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14/08/2016

O HOMEM QUE AMAVA CAIXAS

 Essa história faz muito sentido àqueles que têm os pais, homens calados, que cuidam da família, cuidam do lar, quase sempre sem expressarem verbalmente o seu amor.

Escrito e ilustrado por Stephen Michael King, "O homem que amava caixa" produzido originalmente em 1995, é uma delicada pintura dos sentimentos de um pai.
A imagem visual encarrega-se de transmitir a informação que o código lingüístico estrategicamente ignora — a descrição de cenários, tempo e paisagens, mais a caracterização de personagens, animais, objetos, etc. 
E a distância entre pai e filho é reforçada pela expressão dos olhos, pelas cores, pela oposição entre espaços fechados e abertos.
Inicialmente, como dentro de sua própria caixa, o homem lê um livro no conforto da sala de casa, sai à varanda, retorna para sua oficina. 
O filho é todo horizonte, praia, mar e montanha, cabelos ao vento em desalinho, em desalento.
O tempo preenche caixas de todos os tipos e tamanhos…
As novidades construídas pelo pai acabam por trazer o menino para mais perto e dentro de casa, enquanto outros brinquedos permitem vôos lá fora, no alto e imenso céu. 
Ambos sabem que não é preciso dar ouvidos ao estranhamento dos outros, pois nem todos os sentimentos necessitam ser falados.
 Eis uma linda estória enriquecida pela simplicidade que fala as nossas Almas.






































 E a linda e profunda estória é assim...



 Era uma vez um homem. 
O homem tinha um filho. 
O filho amava o homem. 
E o homem amava caixas. 
Caixas grandes, caixas redondas, caixas pequenas, caixa altas, todos os tipos de caixas! 
O homem tinha dificuldade em dizer ao filho que o amava; então, com suas caixas, ele começou a construir coisas para seu filho. 
Ele era perito em fazer castelos e seus aviões sempre voavam... a não ser, claro, que chovesse. As caixas apareciam de repente, quando os amigos chegavam, e, nessas caixas, eles brincavam... e brincavam. 
A maioria das pessoas achava que o homem era muito estranho. 
Os velhos apontavam para ele. 
As velhas olhavam zangadas para ele. 
Seus vizinhos riam dele pelas costas. 
Mas, nada disso preocupava o homem. 
Por que ele sabia que haviam encontrado uma maneira especial de compartilharem o amor de um pelo outro.

27/06/2016

DO LIVRO - O MENINO DO DEDO VERDE
ASSIM DEVERIA SER A EDUCAÇAO...

Tistu é um menino muito sortudo. Vive na cidade chamada Mirapólvora numa grande casa, a Casa-que-Brilha, com o Sr. Papai, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico. Eles são ricos pois o Sr Papai tem uma fábrica de canhões. Para grande decepção de todos, Tistu dorme nas aulas. Sr Papai resolve fazer com que Tistu aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. As aulas serão com o jardineiro Bigode e com o gerente da fábrica de canhões, o Sr Trovões.

Eis o seu novo ensino....

Examinou atentamente o dedo do menino, em cima e embaixo, na sombra e na luz.
- Meu filho – disse enfim, após madura reflexão – ocorre com você uma coisa estraordinária, surpreendente! Você tem polegar verde....
- Verde! – exclamou Tistu muito espantado. – acho que é cor-de-rosa, e até que está bem sujo! Verde coisa nenhuma!
Olhou seu polegar, muito normal.
- É claro, é claro que você não pode ver – replicou Bigode – O polegar verde é invisível. A coisa se passa por dentro da pele: é o que se chama um talento oculto. Só um especialista é que descobre. Ora, eu sou um especialista. Garanto que você tem polegar verde.
- E para que serve isto de polegar verde?
- Ah! É uma qualidade maravilhosa – respondeu o jardineiro. – um verdadeiro dom do céu! Você sabe: há sementes por toda a parte. Não só no chão, mas nos telhados das casas, no parapeito das janelas, nas calçadas das ruas, nas cercas e nos muros. Milhares e milhares de sementes que não servem para nada. Estão ali esperando que um vento as carregue para um jardim ou para um campo. Muitas vezes elas morrem entre duas pedras, sem Ter podido transformar-se em flor. Mas, se um polegar verde encosta numa, a flor brota no mesmo instante. Aliás, a prova está aí, diante de você! Seu polegar encontrou na terra sementes de begônia, e olhe o resultado! Que inveja que eu tenho! Como seria bom para mim, jardineiro de profissão, um polegar verde como o seu!
Tistu não pareceu muito entusiasmado com a descoberta.
E no caderninho de notas, entregue pelo Sr. Papai e que Tistu devia fazer assinar no fim de cada aula, o jardineiro Bigode escreveu apenas:
“Este menino revela boa disposição para a jardinagem.”

