PARA O DIA DOS JOVENS, NADA MELHOR QUE AS FRASES DAQUELE QUE VIVEU PARA O BEM DELES. DOM BOSCO. ''Em todo jovem mesmo no mais infeliz, há um ponto acessível ao bem e a primeira obrigação do educador é buscar esse ponto, essa corda sensível do coração, e tirar bom proveito''. ''A prática desse sistema é toda apoiada sobre a palavras de São Paulo, que diz: A caridade é paciente, é benigna, tudo sofre, tudo espera e suporta qualquer incômodo''. Consideremos (nossos alunos) como filhos, pondo-nos a seu serviço, e não dominando''.
''Familiaridade com os jovens especialmente no recreio, sem familiaridade não se demonstra afeto, e sem essa demonstração não pode haver confiança. Quem quer ser amado deve demonstrar que ama. O mestre visto apenas na cátedra é mestre e nada mais, mas, se está no recreio com os jovens torna-se irmão...''
''Meus caros jovens, eu vos amo de todo coração, basta-me saber que sois jovens para que vos ame profundamente''. ''Fiz tudo quanto soube e pude pelos jovens, que são o amor de toda minha vida''.
''Conseguir-se-á mais com um olhar de bondade com uma palavra animadora, que encha o coração de confiança , do que com muitas repreensões que só trazem inquietações e matam a espontaneidade''.
''Que os jovens não sejam amados, mas que eles próprios saibam que são amados... Que, sendo amados nas coisas que lhe agradam, aprendam a ver o amor nas coisas que naturalmente pouco lhe agradam...''
''O meu sistema? Simplicíssimo: deixar aos jovens plena liberdade de fazer o que mais lhe agrada. O problema é descobrir neles germes de boa disposição e procurar desenvolve-los''.
''Geralmente os professores tendem a ser comprazer como os alunos que se sobrassem nos estudos e na capacidade, e na explicação têm vista só esses... Eu sou do parecer oposto. Creio que seja dever de todo professor olhar mais os mais fracos dar aula...''
"Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens." "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele" "Ganhai o coração dos jovens por meio do amor", "A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos."
12/10/2016
É possível que
você tenha comprado brinquedos para os seus filhos.
Mas sugiro que
aquilo que seu filho ou filha mais deseja é ter você como companheiro de
brinquedo.
Não me esqueço
da imagem triste de um pai, numa manhã de domingo, empurrando o filho no balanço
com a mão esquerda enquanto lia o jornal que segurava com a mão direita.
Para aquele pai,
brincar com o filho era um sacrifício.
Para ele o
importante eram as notícias do jornal.
A infância passa
rapidamente.
Logo logo a
única coisa que restará será o jornal na mão direita e o vazio na mão esquerda.
Desejo que você,
nesse "Dia das Crianças", redescubra a delícia que é ser criança.
Porque, como
disse Fernando Pessoa, "Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o
melhor do mundo são as crianças". (Fernando Pessoa, Obra Poética 189)
Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências. As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos. Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos,de ênfases, de sínteses que demonstram,pe la via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão,ensinar sem paixão. Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados. Os professores apaixonados muito bem sabem dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente. Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor,que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança. Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada. Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros. Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo,professor, não esperava explicar. A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.
O Victor é um adolescente. Arranjou um emprego no MacDonald's. No MacDonald's trabalham adolescentes. Antes de iniciar o seu trabalho eles são treinados. São treinados, primeiro, a cuidar do espaço em que trabalham: a ordem, a limpeza, os materiais - guardanapos, canudinhos, temperos, bandejas. É preciso não desperdiçar. Depois, são treinados a lidar com os clientes. Delicadeza. Atenção. Simpatia. Sorrisos. Boa vontade. Clientes não devem ser contrariados. Têm de se sentir em casa. Têm de sair satisfeitos. Se saírem contrariados, não voltarão. O Victor aprendeu bem as lições: começou o seu trabalho. Mas logo ele descobriu uma coisa que não estava de acordo com o aprendido: os adolescentes, fregueses, não cuidavam das coisas como eles, empregados, cuidavam. Tiravam punhados de canudinhos, além do necessário, para brincar. Usavam mais guardanapos do que o necessário. Punham as bandejas dentro do lixo. Aí o Victor não conseguiu se comportar de acordo com as regras. Se ele e os seus colegas de trabalho obedeciam as regras era necessário que os clientes obedecessem as mesmas