadismo, abuso sexual e o medo.
Sim, medo! Não existe nada mais triste que os olhos de uma criança amedrontada. O que mais dói numa criança não é o castigo. É o se sentir órfã, abandonada, sem ninguém que as socorra. Pois se o pai ou a mãe são os seus algozes, quem poderá salvá-las?
O pão que eu e Thais comemos juntos tem uma pitada de pimenta, de que gosto. É que não concordamos muito na teoria. Minha cabeça foi deformada pelo cristianismo que acredita que toda criança tem, dentro de si, por nascimento, uma cobra venenosa enrolada, pronta a dar o bote.
A cerimônia presbiteriana de batismo contém essa pergunta que deverá ser respondida pelos pais da criancinha a ser batizada: “Credes que sois nascidos em pecado e por isso mesmo incapazes de fazer o bem?”. Os pais têm de responder: “Cremos...”.
Vale para os pais. Vale também para a criancinha adormecida. E ninguém grita de horror... É para isso que é necessário o batismo; para matar a cobra que Satanás colocou dentro de todas as crianças pelo pecado original.
Minha deformação não é tão bruta assim. Mas suspeito que, ao nascer, já existe em nós a semente do que seremos.
Poeta já nasce poeta. Músico já nasce músico. Educador já nasce educador. Em outras palavras, eu acredito que a educação tem seus limites.
A semente está lá: posso regá-la para que germine, posso adubar, posso colocar estacas e podar. Mas não há cuidado que transforme uma pitangueira em mangueira. Assim creio eu, contra a vontade; porque nem sempre aquilo em que acreditamos é aquilo em que gostaríamos de acreditar...
A Thais trabalha com uma psicologia generosa. Ela acredita que os cuidados do jardineiro podem transformar espinheiros em rosas...
Há uma tela deliciosa (chamo de deliciosas as telas que me fazem sorrir... ) de Magritte: ele, pintor, está diante da tela, pintando. O seu modelo é um ovo que se encontra sobre a mesa. Ele observa o ovo cuidadosamente. Mas o que ele pinta na tela é um pássaro em vôo, o futuro do ovo... Sua pintura é o sonho que o ovo o faz sonhar. Assim é o olhar dos educadores: eles olham para as crianças e vêm o que elas podem ser.
O bom é que, diante do fato de que amamos as crianças, as diferenças de teoria não fazem a menor diferença. Resta o pedido que se encontra no olhar de todas as crianças abandonadas: “Por favor, me proteja...”. E, se atendermos ao pedido desse olhar, não pensem que foi por bondade. Foi por interesse. Nós precisamos das crianças.
A meditação que se segue é de Kierkegaard, filósofo dinamarquês, o primeiro que li: “E quem haveria de ensinar-me o bom coração de uma criança! Quando a necessidade, imaginária ou real, nos mergulha na inquietação, no desânimo, no tédio ou na depressão, gostamos de sentir a presença benfazeja de uma criança, entrar na sua escola e, de alma apaziguada, chamá-la de nossa mestra, com reconhecimento”. “A inquietação que temos por uma criança sustenta uma coragem invencível...” (Bachelard).
Obrigado, crianças... Obrigado por nos perdoarem...
* A ilustração dessa crônica é um desenho de Käthe Kollwitz (1867-1945) intitulada Crianças Morrendo. Observe o olhar das crianças e, acima, a morte com o seu chicote.