11/06/2016

CARTAS DE AMOR



Para o dia dos namorados
CARTAS de AMOR de Grandes Homens. 


A ideia para este livro surgiu com o filme Sex and the City, onde aparece um livro romântico com cartas de amor escritas por Beethoven, Byron e Napoleão. 
Essa coleção nunca existiu, mas as cartas eram genuínas. 
Agora já existe, e reúne algumas das cartas mais românticas alguma vez escritas, por homens como Mark Twain e Mozart, Robert Browning e Nelson 


 Eu só consigo pensar em você minha amada imortal 
Só posso viver plenamente com você ou não posso viver. 
Fique calma minha vida, Meu tudo. 
Somente com a calma da consideração da nossa existência, Alcançaremos nosso propósito de vivermos juntos. 
Oh! continue me amando 
E nunca julgue mal o tão leal coração do seu amado
A qualquer tempo. 
Sempre minha. 
Sempre nosso. 
Beethoven


“Querida Mulherzinha: … Peço-te que não estejas triste; que olhes pela saúde e tenhas cuidado com as aragens primaveris; não saias sozinha – de preferência não saias de todo; 
tenhas a certeza absoluta do meu amor; que a tua conduta seja cautelosa, não só para a tua honra e a minha, mas pelas aparências. Não te zangues por pedir isto. 
Devias amar-me ainda mais por dar valor à tua honra… 
Que coisas tens feito? 
Tenho uma curiosidade natural por todas estas coisas.
 (Wolfgang Amadeus Mozart, 1756-17919, para sua mulher Constanze Weber)

“Minha querida e amada Emma:

 Possa o deus das batalhas coroar os meus esforços com êxito! 
Em todo o caso tudo farei para que o meu nome seja sempre o mais querido para ti e nossa filha, a quem eu amo tanto como a minha própria vida; e como a minha última carta antes da batalha é para ti, espero em Deus que viva para a terminar depois dela.” 
(Lord Nelson, 1758-1805, para Lady Emma Hamilton, sua amante e mãe da sua filha)

“Anjo, acabo de saber que há correio todos os dias. 

Tem calma, ama-me – hoje – ontem. 
Que saudades em lágrimas por ti. Tu, a minha vida, meu tudo, até breve.
Oh, ama-me sempre, nunca duvides do meu coração fidelíssimo. Do teu amado.
 (Ludwing Van Beethoven, 1770-1827, carta nunca enviada para a sua amada imortal, de identidade nunca determinada com toda a certeza)


“Deixei de vos amar e, pelo contrário odeio-vos. 

Sois horrenda, muito grosseira, muito estúpida, uma verdadeira Cinderela. 
Não me escreveis de todo, não amais o vosso marido. 
Conheceis o prazer que as vossas cartas lhe dão, e não lhe escreveis nem seis linhas, mesmo numa caligrafia descuidada. 
O que fazeis todo o dia, Madame? 
(…) Josephina, tem cuidado, uma destas noites as portas vão abrir-se e eu estarei aí. …. 
Escreve-me depressa quatro páginas, dizendo aquelas coisas ternas que enchem o meu coração de sentimento e prazer. 
Espero há muito estreitar-te nos meus braços e fazer chover sobre ti um milhão de beijos tão quentes como o equador.” 
(Napoleão Bonaparte , 1769-1821, para sua mulher Josephine)

“Oh, como gostaria de passar metade do dia ajoelhado aos teus pés, com a cabeça no teu regaço, sonhando belos sonhos, contando-te os meus pensamentos em langor, em enlevo, por vezes em silêncio, mas beijando o teu robe!... 