regras. Isso vale não só para o MacDonald's como também para toda a vida social. Por que sorrir e ser delicado com fregueses que não respeitavam as regras de educação e civilidade? E ficou claro para todo mundo, colegas e clientes, que o Victor não estava seguindo as lições... O chefe chamou o Victor. Lembrou-lhe o que lhe havia sido ensinado. O Victor não se convenceu. Não cedeu. Disse de forma clara o que estava sentindo. O que ele desejava era coerência. Aquela condescendência sorridente era uma má política educativa. Era injustiça. Os seus colegas de trabalho sentiam e pensavam o mesmo que ele. Mas eram mais flexíveis... Não reclamavam. Engoliam o comportamento não educado dos clientes-adolescentes com o sorriso prescrito. E o chefe, sorrindo, acabou por dar razão ao Victor. Qual a diferença que havia entre o Victor e os seus colegas? O Victor tem síndrome de Down. O Edmar é um adolescente. Calado. Quase não fala. Arranjou um emprego como lavador de automóveis num posto. Emprego bom para ele porque não é necessário falar enquanto se leva um carro. Mas de repente, sem nenhuma explicação, o Edmar passou a se recusar a trabalhar. Ficava quieto num canto sem dar explicações. O Edmar, como o Victor, tem síndrome de Down. A "Fundação Síndrome de Down", que havia arranjado o emprego para o Edmar, foi informada do que estava acontecendo. Que tristeza! Um bom emprego - e parece que o Edmar ia jogar tudo fora. O caminho mais fácil seria simplesmente dizer: "Pena. Fracassamos. Não deu certo. Pessoas com síndrome de Down são assim..." Mas a encarregada da inclusão não aceitou essa solução. Tinha de haver uma razão para o estranho comportamento do Edmar. E como ele é calado e não explica as razões do que faz, ela resolveu fazer uma coisa radical: empregou-se como lavadora de carros, no posto onde o Edmar trabalhava. E foi lá, ao lado do Edmar, que ela descobriu o nó da questão: o Edmar odiava o "pretinho" - aquele líquido que é usado nos pneus. Odiava porque o tal líquido grudava na mão, não havia jeito de lavar, e a mão ficava preta e feia. O Edmar não gostava que sua mão ficasse preta e feia. Todos os outros lavadores - sem síndrome de Down - sentiam o mesmo que o Edmar sentia, em relação ao "pretinho". Também eles não gostavam de ver suas mãos pretas e sujas. Não gostavam mas não reclamavam. A solução? Despedir o Edmar? De jeito nenhum! A "lavadora" pôs-se a campo, numa pesquisa: haverá um outro líquido que produza o mesmo resultado nos pneus e que não seja preto? Descobriu. Havia. E assim o Edmar voltou a realizar alegremente o seu trabalho com as mãos brancas. E, graças a ele, e ao trabalho da "lavadora", todos os outros puderam ter mãos limpas ao fim do dia de trabalho. Essa é uma surpreendente característica daqueles que têm síndrome de Down: não aceitam aquilo que contraria o seu desejo e suas convicções. O Victor desejava coerência. Não iria engolir o comportamento não civilizado de ninguém. O Edmar queria ter suas mãos limpas. Não iria fazer uma coisa que sujasse suas mãos. Quem tem síndrome de Down não consegue ser desonesto. Não consegue mentir. E é por isso que os adultos se sentem embaraçados pelo seu comportamento. Porque os adultos sabem fazer o jogo da mentira e do fingimento. Um adulto recebe um presente de aniversário que julga feio. Aí, com o presente feio nas mãos, ele olha para o presenteador e diz sorridente: "Mas que lindo!" Um adolescente com síndrome de Down, numa situação assim, simplesmente tomaria o presente e diria, também com um sorriso, ao presenteador: "Vou dar o seu presente para o Fulano. Ele vai gostar..." As crianças normais, na escola, aprendem que elas tem de engolir jilós, mandioca crua e pedaços de nabo: coisas que não fazem sentido. Aprendem o que é "dígrafo", "próclise", "ênclise", "mesóclise", os "usos da partícula se" ... Você ainda se lembra? Esqueceu? Mas teve de estudar e responder certo na prova. Esqueceu, por que? Por que não fazia sentido. Fazer sentido: o que é isso? É simples. O corpo - sábio - carrega duas caixas: a caixa de ferramentas e a caixa dos brinquedos. Na caixa de ferramentas estão todas as coisas que podem ser usadas. Não todas, evidentemente. Caso contrário a caixa teria o tamanho de um estádio de futebol. Seria pesada demais para ser carregada. Se vou cozinhar, na minha caixa de ferramentas deverão estar coisas necessárias para cozinhar. Mas não precisarei de machados e guindastes. A memória só carrega as ferramentas que são necessárias para resolver os problemas da vida prática. Na outra caixa, de brinquedos, estão todas as coisas que dão prazer: pipas, flautas, estórias, piadas... Se a coisa ensinada nem é ferramenta e nem é brinquedo, o corpo diz que não serve para nada. As crianças "normais", havendo compreendido que os professores e diretores são mais fortes que elas - eles têm o