Ó minha bem amada Eva, luz dos meus dias, luz das minhas noites, minha esperança, minha adorada, minha inteiramente amada, minha única querida, quando te verei? 
(…) Um beijo, meu anjo da terra, um beijo saboreado lentamente, e boa noite! 
(Honoré de Balzac , 1799-1850, para a Condessa Ewelina Hanska, sua amante e mais tarde sua mulher)

“Minha gentil: Quem me dera ser uma ave: arrancaria uma pena às minhas asas e, voando ao céu, embebê-la-ia na tinta da aurora, naquela tinta vermelha com que os anjos escrevem cartinhas de namoro às estrelas… quem me dera escrever-te com uma pena assim, e com uma tinta igual – eu seria, pela primeira vez, anjo, e tu serias o que há muito és: estrela. (

António Nobre, 1867-1900, a Cândida Ramos, de quem estava enamorado)

“Passaram seis anos desde que alcancei o meu maior êxito na vida ao conquistar-te. 

(…) és querida por mim todos os dias, ainda mais do que o último aniversário; és mais querida então mais do que um ano antes – tu és cada vez mais querida desde o primeiro aniversário, e não duvido que esta bela progressão continuará até ao fim. 
Olhemos para os futuros aniversários, com a idade e os cabelos grisalhos, sem medo e sem tristeza, confiando e acreditando que o amor que temos um pelo outro será suficiente para os tornar abençoados. 
(Mark Twain – Samuel Langhorne Clemens, 1835-1910, para Olívia Langdon, sua mulher)

“Minha querida Kitty: cheguei são e salvo, excepto pelo vazio do meu coração, que tu provocaste, como uma querida e encantadora desmazelada que és. 

(…) Estou sentado sozinho e solitário no meu quarto (dez da noite, depois do teatro) e daria um guinéu por uma carícia da tua mão.” (Laurence Sterne, 1713-1786, para Catheriine fourmantel, sua amante)

“Não vais acreditar na saudade que me possui. 

A razão principal é o meu amor e o facto de não me habituar a estarmos tão longe um do outro.
 (…) Os meus passos levam-me, verdade seja dita, ao teu quarto, mas não te encontrando aí, regresso de coração triste e desconsolado, qual amante rejeitado. 
Pensa tu o que tem sido a minha vida, quando só encontro o meu repouso na labuta, e o meu consolo no infortúnio e na angústia. Adeus.”
(De Plínio, o Novo, 61 D.C. – 112 D.C, para Calpurnia, sua mulher)

“Minha adorada noiva: (…) São sempre difíceis de acabar as minhas cartas – porque não ouso escrever os finais como os sinto. J`ai peur de vous effaroucher. (Estou com medo de assustar você)   E assim só digo que te adoro, meu querido amor.”

 (Eça de Queirós, 1845-1900, para Emília de Castro Pamplona, sua noiva e futura mulher)


“Meu querido Bebezinho: Não te admires de certo laconismo nas minhas cartas. 
As cartas são para as pessoas a quem não interessa mais falar: para essas escrevo de boa vontade. 
A minha mãe, por exemplo, nunca escrevi de boa vontade, exactamente porque gosto muito dela. 
Quero que sintas isto, que saibas que eu sinto e penso assim a este respeito, para não me achares seco, frio, indiferente.
 Eu não o sou, meu Bebezinho, minha almofadinha cor-de-rosa para pregar beijos (que grande disparate!)
 Mando um meiguinho chinês. 
E adeus até amanhã, meu anjo. 
Um quarteirão de milhares de beijos do teu, sempre teu. Fernando. (Fernando Pessoa, 1888-1935, para Ofélia Queiroz)

06/11/2015

O MENINO DO DEDO VERDE
ASSIM DEVERIA SER A EDUCAÇÃO...


Autor - Maurice Druon

Tistu é um menino muito sortudo. Vive na cidade chamada Mirapólvora numa grande casa, a Casa-que-Brilha, com o Sr. Papai, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico.
Eles são ricos pois o Sr Papai tem uma fábrica de canhões. Para grande decepção de todos, Tistu dorme nas aulas. Sr Papai resolve fazer com que Tistu aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. As aulas serão com o jardineiro Bigode e com o gerente da fábrica de canhões, o Sr Trovões.

Eis o seu novo ensino....

Examinou atentamente o dedo do menino, em cima e embaixo, na sombra e na luz.
- Meu filho – disse enfim, após madura reflexão – ocorre com você uma coisa estraordinária, surpreendente! Você tem polegar verde....
- Verde! – exclamou Tistu muito espantado. – acho que é cor-de-rosa, e até que está bem sujo! Verde coisa nenhuma!
Olhou seu polegar, muito normal.
- É claro, é claro que você não pode ver – replicou Bigode – O polegar verde é invisível. A coisa se passa por dentro da pele: é o que se chama um talento oculto.
Só um especialista é que descobre.
Ora, eu sou um especialista. Garanto que você tem polegar verde.

- E para que serve isto de polegar verde?
- Ah! É uma qualidade maravilhosa – respondeu o jardineiro.
– um verdadeiro dom do céu!
Você sabe: há sementes por toda a parte.

Não só no chão, mas nos telhados das casas, no parapeito das janelas, nas calçadas das ruas, nas cercas e nos muros.
Milhares e milhares de sementes que não servem para nada.
Estão ali esperando que um vento as carregue para um jardim ou para um campo.
Muitas vezes elas morrem entre duas pedras, sem Ter podido transformar-se em flor. Mas, se um polegar verde encosta numa, a flor brota no mesmo instante.
Aliás, a prova está aí, diante de você! Seu polegar encontrou na terra sementes de begônia, e olhe o resultado!
Que inveja que eu tenho!
Como seria bom para mim, jardineiro de profissão, um polegar verde como o seu!
Tistu não pareceu muito entusiasmado com a descoberta.
E no caderninho de notas, entregue pelo Sr. Papai e que Tistu devia fazer assinar no fim de cada aula, o jardineiro Bigode escreveu apenas:
“Este menino revela boa disposição para a jardinagem.”

31/03/2015

JANUSZ KORCZAK, MÁRTIR NA EDUCAÇÃO

Seu verdadeiro nome era Henrik Goldszmit (1878 - 1942), judeu polonês, adotou o pseudônimo com que ganhara um concurso literário na juventude. 
Estudou medicina em Paris e Berlim. Pediatra, é porém, por suas obras pedagógicas que ficou conhecido. Inspirou-se nas idéias de Pestalozzi, de educação não repressiva, vendo a criança como companheira de trabalho, levando em conta a individualidade, a influência do meio.
Korczak sintetizava seu método na seguinte frase:" eu não posso criar outra alma, mas posso acordar a alma que está dormindo".
Deve-se ressaltar a importância que teve na vida deste educador, a influência exercida por sua grande amiga Stefa Wilczinska, uma mulher notável.Juntos criaram um orfanato em Varsóvia, que funcionava como uma república infantil, onde as crianças tomavam decisões em assembléias.

Havia um parlamento, onde o voto de uma criança valia tanto quanto o de Korczak e um tribunal, destinado a defender os mais fracos. 
Esse tribunal, porém, antes de punir, incentivava o perdão e a reparação do dano cometido.

Após a invasão da Polônia pelos nazistas, o orfanato foi fechado e os judeus confinados no gueto de Varsóvia. 
A partir de 1940, Korczak passou a viver com as suas crianças nas péssimas condições reinantes no gueto.
O movimento polonês de resistência ofereceu documentos falsos para que Korczac, Stefa e outros colaboradores fugissem.
Korczac preferiu acompanhar suas crianças.
No embarque para Treblinka, Korczak, juntamente com a leal Stefa, estava à frente de 200 crianças, compartilhando de seu martírio.
Todos morreram em Treblinka, no ano de 1942, em mais uma vitória da barbárie sobre a civilização.


A capacidade de Korczak de se colocar na posição da criança é uma das características que tornam seu trabalho tão significativo.
O livro Quando Eu Voltar a Ser Criança conta a história de um professor que volta a ter 7 anos, morar com os pais e a irmãzinha e ir à escola.
O texto mostra como muitas vezes os adultos são tiranos e questiona essa superioridade. "Grande mérito ter nascido antes (...). Que nos deem então um exemplo de boa Educação.