poder de reprovar - submetem-se. Fazem um esforço doloroso, comem os jilós, as mandiocas cruas e os pedaços de nabo, porque terão de devolvê-los nas provas. Mas logo se esquecem. O que é o nosso caso... As crianças e adolescentes com síndrome de Down simplesmente se recusam. Elas só aprendem aquilo que é expressão do seu desejo. Entrei numa sala, na "Fundação Síndrome de Down". Todos estavam concentradíssimos equacionando os elementos necessários para a produção de um cachorro quente. Certamente estavam planejando alguma festa... Numa folha estavam os elementos necessários: salsicha, pão, vinagrete, mostarda... Entrei no jogo. "Esse cachorro quente de vocês não é de nada. Está faltando a coisa mais importante!" Eles me olharam espantados. Teriam se esquecido de algo? Seu cachorro quente estaria incompleto? Respondi: "Falta a pimenta!" Eles se abriram então num sorriso triunfante e viraram a folha. Na segunda folha lá estava: "pimenta". Aí, vocês adultos, vão dizer: "Que coisa mais boba estudar um cachorro quente!" Respondo que bobo mesmo é estudar dígrafo, usos da partícula se, os afluentes da margem esquerda do Amazonas e assistir o "Show do Milhão". Um cachorro quente, um prato de comida, uma sopa: que maravilhosos objetos de estudo. Já pensaram que num cachorro quente se encontra todo um mundo? Querem que eu explique? Não explicarei. Vocês, normais, que tratem de pensar e concluir. A sabedoria das crianças e adolescentes com síndrome de Down diz: "Dignas de serem sabidas são aquelas coisas que têm a ver com a minha vida e os meus desejos!" Mas isso é sabedoria para todo mundo. Sabedoria fundamental que se encontra nas crianças e que vai sendo progressivamente perdida à medida que crescemos. O esforço é para devolver os portadores de síndrome de Down à vida comum de todos nós. Nós todos habitamos um mesmo mundo. É estúpido e injusto segregá-los em espaços e situações fechadas. Claro que vocês já leram a estória da Cinderela - antigamente "Gata Borralheira". Eu acho que a "Gata Borralheira", na vida real (todas as estórias brotam de situações reais) era uma adolescente com síndrome de Down. Por isso ficava segregada na cozinha. Mas a estória dá uma reviravolta e mostra que ela tinha uma beleza que a madrasta e irmãs não possuíam. E eu sugiro que sua beleza está nessa inteligência infantil, absolutamente honesta, absolutamente comprometida com o desejo que nós, adultos, perdemos ao nos submeter ao jogo das hipocrisias sociais. Quem olhar atentamente para uma criança ou adolescente com síndrome de Down poderá ver, no seu estado nascente, algo precioso que perdemos pela educação. Quem quiser saber mais poderá visitar a "Fundação Síndrome de Down", em Barão Geraldo. É uma instituição maravilhosa! E digo que me comovi ao observar o carinho, inteligência e persistência daqueles que lá trabalham. E andando pelos seus corredores e salas de repente senti que havia lágrimas nos meus olhos: lembrei-me do Guido Ivan de Carvalho - já escrevi sobre ele - que foi um dos seus idealizadores e construtores. Sugeri à Lenir, sua esposa durante a vida, que plantasse, para o Guido, uma árvore, no jardim da Fundação. Se vocês não sabem, na estória original da Cinderela não havia Fada Madrinha. Quem protegia a Cinderela era a sua mãe morta, que continuava a viver sob a forma de uma árvore... Pensando naquelas crianças e adolescentes lembrei-me de uma afirmação do apóstolo Paulo: " Deus escolheu as coisas tolas desse mundo para confundir os sábios - porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria dos homens..." Quem sabe será possível ouvir, naqueles rostos sorridentes, o discreto bater de asas de anjos... Quando estive em Portugal, no ano passado, descobri, na Vila das Aves, a Escola da Ponte. Contei sobre ela no livro "A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir", publicado pela Papirus. Pois uma das coisas que me surpreenderam naquela escola foi ver crianças com Síndrome de Down integradas com as outras crianças: eram suas companheiras, iguais a elas, sem que ninguém as tratasse como casos especiais. Retornei à Escola da Ponte, faz uns meses, com um grupo de educadores brasileiros. E eu andava distraído pelo jardim da escola quando ouvi um grito: "Rubem". Era o André, um deles... Maior e mais forte do que eu, correu para mim e me deu um abraço que me levantou do chão... O André se especializou em computadores e criou uma homepage através da qual se comunica com o mundo!
As normalistas eram as mulheres que se cursavam o Curso Normal também conhecido como Magistério de 1º grau ou Pedagógico sendo um tipo de habilitação para o magistério nas séries iniciais do ensino fundamental. Por opção, o professor poderia complementar por mais um ano, o chamado quarto normal, em uma área específica, o que habilitaria a atuar ate a 7ª série (atual 8º ano).