O polonês pregava o respeito a todos, independentemente da idade. "As crianças não vão tornar-se pessoas no futuro porque já são pessoas". Por isso, dizia, elas devem ser compreendidas no momento em que estão. "Korczak era capaz de entender os pequenos sofrimentos da criança, que, muitas vezes, parecem bobagens para os adultos. Ele não se preocupava em fazê-la compreender que algo era insignificante se, para ela, o assunto tinha relevância".

05/10/2014

12/08/2014

DO LIVRO - O PEQUENO PRÍNCIPE


Que alegria!
 Conto para meus alunos sobre como conheci o livro, à 32 anos, e hoje tenho a grata surpresa, uma de minhas "traças", (eu assim as chamo carinhosamente, algumas de minhas alunas não leem, "devoram" livros) , já estava com ele na mão. Felicidade!

Autor - Saint-Exupéry

Um livro para ser lido com o coraçao...

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco.
Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.

E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado.
O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa.

- Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY



Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon, França em 29/06/1900 e morreu em 1944 (local ignorado). Foi aviador de profissão e escritor por devoção. Foi piloto do correio aéreo que na década de 30 voava das possessões francesas na África para Argentina e Chile, fazendo escala em Natal, o ponto sul-americano mais próximo do continente africano. Um dos pioneiros da aviação comercial francesa, organizou as linhas da Patagônia e empreendeu vôos de Paris à Saigon e de New York à Terra do Fogo. Atuou de maneira intensa durante a 2ª Guerra Mundial unindo-se à aviação Aliada em 1942. De espírito audaz, sentia-se melhor do que nunca quando estava no ar e, de preferência realizando os vôos mais arriscados.








"Eu não me preocupo se eu morrer na guerra (...) Mas se eu voltar vivo desse 'trabalho' ingrato, mas necessário, haverá apenas uma questão para mim: O que dizer da humanidade? O que dizer para a humanidade?"





16/04/2014

NÃO SOMOS DONOS DA TEIA DA VIDA

A minha EDUCADORA preferida me indicou para procurar sobre Daniel Munduruku, fiquei encantado só com a primeira estória que vi.
Agora é ler os seus livros.


Meu avô costumava dizer que tudo está interligado entre si e que nada escapa da trama da vida.
Ele costumava me levar para uma abertura da floresta e deitava-se sob o céu e apontava para os pássaros em pleno vôo e nos dizia que eles escreviam uma mensagem para nós.
“Nenhum pássaro voa em vão.
Eles trazem sempre uma mensagem do lugar onde todos nos encontraremos”, dizia ele num tom de simplicidade, a simplicidade dos sábios.
Outras vezes nos colocava em contato com as estrelas e nos contava a origem delas, suas histórias.
Fazia isso apontando para elas como um maestro que comanda uma orquestra.
Confesso que não entendia direito o que ele queria nos dizer, mas o acompanhava para todos os lugares só para ouvir a poesia presente em sua maneira simples de nos falar da vida.
Numa certa ocasião ele disse que cada coisa criada está em sintonia com o criador e que cada ser da natureza, inclusive o homem, precisa compreender que seu lugar na natureza não é ser o senhor, mas um parceiro, alguém que tem a missão de manter o mundo equilibrado, em perfeita harmonia para que o mundo nunca despenque de seu lugar.
“Enquanto houver um único pajé sacudindo seu maracá, haverá sempre a certeza de que o mundo estará salvo da destruição”.
Assim nos falava nosso velho avô como se fôssemos – eu e meus irmãos, primos e amigos – capazes de entender a força de suas palavras.
Só bem mais tarde, homem adulto, conhecedor de muitas outras culturas, pude começar a compreender a enormidade daquele conhecimento saído da boca de um velho que nunca tinha sequer visitado a cidade ao longo de seus mais de 80 anos.

Percebi, então, que meu avô era um homem com uma visão muito ampla da realidade e que nós éramos privilegiados por termos convivido com ele.
Estas lembranças sempre me vêm à mente quando penso na diversidade, na diferença étnica e social.
Penso nisso e me deparo com a compreensão de mundo dos povos tradicionais.
É uma concepção onde tudo está em harmonia com tudo; tudo está em tudo e cada um é responsável por esta harmonia.
É uma concepção que não exclui nada e não dá toda importância a um único elemento, pois todos são passageiros de uma mesma realidade, são, portanto iguais.
No entanto, não se pode pensar que esta igualdade signifique uniformidade.
Todos estes elementos são diferentes entre si, têm uma personalidade própria, uma identidade própria.
Através de minhas leituras e viagens fui compreendendo, aos poucos, aquilo que o meu avô dizia sobre a sabedoria que existe em cada um e todos os seres do planeta.
Descobri que não precisa ser xamã ou pajé para chacoalhar o maracá, basta colocar-se na atitude harmônica com o todo, como se estivéssemos seguindo o fluxo do rio, que não tem pressa...mas sabe aonde quer chegar.Foi assim que descobri os sábios orientais; os monges cristãos; as freiras de Madre Teresa; os muçulmanos; os evangélicos sérios; os pajés da Sibéria, dos Estados Unidos, os Ainu do Japão, os Pigmeus; os educadores e mestres...descobri que todas estas pessoas, em qualquer parte do mundo, praticando suas ações buscando o equilíbrio do universo, estão batendo seu maracá.
Entendi, então, a lógica da teia.
Entendi que cada um dos elementos vivos segura uma ponta do fio da vida e o que fere, machuca a Terra, machuca também a todos nós, os filhos da Terra.
Foi aí que entendi que a diversidade dos povos, das etnias, das raças, dos pensamentos é imprescindível para colorir a Teia, do mesmo modo que é preciso o sol e a água para dar forma ao arco-íris.Por Daniel Munduruku

O seu site é esse http://www.danielmunduruku.com.br/ onde pode se encontrar outras estórias e seus livros muito bons.

Daniel Munduruku é graduado em Filosofia,
tem licenciatura em História e Psicologia e é doutorando em Educação na Universidade de São Paulo.
É autor conhecido nacional e internacionalmente.
Vários de seus livros receberam prêmios no Brasil e no exterior.

23/10/2013

COLEÇÃO ITAÚ DE LIVROS

O projeto Coleção Itaú de Livros Infantis envia gratuitamente os livros para a sua casa no Brasil, são dois títulos disponíveis.Ler para uma criança é um gesto simples e muito importante. 
Por meio dele, o Itaú contribui para a educação, a cultura e o lazer das crianças e ajudamos a mudar para melhor o futuro do Brasil.

Link do site para pedir os livros http://ww2.itau.com.br/itaucrianca/



15/03/2013

CUIDADO ESCOLA

"Cuidado, Escola!", um livro de 1980, lançado pela editora brasiliense.
Com autoria da equipe do IDAC ( Instituto de Ação Cultural ) Babette Harper, Claudius Ceccon, Miguel Darcy de Oliveira e Rosiska Darcy de Oliveira e apresentado por Paulo Freire.
O livro apresenta um estudo crítico sobre a educação desde sua origem até sua sistematização com o surgimento das instituições de ensino. 
Sua linguagem acessível e criativa ilustra uma critica sobre o processo educativo, ainda tão atuais, aborda temáticas como a crise escolar, a origem da escola , o seu funcionamento, as desigualdades sócio-culturais que envolvem o processo de ensino-aprendizagem, as alternativas pedagógicas e um questionamento sobre a origem dos problemas que envolvem o sistema educacional.
Estamos em outro século, no entanto as preocupações e denuncias permanecem a mesma. 
A Educação precisa mudar, claro que para melhor.
LINK PARA O LIVRO CUIDADO ESCOLA 20mb



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29/09/2012

26/09/2012

EDUCAÇÃO, UM TESOURO A DESCOBRIR.


Obra de Jacques Delors e José Carlos Eufrazio,  “Educação, um tesouro a descobrir”. 
A obra completa também está site Domínio Público.