Normalistas eram as moças bem educadas, sofisticadas e delicadas que em contato com as classes estudantis, nem sempre tinham as alternativas e as propostas condizentes com as demandas das comunidades. Elas cursavam a escola normal, aquela que as formava para serem professoras nas escolas normais de todo o país voltada ao ensino infantil.
As normalistas descendentes de família da classe média ingressavam na profissão professor, pois viam o salário como um complemento para a renda mensal da família ou em alguns casos para garantir um casamento bem sucedido com alguém, pois a profissão de professora, naquela época, era a única aceita para mulheres.
A partir de 1920 a profissionalização do professor em cursos normais passa de necessidade para exigência. A estudante e o estudante dos cursos normais são potenciais professores, em um Brasil carente de profissionais habilitados para exercer funções na área da saúde, da educação e da indústria.
Mais tarde, em 1996 o Ministro da Educação Paulo Renato de Souza, aprovou a nova LDB que era exigia como habilitação mínima o magistério e que passou a ser licenciatura e depois reabilitado para o curso Normal pela Portaria E/SUEN número 07, de 22 de fevereiro de 2001, até que não exista mais professor leigo no país.
Mas mantém as mesmas características: prioridade curricular para os componentes das áreas das ciências sociais e humanas; preocupação demasiada com a prática, muitas vezes, sem reflexão e sem teorização; suporte teórico assentado na pedagogia tradicional, desconsiderando outras tendências e paradigmas.
A psicopedagoga Fernanda obreira explica as consequências e como os pais devem evitar provocar medos, pelo bem da educação dos filhos.
Dica da Néia Oliveira
Não há solução fácil. Mas é essencial trabalhar - como conteúdos de ensino - as questões relacionadas à moral e ao convívio social e criar um ambiente de cooperação
DIDÁTICA INADEQUADA Não adianta exigir que os alunos cumpram as tarefas se a estratégia de ensino e o tema não dizem nada a eles REGRAS IMPOSTAS Quando a conversa é sempre proibida, você perde a chance de favorecer a troca de ideias
PROMOVA A COOPERAÇÃO O clima pautado na colaboração e no respeito é mais eficiente porque não expõe as crianças, como Calvin e Susi, ao medo das sanções
VALORIZE A AUTONOMIA Uma aparente indisciplina, como esta bela atuação de Calvin, pode, na verdade, ser uma maneira de o aluno dizer que quer fazer as coisas de um jeito diferente. PARA VER TODA A MATÉRIA LINK REVISTA NOVA ESCOLA
Finalmente, podemos concluir que a ação pedagógica de Jesus pode ser compreendida como uma proposta de educação posto que:
1. Comprometida com a transformação: o Reino de Deus deverá ser construído entre os homens, com os homens e pelos homens, apesar dos homens;
2. Baseada na participação de cada um: pois cada um é sol, é luz, é sal, é herdeiro de Deus e, por essa razão está “condenado” à perfeição e à felicidade;
3. Alicerçada na visão do homem integral: aliando razão, emoção a serviço da busca da perfeição;
4. Dialógica: pois centrada na inter-relação pessoal, na construção coletiva dos ideais de fraternidade;
5. Libertadora: pela grande finalidade de auxiliar os homens a deflagrarem o grande vôo da descoberta de sua condição de co-criadores: “Vós sois deuses.” ( Jo. 10:34).
Relata o evangelista Marcos (1:22): “Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tinha autoridade e não como os escribas.”
Isto nos dá a segurança de afirmar que Jesus é de fato o Mestre dos Mestres, o modelo a ser meditado, estudado, sentido e sobretudo praticado por todos àqueles que acreditam nas possibilidades da educação enquanto prática de libertação e crescimento do homem.
Toda proposta pedagógica traz em seu interior uma visão do papel da avaliação. Já vimos anteriormente no item sobre princípios da aprendizagem, que Jesus situou a necessidade da vivência, do testemunho como critério da aprendizagem.
Como modelo de educador, o Cristo usou a avaliação de modo correto, sem se preocupar com “Classificações” ou “rótulos” para atribuir aos seus aprendizes. Sua postura no campo da avaliação remete para dois ângulos: o diagnóstico e a auto-avaliação como formas de auxiliar o discípulo a encontrar o seu roteiro de libertação, seus “motivos” interiores para crescer.
Diante de Maria de Magdala, de Zaqueu, dos impulsos de Pedro, nas disputas de privilégios por parte dos seus seguidores de perto, Jesus os estimulava a refletir usando os parâmetros da Boa Nova e seus objetivos para que, dessa forma, os aprendizes se voltassem sobre si próprios, suas condições e necessidades. A negação de Pedro, o encontro com Paulo na estrada de Damasco são dois dos momentos mais dramáticos das avaliações feitas pelo Mestre.
8. RELAÇÃO MESTRE-DISCÍPULO:
Jesus é o Mestre convicto de sua tarefa educativa, de sua missão libertadora. Posiciona-se frente aos discípulos com condutor, como pastor, como polia. Porém, a base de sua relação afetiva com os discípulos encontramos no sentimento de amizade, como revelam essas suas palavras:
“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor, mas tenho vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” (Jo. 15:15).
Igualmente significativa é a preocupação do Cristo com a harmonização de todos em torno de um foco comum: Deus e o atendimento à lei divina: “(Rogo)... a fim de que todos sejam um; como és Tu, ó Pai, em mim e eu em Ti, também serão eles em nós...” (Jo. 17:21).
Não nos será possível nesse espaço, aprofundar a questão do conteúdo da revelação crística. Necessário, porém, se torna, situar as grandes linhas do Seu pensamento revelador que o caracterizará como um grande revolucionário para as autoridades de seu tempo e o maior reformista sócio-moral que o mundo conheceu, pela força de Sua palavra alicerçada no Seu exemplo.
1. A nova visão de Deus e, conseqüentemente, do culto religioso, da fraternidade com base na paternidade divina;
2. Esclarecimento em torno do real significado da imortalidade da alma até então pouco compreendida pelos judeus;
3. A conceituação “revolucionária” em torno das virtudes sócio-morais: paciência e perdão ao invés de vingança; humildade ao contrário do orgulho; abnegação no lugar da exploração; a indulgência ao invés do ódio, dentre outras;
4. O redimensionamento do valor da criança e da mulher;
5. A valorização da pessoa como criatura divina independente de sua condição de raça, credo, ou posição social;
6. A inversão da pirâmide social: os doentes e pobres é que são os bem aventurados;
7. O Reino de Deus deve ser construído na Terra a partir da ação solidária entre os homens.
Esses e outros conteúdos, depreende-se, causaram e causam até hoje, espanto para muitos.
A mensagem do Evangelho permanece ainda esquecida, quando não, deturpada pelos interesses egoísticos que nos mantém aprisionados nos equívocos diante da Lei Divina, requisitando mais esforços de aprendizagem de todos nós.
“Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Lc. 9:23).
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo. 14:6).
“Não é o que entra pela boca do homem que o macula, mas o que por ela sai.” (Mt. 15:11).
“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor, mas tenho vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” (Jo. 15:15).
Acima, já podemos identificar qual o fim da educação para Jesus que tão bem o enunciou no Sermão do Monte: “Sede, pois, vós outros, perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial.” (Mt. 5:48).
Perfectibilidade, crescimento, desenvolvimento, evolução, aprimoramento, transformação para o bem, harmonia com as leis divinas, eis o fim a que toda educação, verdadeiramente inspirada pelos postulados cristãos, deve buscar.
Qual deve ser, portanto, a essência dessa perfectibilidade? A que dirá respeito? É o próprio Mestre quem estabelecerá os dois grandes objetivos gerais que devem canalizar nossos esforços para alcançar a perfeição a que estamos destinados: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” Jesus (Jo. 8:32); “Amai-vos uns aos outros como vos tenho amado.” Jesus (Jo. 14:34).
Razão e sentimento, inteligência e emoção, sabedoria e amor eis os grandes objetivos a colimar na experiência terrestre com vistas a alcançar a compreensão e vivência da lei divina ou natural, o que equivale dizer: o alcance da felicidade que todo ser humano busca.
O grande problema para nós criaturas encarnadas, ainda tão limitadas em nossas condições espirituais, é justamente atingir a esses objetivos de longo alcance que muitas vezes se nos apresentam por demais distantes, fora até de nossas possibilidades. Ciente dessa nossa condição, Jesus nos apontou e demonstrou objetivos mais específicos, mais próximos ao campo de nossa experiência cotidiana, aproveitando todos os instantes possíveis para torná-los “visíveis”, como uma espécie de “roteiros” para se alcançar os objetivos gerais. Poderíamos até chamá-los de objetivos operacionais tal o seu grau de especificação: “...todo aquele que se irar contra seu irmão será seu réu no juízo...” (Mt. 5:22); “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não...” (Mt.5:37); “Amai os vosso inimigos e orai pelo que vos perseguem ..” (Mt. 5:44).
O próprio Jesus asseverou: “A boca fala do que o coração está cheio” (Mt. 12:34). Mais uma vez identificamos a excelência espiritual do Messias que, como ninguém até hoje, soube, tão bem utilizar a capacidade de expressão e comunicação a serviço da aprendizagem dos ouvintes.
A linguagem de Jesus não é erudita, nem cheia de simbolismos inatingíveis. É cheia de lirismo e poesia, de símbolos e imagens, mas também de objetividade, clareza e logicidade.
Destacamos na linguagem didática de Jesus dois extraordinários aspectos: o uso de contrastes e de expressões incisivas. No que se refere ao primeiro aspecto, observemos alguns dos exemplos dos relatos evangélicos e encontraremos farto material para nossas reflexões:
“Quem acha sua vida, perdê-la-á; quem, todavia, perder a vida por minha causa, acha-la-á.” (Mt. 10:39).
“Pois ao que tem se lhe dará; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” (Mc. 4:25).
“Pois quem não é contra nós é por nós”. (Mc. 9:40).
“Porque aquele dentre vós que for o menor de todos, esse é que é grande.” (Lc. 9:48).
“Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado.” (Lc. 14:11).
“Não junteis tesouro sobre a Terra (...) mas ajuntai para vós outros tesouros do céu...” (Mt. 6:19-20).
As expressões incisivas, por sua vez, possibilitavam de um lado a síntese de fácil assimilação e, de outro, a sensibilização do ouvinte. Recordemos máximas como estas:
“Porque onde está o teu tesouro, aí também estará o teu coração.” (Mt. 6:2-10).
“Bem aventurados os que choram, pois que serão consolados”. (Mt.5:4).
Igualmente contabilizados perante a Justiça Divina: “Em verdade vos afirmo que sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt. 25:40).
A construção da felicidade na vida eterna, pois inicia-se na construção do reino de Deus, na vida terrena, através do cumprimento da lei de amor, justiça e caridade: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. (Mt. 19:17).
Mais uma vez podemos identificar a atualidade da pedagogia de Jesus ao identificarmos toda Sua sabedoria no uso dos recursos didáticos que estavam disseminados no seu ambiente de atuação. Ele próprio, sem dúvida alguma, era o melhor recurso de ensino, o que demonstram os evangelistas ao afirmarem que o Senhor estava sempre a braços com as multidões que O buscavam sequiosas de Sua palavra e Sua ação curadora e libertadora.
O que mais nos chama a atenção nesse item é o fato de o Mestre ser um verdadeiro “repórter” de sua época, nos informando dos costumes , modos de vida tão bem usados como recursos para seus ensinos. Exemplos disso encontramos nas suas falas em que se reporta, dentre outras coisas, aos odres e vinhos, o hábito considerado sagrado de lavar as mãos antes das refeições, o caso do sábado, a comemoração da páscoa judaica, o lava –pés, as atividades econômicas (a pesca, o cultivo da vinha, o investimento dos talentos, etc), as questões das tradições , as exigências da lei antiga, dentre outras.
São também as reálias, objetos concretos, largamente utilizados pelo Senhor; a moeda de César, o pão, os peixes, a figueira, a espada, o sal, a candeia, a ovelha, o Templo, a dracma para citar alguns.
Outro valioso recurso de que Jesus lançou mão é o próprio aprendiz ou personagens da multidão como revelam os ensinos pronunciados em torno das crianças, do moço rico, dos irmãos João e Tiago cuja mãe solicitava privilégios, a mulher samaritana, o centurião que tinha fé, o cego Bartimeu, a mulher hemorroíssa.
Com base nesses princípios de aprendizagem, a prática pedagógica crística flui com tal dinamismo que nos parece, hoje, atualíssima, em se tratando especialmente das conquistas mais recentes no campo da psicologia cognitiva e da aprendizagem do desenvolvimento moral, etc.
Jesus preocupou-se com uma aprendizagem significativa e, por isso mesmo, buscou métodos de ensino baseados na assimilação ativa dos conteúdos que veio revelar, utilizando-se, para isso, de inúmeras técnicas dinamizadoras. Seguem abaixo alguns exemplos:
1. Preleções: Sermões, Ex: O Sermão do Monte (Mt. 5).
2. Explicações: No caso da parábola do semeador (MT. 13:23)
3. Narrativas: Nas incontáveis parábolas . Ex: Do Joio e do Trigo (Mt. 13:24-30).
4. Ilustração: “Olhai os lírios dos campos...” (Lc. 12:27).
5. Conversação Didática: EX: Diálogo de Jesus com a mulher samaritana. (Jo. 4:6).
6. Observação: No caso do óbolo da viúva. (Lc. 21:1).
7. Perguntas: “Que é o que está escrito na lei? Como interpretas?”(Lc. 10:26).
8. Debate: sobre quem é ele, Jesus:”Que diz o povo ser o filho do homem? (Mt. 16:13)
9. Exemplificação: “Mulher ninguém te condenou? Eu também não te condeno.” (Jo. 8:11).
Enquanto Mestre por excelência Jesus adotou uma postura por demais inovadora no que diz respeito à aprendizagem e aos métodos e procedimentos de ensino que possibilitam a construção dela. Afastou-se da verbosidade, do formalismo, da memorização, demonstrando sua preocupação com a assimilação ativa do conteúdo, com uma aprendizagem verdadeiramente significativa. Eis alguns desses princípios que pudemos identificar nos ditos do Senhor:
1. A aprendizagem deve alicerçar-se no valor da pessoa humana: “Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5:1/4)
2. Toda aprendizagem se dá no tempo e é cumulativa: “Primeiro a erva, depois a espiga e por último o grão cheio na espiga” (ofc 4:28).
3. O processo ensino-aprendizagem tem como fonte o indivíduo e sua situação histórico- social:” A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos?” (Mc. 4:30).
4. A aprendizagem deve se basear na descoberta pessoal, concreta, a partir da reflexão em profundidade: “Quem (pergunta Jesus ao doutor da lei, narrando a parábola do Bom Samaritano) foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?”. (Lc. 10:36). Ao ouvir a resposta , conclui o Mestre: “Vai, e procede tu de igual modo!” (Lc. 10:37).
5. A aprendizagem se evidencia na vivência, na demonstração, no comportamento que denota a transformação interior: “Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto.” (Lc. 6:44).
6. Toda aprendizagem significativa conduz o homem à harmonia consigo próprio, com o próximo e com Deus: “Quem pratica a verdade aproxima-se da luz...” (Jo. 3:21).
7. É no próprio aprendiz que encontramos o feedback sobre sua aprendizagem: Leia-se o diálogo de Jesus com o Moço Rico (Lc. 18:18-23).
8. Toda aprendizagem possui necessariamente momentos de avaliação: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” (Jo. 8:7).
9. O erro é uma parte do processo de aprendizagem e deve ser transformado em estímulo: “ de Jesus para a mulher adúltera: “Vai e não peques mais!” (Jo. 8:11); de Jesus para o paralítico após a cura: “ Olha que já estás curado; não peques mais para que não te suceda coisa pior.” (Jo. 5:14).
10. Um ambiente de confiança e respeito é fundamental para a aprendizagem: Provam as inúmeras situações em que os discípulos perguntam, debatem, questionam as próprias palavras de Jesus. Leia-se, para ilustrar, o que consta de Mateus 13:10, Mateus 13:36, Mt. 15:2.
11. A aprendizagem verdadeira conduz o discípulo à liberdade e à autonomia:”Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” (João 8:32).
12. A coerência e o modo de ser do mestre são igualmente elementos favorecedores da aprendizagem: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem.” (Jo. 10:27).
13. O mestre é um aprendiz completo e o aprendiz é um mestre em potencial: “O discípulo não está acima de seu Mestre,; todo aquele, porém, que for bem instruído será como seu mestre.” (Lc. 6:40).
14. Toda aprendizagem significativa é aquisição para o espírito imortal: “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com seus anjos, e então retribuirão a cada um conforme as suas obras”. (Mt. 16:27).
Quando é o desejo de uma escola renovar e alicerçar o seu projeto pedagógico, eis que se depara com "os outros"...Qualquer semelhança das escolas portuguesas com as brasileiras não são meras coincidências.
Questionaram-me: Por que expões a Ponte deste modo? Porque considero necessário partilhar com outros professores as grandezas e as misérias da nossa profissão, o que, no dizer de Miguel Guerra, é "um modo de reavivar o compromisso com as pessoas e com a ação educativa, que consiste em ajudá-las a ser mais felizes". O conhecimento das experiências vividas na Ponte poderá ajudar os professores a ultrapassarem decepções.
Como diria Lorraine Moureau, um terço dos professores é muito bom, um terço pode ficar bom, um terço deve mudar de profissão. Chamemos aos primeiros aquilo que são: professores. Designemos os segundos por quase-professores. Os outros serão... "os outros". Um professor contou-me o sucedido numa reunião de conselho pedagógico, quando propôs que se alargasse a toda a escola um projeto que dera ótimos resultados no seu departamento. O terço dos professores apoiou. O terço dos quase-professores quedou-se num silêncio expectante. Os "outros" pronunciaram-se: Ó colega, isso até pode resultar. Mas, se der bons resultados, poderá ter de se estender ao resto da escola. E nós sabemos que isso dá trabalho. Vamos ter muita gente contra nós. Na votação, os quase-professores aliaram-se aos "outros", e o projeto foi inviabilizado.
Apesar de a Ponte ter conquistado o direito de escolher os seus professores, alguns "outros" conseguiram introduzir-se na escola. Instalaram-se, enquistaram-se, degradaram o sistema de relações, fomentaram o aparecimento de guetos, espalharam insinuações com que conseguiram deteriorar laços afectivos. Assumiram atitudes contrárias ao exercício da autonomia, da solidariedade e da responsabilidade, fragilizando esses esteios da cultura da escola. Tiveram tempo para explorar a insegurança dos quase-professores e de os manipular. Criaram o cenário ideal para destruir a imagem dos professores mais conscientes e leais ao projeto. As reuniões foram colonizadas por assuntos de natureza administrativa, esvaziando-se de pedagogia. Quando se sentiram em maioria, os "outros" (por vezes, apoiados pelos quase-professores) chegaram mesmo a pôr em causa princípios do projecto a que (livremente!) tinham aderido, no que contaram com o beneplácito de pedagogos de gabinete e a conivência de titulares de cargos políticos. A Ponte avisa os que são professores, como, há séculos, Pestalozzi avisava: "Não sonhes com uma obra acabada. Momentos de extrema elevação se alternam com horas de desordem, de desgostos e de preocupações". Ao longo de dezenas de anos, conheci professores que acreditaram nas boas intenções dos poderes e na solidariedade dos seus pares de profissão. Vi esses professores fazerem maravilhas com os seus alunos, acreditando ser possível melhorar as escolas. Assisti às suas tentativas de sensibilização dos quase-professores. Vi os seus projetos serem destruídos pelo cinismo e a maldade dos "outros". Vi as suas vidas serem destruídas.
Nos debates públicos, predomina a tendência "politicamente correta" de ocultar a existência do que Lorraine Moureau designou pelo terço de professores que deve mudar de profissão. Pero que los hay, los hay... E serão, talvez, os maiores responsáveis pela degradação do estatuto da nobre profissão de professor e pela obsolescência da Escola.
Revista Educação (nº 117, janeiro de 2007)
Especialista em Música e em Leitura e Escrita, José Pacheco, de 52 anos, coordena desde 1976 a Escola da Ponte, instituição pública que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes. O educador português, que se diz "um louco com noções de prática", é mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Slide 2: “Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...”
Slide 3: “E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.” Rubem Alves
Slide 4: “Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.” Rubem Alves
Slide 5: “A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...
Slide 6: “É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...”
Slide 7: “Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.” Rubem Alves
Slide 8: “A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...”
Slide 9: “Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.” Rubem Alves
Slide 10: “Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”
Slide 11: “Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.” Rubem Alves
Slide 12: “Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:...”
Slide 13: “...a capacidade de se assombrar diante do banal.”
Slide 14: “Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.” Rubem Alves
Slide 15: “Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
Slide 16: ...ou para o curioso das simetrias das folhas.”
Slide 17: “Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”
Slide 18: “As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” Rubem Alves
Slide 19: “As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” Rubem Alves “Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
Slide 23: “As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.”
Slide 24: “Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
Slide 25: “Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.” Rubem Alves
Slide 26: “Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.” Rubem Alves
Slide 27: “Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.” Rubem Alves
Slide 28: “São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.”
Slide 29: “Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.” Rubem Alves
Slide 30: Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.
1 - Usar a tecnologia envolve o estudante no processo de aprendizagem. Os estudantes que usam a tecnologia se tornam participantes ativos no processo de aprendizagem, no lugar de ouvintes passivos. 2 - Usar a tecnologia elimina a maior parte de problemas com a disciplina. Quando o aluno está realmente envolvido na atividade, há pouco tempo para o problema (indisciplina). 3 - Usar a tecnologia permite que os alunos sintam que são proprietários do projeto. Quando o aluno tem a autorização para encontrar suas próprias respostas, o processo de aprendizagem torna-se muito mais interessante. 4 - Usar a tecnologia transforma o papel do professor: de perito, de autoridade para o de facilitator. O professor transforma-se em mais um participante. 5 - O uso da tecnologia é familiar aos alunos de hoje. É parte do processo de aprendizagem normal para estudantes, está em sua do “zona conforto” e os professores aprendem a usar as novas tecnologias junto com alunos. 6 - Usar a tecnologia reduz a carga de trabalho do professor. A tecnologia, como uma ferramenta, substitui papel e lápis, os estudantes podem usar a tecnologia para referência e apresentação. 7 - O uso da tecnologia permite uma transição suave da escola ao trabalho ou da escola à faculdade. A tecnologia é usada em toda parte - na matemática, na ciência, na engenharia, no transporte, nas fábricas, e em cada negócio você pode pensar. Os usos da tecnologia são ilimitados: das transações das vendas e do controle de estoque ao e-comércio. 8 - Usar a tecnologia permite a livre troca de informação. O uso difundido do processador de textos e os softwares gráficos permitem que a informação seja trocada muito mais facilmente do que sempre antes.
Eu não sei se o nome influencia na caracteristica, mas os Josés que conheci eram pais calados. E fácil ver o maior pai exemplo, O carpinteiro de Nazaré. Ou serão os carpinteiros calados. Será preciso o silêncio para talhar a madeira? Nem por isso deixaram de ensinar. Só era preciso observá-los. O que mais me marcou que eu vi um José se transformar com o passar dos anos, isso me deu esperança, A VIDA nos oferece oportunidade de mudar para o melhor. Foram exemplos, sem precisar dizer muito, pois faziam a sua parte e o resto Deus provia.