O livro retrata as mudanças na educação diante de uma sociedade globalizada, as diferente nas formas de comunicação e o acesso às informações. 
Para Delors, a prática pedagógica deve alicerçar-se em quatro aprendizagens fundamentais, que representarão para cada indivíduo os pilares do conhecimento:aprender a conhecer, que significa o interesse o conhecimento, que o liberta da ignorância; aprender a fazer, a prática da execução, de correr riscos, de erros na busca do acerto; aprender a conviver, a convivência,  o respeito, o exercício de fraternidade, o entendimento; e, aprender a ser, que lhe dará o sentido da vida.



Prefácio: A Educação ou a utopia necessária
A educação é indispensável à formação das pessoas na construção dos ideais de paz, liberdade e justiça social. 
Não como remédio, mas como via ao desenvolvimento harmonioso e autêntico. Assim, considera-se a importância das políticas educativas na construção de um mundo melhor.
No contexto atual, convive-se com o desencanto em relação ao progresso do plano econômico e social. 
No entanto, é dever de todos avaliar os caminhos percorrido e organizar-se, aprender a viver junto nessa “aldeia global”.
 Coloca-se, então, os desafios à educação: formar as pessoas para o desenvolvimento sustentável do planeta, compreensão mútua entre os povos e a vivência concreta da democracia.
Algumas tensões se interpõem no caminhar dessa jornada: tensão entre o global e o local; universal e singular tradição e modernidade; soluções a curto e longo prazo; competições e igualdade de oportunidades; conhecimento e assimilação pelo homem; e, também, entre o material e o espiritual. 
Cabe a educação lidar com essas tensões de maneira a não excluí-las. 
Para isso, deve-se adotar a pluralidade como principio para a sobrevivência da humanidade, pensando e construindo um destino comum ao longo de toda a vida.
É preciso interligar as diferentes seqüências da educação. 
Ou seja, mesmo considerando-se a necessidade da educação ao longo de toda a vida, a reflexão sobre os diferentes níveis, do básico ao superior, tendo em vista reformas que garantam a equidade e a qualidade da educação em toda a aldeia global.

7. Os professores em busca de novas perspectivas
Reconhece-se que os professores possuem condições psicológicas e materiais diferentes de acordo com os diferentes países em que exercem sua profissão. 
No entanto, ao almejar uma educação que cumpra o objetivo de progresso da sociedade e compreensão mútua entre os povos, é necessário que se reconheça o professor como “mestre” e que, além disso, ofereça-lhe a autoridade necessária, condições e meios favoráveis ao seu trabalho.
O conceito de educação ao longo da vida, identificado com o conceito de sociedade educativa, apresentado no capítulo 5, leva à necessidade de se estabelecer parcerias entre escolas, famílias, meio econômico, mundo associativo, atores da vida cultural etc, como forma de multiplicação dos espaços possíveis de aprendizagem. 
As novas perspectivas conduzem o professor à busca de atualização de conhecimentos e competências. 
Esse aperfeiçoamento profissional deve ser proporcionado pelas licenças de formação ou licenças sabáticas, ampliado ao conjunto dos professores, salvaguardando as especificidades de cada sistema e as devidas adaptações. 
O trabalho coletivo como forma de atender as particularidades de cada grupo de alunos, adequando o ensino à vida, é indispensável também aos professores.

19/08/2012

FELICIDADE CLANDESTINA

Um texto muito lindo de Clarisse Lispector, uma relação de amor com um livro depois de uma dificuldade para conseguir lê-lo.

LINK PARA OS OUTROS CONTOS DO LIVRO- FELICIDADE CLANDESTINA

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. 
Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. 
Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. 
Pouco aproveitava. 
E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. 
Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". Mas que talento tinha para a crueldade. 
Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. 
Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. 
Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. 
Como casualmente, informou-me que possuía 
As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. 
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. 
Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. 
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. 
Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. 
Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. 
Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. 
Mas não ficou simplesmente nisso. 
O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. 
Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo. 
E assim continuou. 
Quanto tempo? 
Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. 
Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. 
Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo?
 Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina.
 E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. 
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. 
Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. 
Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. 
Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo.
 E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? 
Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. 
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. 
Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. 
Não, não saí pulando como sempre. 
Saí andando bem devagar. 
Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. 
Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. 
Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. 
Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. 
A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. 
Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. 
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

17/06/2012

TUDO O QUE EU DEVIA SABER...

Tudo que eu preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer e como ser, aprendi no jardim de infância. 
A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. 
Vejam o que aprendi:

Dividir tudo com os companheiros.
Jogar conforme as regras do jogo.
Não bater em ninguém.
Guardar os brinquedos onde os encontrava.
Arrumar a “bagunça” que eu mesmo fazia.
Não tocar no que não era meu.
Pedir desculpas se machucasse alguém.
Lavar as mãos antes de comer.
Apertar a descarga da privada.
Biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde.
Fazer de tudo um pouco — estudar, pensar
e desenhar, pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar,
— todos os dias.
Tirar uma soneca todas as tardes.

Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre “de olho” na professora.

Pense na sementinha de feijão plantada no copo de plástico: as raízes vão para baixo e para dentro, e a planta cresce para cima — ninguém sabe como ou por quê, mas a verdade é que nós também somos assim.

Peixes-dourados, porquinhos-da-índia, esquilos, hamsters e até a semente no copinho plástico — tudo isso morre. Nós também.

E lembre-se ainda dos livros de histórias infantis e da primeira palavra que você aprendeu, a mais importante de todas: Olhe!
Tudo que você precisa mesmo saber está por aí, em algum lugar. A regra de ouro, o amor e os princípios de higiene.
Ecologia e política, igualdade e vida saudável.

Escolha um desses itens e o elabore em termos sofisticados, em linguagem de adulto; depois aplique-o à vida de sua família, ao seu trabalho, à forma de governo de seu país, ao seu mundo e verá que a verdade que ele contém mantém-se clara e firme. 
Pense o quanto o mundo seria melhor se todos nós — o mundo inteiro — fizéssemos um lanche de biscoitos com leite às três da tarde e depois nos deitássemos, sem a menor preocupação, cada um no seu colchãozinho, para uma soneca. 
Ou se todos os governos adotassem, como política básica, a ideia de recolocar as coisas nos lugares onde
estavam quando foram retiradas; arrumar a “bagunça” que tivessem feito.

E é verdade, não importa quantos anos você tenha: ao sair pelo mundo, vá de mãos dadas e fique sempre “de olho” no companheiro.

Robert Fulghum

11/01/2012

ADVINHA QUANTO EU TE AMO

Chegaram os livros da coleção Itaú.
Um deles é o livro "Adivinha quanto eu te amo", com uma bela ilustração da estória (fábula) do coelhinho e seu pai, com as colocações de quanto um ama o outro.
PARA BAIXAR EM PDF 
Os outros são : A FESTA NO CÉU  E CHAPEUZINHO AMARELO, de Chico buarque





O livro Adivinha quanto eu te amo, de Sam MacBratney, foi publicado originalmente em inglês e teve a sua primeira edição em 1994.
As ilustrações de Anita Jeram resultam numa narrativa visual, com a leveza dos traços, a movimentação das cenas, que evolui paralelamente à do texto escrito.
 O lirismo do tema abordado é acentuado pela arte das ilustrações, inspiradoras de um deleite estético.
 O projeto gráfico também integra-se, perfeitamente, a qualidade do texto.


Qual é o tamanho do amor? 
É possível medir a extensão dos nossos sentimentos? 
Eis as questões cifradas nesta filosófica fábula que reúne uma sábia aprendizagem: a necessidade da experiência afetiva, através de sucessivas provas, permite a cada ser elaborar a construção do seu amor. Fátima Miguez

09/01/2012

CHAPEUZINHO AMARELO

A história é uma releitura do também clássico Chapeuzinho Vermelho. 
Só que desta vez não há vovós nem caçadores. 
Chapeuzinho é uma bela menina que sofre de um mal terrível: sente medo do medo. 
Enfrentando o desconhecido - o lobo -, ela supera medos, inseguranças e descobre a alegria de viver. 
De uma maneira lúdica, Chico trata com maestria dos nossos medos. 
E quem não tem medo de alguma coisa? 
E o mais importante: o autor ensina as crianças a como superar as fobias. 
Ao final, Chapeuzinho transforma o medo em companheiro e o lobo, pobre lobo, vira bolo.













































































VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO