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13/12/2016

PARTITURA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL.

Projeto Musibraille destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes às dos colegas de visão normal.
A técnica de Musicografia Braille é uma das principais ferramentas que permitem essa equivalência. 
Ela foi desenvolvida em 1828 por Louis Braille, que adaptou a técnica para transcrição de textos anteriormente desenvolvida para a transcrição musical. 
Através desta técnica um texto musical de qualquer complexidade pode ser transcrito para a forma tátil e facilmente assimilado por pessoas com deficiência visual.




Para saber mais e softwere link Projeto musibraille

21/03/2014

A RELAÇÃO DOS IRMÃOS GÊMEOS, ONDE UM É DOWN


A vida e relação de irmãos, os gêmeos Guilherme, com síndrome de Down, e Rafael, sem síndrome de Down, em uma visita à creche e à casa dos irmãos. 
Fiquei emocionado ao ouvir as palavras de uma mãe ILUMINADA.








06/03/2014

A FESTA

Um vídeo emocionante que mostra o encanto do amor ao próximo.
Em Castelhano, mas dá para compreender perfeitamente...O amor é linguagem universal.


Watch more video from the Top Picks channel on Frequency

07/02/2013

MAKE-A-WISH FOUNDATION






A Make-A-Wish Brasil é uma das 37 afiliadas da Make-A-Wish® International, uma das instiituições de apoio à criança mais conhecidas e respeitadas no mundo com presença em quase 50 países. Fundada em outubro de 2008, a Make-A-Wish Brasil é certificada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e já realizou mais de 450 desejos de crianças de todo o país com o auxílio de uma a rede de 300 voluntários. A sede é em São Paulo com uma unidade em Campinas.


Missão

Nossa missão é realizar os desejos de crianças que têm suas vidas ameaçadas por doenças graves. Acreditamos que isso enriquece a experiência humana com esperança, força e alegria.
Para uma criança gravemente doente, ter um desejo realizado significa que nada é impossível. Significa recuperar a esperança e a força para continuar a lutar, esquecer tudo por um momento e ser, apenas, criança.




04/12/2012

O NATIVO DIGITAL



Um nativo digital é aquele que nasceu e cresceu com as tecnologias digitais, como é a maioria dos alunos e alunas que estão hoje nas escolas de educação básica. 
Verifica-se no Brasil que mesmo aqueles alunos e alunas de baixa renda têm algum tipo de contato com as novas tecnologias, seja nas chamadas Lan Houses, seja em programas de inclusão digital.


17/10/2012

OS 10 MITOS SOBRE AS COTAS


 1- as cotas ferem o princípio da igualdade, tal como definido no artigo 5º da Constituição, pelo qual “todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza”. São, portanto, inconstitucionais.

Na visão, entre outros juristas, dos ministros do STF, Marco Aurélio de Mello, Antonio Bandeira de Mello e Joaquim Barbosa Gomes, o princípio constitucional da igualdade, contido no art. 5º, refere-se a igualdade formal de todos os cidadãos perante a lei. A igualdade de fato é tão somente um alvo a ser atingido, devendo ser promovida, garantindo a igualdade de oportunidades como manda o art. 3º da mesma Constituição Federal. As políticas públicas de afirmação de direitos são, portanto, constitucionais e absolutamente necessárias.
2- as cotas subvertem o princípio do mérito acadêmico, único requisito que deve ser contemplado para o acesso à universidade.
Vivemos numa das sociedades mais injustas do planeta, onde o “mérito acadêmico” é apresentado como o resultado de avaliações objetivas e não contaminadas pela profunda desigualdade social existente. O vestibular está longe de ser uma prova equânime que classifica os alunos segundo sua inteligência. As oportunidades sociais ampliam e multiplicam as oportunidades educacionais.
3- as cotas constituem uma medida inócua, porque o verdadeiro problema é a péssima qualidade do ensino público no país.
É um grande erro pensar que, no campo das políticas públicas democráticas, os avanços se produzem por etapas seqüenciais: primeiro melhora a educação básica e depois se democratiza a universidade. Ambos os desafios são urgentes e precisam ser assumidos enfaticamente de forma simultânea.
4- as cotas baixam o nível acadêmico das nossas universidades.
Diversos estudos mostram que, nas universidades onde as cotas foram implementadas, não houve perda da qualidade do ensino. Universidades que adotaram cotas (como a Uneb, Unb, UFBA e UERJ) demonstraram que o desempenho acadêmico entre cotistas e não cotistas é o mesmo, não havendo diferenças consideráveis. Por outro lado, como também evidenciam numerosas pesquisas, o estímulo e a motivação são fundamentais para o bom desempenho acadêmico.
5- a sociedade brasileira é contra as cotas.
Diversas pesquisas de opinião mostram que houve um progressivo e contundente reconhecimento da importância das cotas na sociedade brasileira. Mais da metade dos reitores e reitoras das universidades federais, segundo ANDIFES, já é favorável às cotas. Pesquisas realizadas pelo Programa Políticas da Cor, na ANPED e na ANPOCS, duas das mais importantes associações científicas do Brasil, bem como em diversas universidades públicas, mostram o apoio da comunidade acadêmica às cotas, inclusive entre os professores dos cursos denominados “mais competitivos” (medicina, direito, engenharia etc). Alguns meios de comunicação e alguns jornalistas têm fustigado as políticas afirmativas e, particularmente, as cotas. Mas isso não significa, obviamente, que a sociedade brasileira as rejeita.
6- as cotas não podem incluir critérios raciais ou étnicos devido ao alto grau de miscigenação da sociedade brasileira, que impossibilita distinguir quem é negro ou branco no país.
Somos, sem dúvida nenhuma, uma sociedade mestiça, mas o valor dessa mestiçagem é meramente retórico no Brasil. Na cotidianidade, as pessoas são discriminadas pela sua cor, sua etnia, sua origem, seu sotaque, seu sexo e sua opção sexual. Quando se trata de fazer uma política pública de afirmação de direitos, nossa cor magicamente se desmancha. Mas, quando pretendemos obter um emprego, uma vaga na universidade ou, simplesmente, não ser constrangidos por arbitrariedades de todo tipo, nossa cor torna-se um fator crucial para a vantagem de alguns e desvantagens de outros. A população negra é discriminada porque grande parte dela é pobre, mas também pela cor da sua pele. No Brasil, quase a metade da população é negra. E grande parte dela é pobre, discriminada e excluída. Isto não é uma mera coincidência.
7- as cotas vão favorecer aos negros e discriminar ainda mais aos brancos pobres.
Esta é, quiçá, uma das mais perversas falácias contra as cotas. O projeto atualmente tramitando na Câmara dos Deputados, PL 73/99, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, favorece os alunos e alunas oriundos das escolas públicas, colocando como requisito uma representatividade racial e étnica equivalente à existente na região onde está situada cada universidade. Trata-se de uma criativa proposta onde se combinam os critérios sociais, raciais e étnicos. É curioso que setores que nunca defenderam o interesse dos setores populares ataquem as cotas porque agora, segundo dizem, os pobres perderão oportunidades que nunca lhes foram oferecidas. O projeto de Lei 73/99 é um avanço fundamental na construção da justiça social no país e na luta contra a discriminação social, racial e étnica.
8- as cotas vão fazer da nossa, uma sociedade racista.
O Brasil esta longe de ser uma democracia racial. No mercado de trabalho, na política, na educação, em todos os âmbitos, os/as negros/as têm menos oportunidades e possibilidades que a população branca. O racismo no Brasil está imbricado nas instituições públicas e privadas. E age de forma silenciosa. As cotas não criam o racismo. Ele já existe. As cotas ajudam a colocar em debate sua perversa presença, funcionando como uma efetiva medida anti-racista.
9- as cotas são inúteis porque o problema não é o acesso, senão a permanência.
Cotas e estratégias efetivas de permanência fazem parte de uma mesma política pública. Não se trata de fazer uma ou outra, senão ambas. As cotas não solucionam todos os problemas da universidade, são apenas uma ferramenta eficaz na democratização das oportunidades de acesso ao ensino superior para um amplo setor da sociedade excluído historicamente do mesmo. É evidente que as cotas, sem uma política de permanência, correm sérios riscos de não atingir sua meta democrática.
10- as cotas são prejudiciais para os próprios negros, já que os estigmatizam como sendo incompetentes e não merecedores do lugar que ocupam nas universidades.
Argumentações deste tipo não são freqüentes entre a população negra e, menos ainda, entre os alunos e alunas cotistas. As cotas são consideradas por eles, como uma vitória democrática, não como uma derrota na sua auto-estima, ser cotista é hoje um orgulho para estes alunos e alunas. Porque, nessa condição, há um passado de lutas, de sofrimento, de derrotas e, também, de conquistas. Há um compromisso assumido. Há um direito realizado. Hoje, como no passado, os grupos excluídos e discriminados se sentem mais e não menos reconhecidos socialmente quando seus direitos são afirmados, quando a lei cria condições efetivas para lutar contra as diversas formas de segregação. A multiplicação, nas nossas universidades, de alunos e alunas pobres, de jovens negros e negras, de filhos e filhas das mais diversas comunidades indígenas é um orgulho para todos eles.

18/02/2012

AS CORES DAS FLORES

Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. 
O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa. 
A tradução para o português foi feita para o blog "Assim como Você", de Jairo Marques.
Excelente material para tratar de inclusão educacional e social, de ensino e aprendizagem, de alteridade, de convivência em sociedade, meio ambiente, literatura.
De forma holística, valorizar o ato de educar...

31/05/2011

POR UMA INFÂNCIA SEM RACISMO

Existem aqueles que acreditam que o sistema de cotas está errado, porque cada um tem que vencer pela sua capacidade.
Como vencer sem oportunidades?
Como vencer se muitos na corrida da vida saem quilômetros à frente.
Como competir nas faculdades com quem estudou em escola particular e faz cursinhos?
Muitos desconhecem como funciona o sistema de cotas.
Existe uma classificação, todos participam no Enem, entra quem foi melhor pontuado, dentro de uma pequena porcentagem entre os cotistas. 
Mas se não há o desejo da alteridade, não percebemos a necessidade ainda da cota.


Com a campanha "Por uma infância sem racismo", o UNICEF e seus parceiros fazem um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.

Baseada na ideia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a garantir direitos de cada criança e de cada adolescente no Brasil.



27/03/2011

CONTROLE DA SÍNDROME DE TOURETTE

Uma possível cura para a síndrome de Tourette podem ser sessões de terapia comportamental durante a infância, de acordo com um novo estudo da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. A pesquisa, que utilizou imagens dos cérebros de crianças para estudar o desenvolvimento da desordem, aponta que esse órgão se desenvolve de uma forma bastante peculiar, o que pode abrir espaço para novos tratamentos que não necessitem de nenhuma droga. 

A síndrome de Tourette é uma desordem neurológica que afeta principalmente homens e começa a ser percebida durante a infância. Ela é caracterizada pela exacerbação involuntária dos conhecidos tiques nervosos: a pessoa tem reações extremas a alguns estímulos que, normalmente, outros não têm. Alguns pacientes podem responder a um susto, por exemplo, com um bater de palmas, ou há ainda aqueles que encontram outra pessoa e não conseguem manter um diálogo sem inserir, compulsoriamente, um palavrão na frase. 


A síndrome de Tourette é uma desordem neurológica herdada geneticamente que afeta uma em cada cem crianças. Ela tende a ser diagnosticada e notada pela primeira vez quando as crianças chegam aos seis ou sete anos, havendo um pique nos tiques no início da puberdade. A maioria das pessoas continuam com os sintomas por toda a vida.


PARA LER TODA A MATÉRIA ÉPOCA ONLINE 
PARA ASSISTIR O VÍDEO SINDROME DE TOURETTE EM CRIANÇAS
PARA ASSISTIR O VIDEO COM LEGENDA CLIQUE EM CC AO LADO ESTÁ ESCRITO YOUTUBE




23/01/2011

DOUG FORBIS

Doug Forbis nasceu com uma Doença muito rara chamada agenesia sacral. 
A espinha não se desenvolve  na maior parte as pessoas nascem sem pernas. 
Namora, adora esportes com cadeira de roda e quer ser professor de crianças com necessidades especiais.
 Sua condição nunca o impediu de alcançar as suas metas e atualmente trabalha como voluntário em uma ONG para adolescentes com deficiências

Vi no site MDIG
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12/11/2010

MOZART E A BALEIA

Um lindo filme que traduziram muito mal o titulo para " loucos e apaixonados", o titulo original é "Mozart e a Baleia", que tem o verdadeiro significado do filme.
Pois é como cada personagem do filme se sente.
É a história de dois apaixonados, que não tem nada de loucos.
Ele é gênio da matemática e ela artista plástica.
Nesta história entre Isabelle e Donald o que os aproxima é também o que os separa!
Donald é um homem de bom coração, com uma paixão por aves e um talento sobre-humano para números.
Donald tem uma fixação por rotinas pré-estabelecidas, peculiar dessa síndrome.
Quando a bela Isabelle se junta ao grupo que ele lidera, a vida de Donald virar-se do avesso...
O amor e as disfunções ameaçam sabotar a felicidade.


08/09/2010

O RESTO É SILÊNCIO



Um filme sobre a relação de dois jovens surdos, e a relação com o mundo.
A poesia e a dança numa linguagem de um mundo que só o silencio nos faz entender. Existe poesia nas mãos, nas luzes...Basta ter olhos para ver.

O filme ganhou em 2003 no 31º Festival de Gramado os prêmios de Melhor Roteiro de Curta Metragem para Paulo Halm, que também dirigiu o filme, e o prêmio de Melhor Ator de Curta Metragem para Valdo Nóbrega.



Lucas, adolescente surdo, leva uma vida solitária, voltado apenas para livros e poesia.
Até o dia em que Clara, também surda, vai estudar na escola de Lucas.
A partir do encontro com a garota, a vida de Lucas mudará totalmente.
 O filme é totalmente falado na língua de sinais (Libras) e interpretado por adolescentes surdos. 35mm, 2003, cor, 22min

25/08/2010

O QUE MUDOU EM 16 ANOS



“As escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, lingüísticas ou outras.

Neste conceito devem incluir-se crianças com deficiências ou superdotadas, crianças de rua ou crianças que trabalham, crianças de populações imigradas ou nômades, crianças de minorias lingüísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais”

Declaração de Salamanca, UNESCO, 1994




No Brasil, mais de 4,1 milhões de crianças e jovens em idade escolar (de 4 a 17 anos) estão fora das salas de aula. A informação é da secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria do Pilar Lacerda, baseada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).




Deste total, 3,5 milhões têm 4 ou 5 anos ou já são adolescentes com 15 a 17 anos. A inclusão destas duas faixas etárias no sistema de ensino passou a ser obrigatória somente a partir do ano passado, com a aprovação da Emenda Constitucional 59 – que também determinou o fim gradual da DRU (Desvinculação das Receitas da União). Os Estados e municípios têm prazo até 2016 para fazer a inclusão destes potenciais alunos no sistema de ensino.


De acordo com Pilar, outros 680 mil jovens, com 7 a 14 anos, também não frequentam as salas de aula. “Eles são 2% das crianças nessa faixa etária, que o governo faz busca ativa para incluir”, afirma. Esta faixa etária, no entanto, já deveria estar integralmente incluída nos colégios de todo o país.


A secretaria explica que estes 680 mil não matriculados são, em sua maioria, pessoas com deficiências, jovens do campo ou de populações ribeirinhas, com dificuldades de acesso à rede.


Cerca de 100 milhões de crianças, em todo o mundo, não estão escolarizadas, segundo os dados de um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A África se destaca, entretanto, como tendo quase a metade do total mundial das crianças fora da escola, ou seja, 45 milhões.

15/08/2010

PENSAMENTOS DE GABRIELA BRIMMER


"Você sabe o que é ter paralisia cerebral?







Você tem tanta inteligência, tantas esperanças e sonhos como qualquer outra pessoa, mas dentro de um corpo que não responde, não obedecem as mãos, as pernas que não querem caminhar, a linguagem não pode expressar os pensamentos e, muitas vezes, você sente a rejeição pessoas que não fazem, ou entendem.







Você sonha em ser amada como mulher e confrontar o que é quase impossível para uma criança e quer abraçar e amar, chorar muito, mas não consegue o que outras mulheres não apreciam. "

23/05/2010

PAI NOSSO EM LIBRAS

Que maravilha, o Pai Nosso em libras.








Como sempre, a simplicidade ao meu gosto sempre ganha, pena que o vídeo não vai até o final, mas os gestos da menina são da linguagem do coração.

18/05/2010

SÉRIE X INCLUSÃO

Série não rima com inclusão


José Pacheco

Deficientes são as práticas escolares que se baseiam no pressuposto de que somos todos iguais, que tornam homogêneo o que é diverso, mascarando ou negando as diferenças Jovens "diferentes" acorrem às escolas por via de um processo de massificação ou na justa reivindicação da prática de direitos humanos fundamentais.

Contudo, ainda há quem trate os "desiguais" como se fossem iguais. E quem me confidencie vivências que
confirmam processos de exclusão: "A tristeza vem quando me deparo com a realidade das nossas escolas. Pergunto-me por que será que muitos professores resistem tanto a uma pedagogia diferenciada, que gere inclusão, quando, para mim e para tantos outros professores, a sua pertinência é tão óbvia".

Há mais de meio século, Élise Freinet colocava a seguinte questão: "Como será uma aula na qual os alunos não farão, todos ao mesmo tempo, a mesma coisa?

Como regular todo o trabalho escolar?".

Élise Freinet tinha consciência da obsolescência da organização do trabalho escolar centrada em aulas dadas para um (inexistente) "aluno médio", em tempos iguais para todos.

Preocupava-se com a imposição de ritmo único a alunos que denotavam diferentes ritmos. E, há uma década, um estudo "descobriu" que a maioria das escolas imputava o insucesso dos alunos apenas à sua origem sociocultural e à falta de formação dos professores. O estudo a que me reporto confirmou o óbvio: a predominância do método expositivo nas escolas, a disposição dos alunos em filas voltadas para o professor e o fato de que "não é visível a existência de estratégias específicas para potencializar a aprendizagem dos alunos com ritmos mais lentos".

Esse estudo concluiu que as práticas de ensino vigentes beneficiam alunos que acompanham, sem grandes dificuldades, ritmos intensos de lecionação e que a preocupação maior é a de preparar os alunos para fazer provas e exames.

Quem se preocupa com a impunidade dos que, ano após ano, "põem de lado" e "deixam para trás" os alunos que "não acompanham" o "ritmo da turma"? (Coloco os absurdos entre aspas.) Quem se preocupa com a impunidade dos que se outorgam "o direito de não querer mudar", quando sabemos que este não querer condena sucessivas gerações de alunos à exclusão e ao abandono?

Provavelmente, os adeptos do pensamento único vão desdenhar, recorrendo a uma metafísica da legitimação que se assenta no inquestionável princípio que diz que a culpa é do sistema, ou das "teorias das ciências da educação", "teorias" que os habituais detratores não sabem dizer quais sejam, ou onde tenham tradução prática. Em um ponto terão razão nos seus comentários: muitas escolas não dão resposta à diferença, porque (como é comum ouvir) "os professores não podem ocupar-se do resto da turma se o deficiente estiver a estorvar".

Não passa pela cabeça dessas pessoas que haja outros modos de organizar o trabalho escolar?

Não se trata de encaixar um "deficiente" (eu não utilizo essa denominação, mas é assim que os tratam) em dada turma para reduzir o número de alunos dessa turma, ou para produzir caricaturas de inclusão. A "diferença" é normal, não é deficiente. A sociedade é formada por identidades plurais, particularidades, especificidades. Anormal é pautar o trabalho escolar pela igualdade. Deficientes são as práticas escolares que se baseiam no pressuposto de que somos todos iguais, que tornam homogêneo o que é diverso, mascarando ou negando as diferenças.

A forma como se organizam muitas escolas não permite, efetivamente, dar resposta aos diferentes.Para que se concretize a inclusão, é indispensável a alteração do modo como muitas escolas estão organizadas. Para que a inclusão passe a ser mais do que um enfeite de teses, será preciso interrogar práticas educativas dominantes e hegemônicas. Será preciso reconfigurar as escolas. Quando serão postos em prática os princípios de escola inclusiva enunciados, há dez anos, na Conferência de Salamanca?

Quando se deixará de centrar o problema no aluno para centrá-lo em uma gestão diversificada do currículo?
Quando cessará a intervenção do especialista em um canto da sala de aula e se integrará esse especialista em uma equipe de projeto? Quando se concretizará uma efetiva diversificação das aprendizagens, que tenha por referência uma política de direitos humanos, que garanta oportunidades educacionais e de realização pessoal para todos?

Eu sei que é possível concretizar a utopia de uma escola que dê garantias de acesso e de sucesso a todos. na prática. E que haverá muitas maneiras de realizar a utopia. Também sei e afirmo (por maior desassossego que possa causar) que é impossível haver inclusão em escolas de professor sozinho na sala de aula, de sinal impondo ritmos únicos, e organizadas em séries. Série não rima com inclusão...

Sabemos que há muitos professores conscientes da falência do tradicional modelo de organização e de que urge reconfigurar as escolas para atenderem à diversidade. É urgente ajustar a gestão do espaço e do tempo escolar à medida de cada criança no ofício de aluno. Sem risco de redundância, repito: de cada criança! Não me preocupa poder ser considerado enfático, pois é preciso reafirmar que cada cada deve poder ser
Cada ser humano é único e irrepetível. "Quando cada cada for cada qual" e os professores deixarem de ensinar a todos como se fossem um só, quase todas as causas no insucesso estarão erradicadas.

A aceitação da diversidade exige o desenvolvimento de uma pedagogia diferenciada. A escola atual confronta-se com uma grande heterogeneidade social e cultural. Essa realidade implica uma outra concepção de organização escolar, que ultrapasse a via da uniformidade e que reconheça o direito à diferença. É preciso - e urgente! - agir no nível das práticas pedagógicas, das estruturas e organização das escolas.

De acordo com a declaração de Salamanca, os alunos com "necessidades educacionais especiais" devem ter acesso à escola normal, a qual deve acomodá-las em uma pedagogia centrada na criança capaz de atender às suas necessidades. Todas as crianças têm o direito de serem educadas em escolas predominantes, independentemente de suas deficiências ou de suas necessidades educacionais especiais (Unesco, 1995). Porém, muitas práticas educativas ainda denotam olhares sobre os "diferentes" alicerçados em oposições como normalidade/anormalidade, completude/incompletude. Refletem homogeneização e naturalização das diferenças mediante representações do que falta nos corpos, nas mentes, nas linguagens...

A teoria dos dotes não poderá continuar sendo álibi do sofrimento de professores e alunos. As causas socioeconômicas ou sociais não são as únicas. Também há causas de origem socioinstitucional. E as escolas somente poderão identificá-las à medida que os educadores tenham uma formação que lhes permita exercer sentido crítico relativo ao exercício de sua profissão. Aqui chegados, importa reconhecer o papel fundamental das instituições de formação inicial dos professores.

As escolas de formação qualificam os professores para oferecer uma educação de qualidade para todos?
Se assumirmos o princípio do isomorfismo na formação - o modo como o professor aprende é o modo como o professor ensina - custa crer que isso aconteça. A matriz universitária mantém-se cativa de modelos de formação em tudo contrários a uma idéia de inclusão. O multiculturalismo profusamente estudado em muitas faculdades ainda não logrou ir além do reconhecimento da diversidade como algo exótico, não
questionou a gênese das diferenças, os estereótipos e preconceitos de uma sociedade desigual e excludente.

Felizmente para os "desiguais", nem todas as universidades e escolas são "iguais". E eu acredito no potencial transformador dos professores que ousam interrogar práticas hegemônicas e reelaborar a sua cultura pessoal e profissional.
José Pacheco é mestre em Educação.


Referência: Ano VI - Nº 16 - Caminhos da inclusão - Março à Junho 2008
Do site
http://www.revistapatio.com.br/sumario_conteudo.aspx?id=200

30/04/2010

A INCLUSÃO DE MATEUS

"A inclusão escolar começa
na alma do professor,
contagia seus sonhos e amplia seus ideais.
A utopia pode ter muitos defeitos,
mas pelo menos,
uma virtude tem:
ela nos faz caminhar."
Eugênio Cunha

PARA CONHECER O BLOG DE EUGÊNIO DA CUNHA


Conheça a história de Matheus Santana da Silva, 14 anos, autista. Ele estuda em uma turma regular de escola pública em São Paulo desde a 1a série.

PARA CONHECER A HISTÓRIA DE MATEUS   A inclusão que ensina

10/03/2010

O LADO CEGO OU UM SONHO POSSÍVEL

Em 'Um Sonho Possível', o adolescente Michael Oher (QUINTON AARON) sobrevive sozinho, vivendo como um sem-teto, quando é encontrado na rua por Leigh Anne Tuohy (SANDRA BULLOCK).
Tomando conhecimento de que o garoto é colega de turma de sua filha, Leigh Anne insiste que Michael — que veste apenas bermuda e camiseta em pleno inverno — deixe-a resgatá-lo do frio.
Sem hesitar por um momento sequer, ela o convida a passar a noite em sua casa.
O que começa com um gesto de bondade evolui para algo maior, pois Michael passa a fazer parte da família Tuohy, apesar de terem origens bem diferentes.Vivendo no novo ambiente, o adolescente tem de encarar outros desafios. E à medida que a família ajuda Michael a desenvolver todo o seu potencial, tanto no campo de futebol americano quanto fora dele, a presença de Michael na vida da família Tuohy conduz todos por uma jornada de autodescoberta




27/02/2010

FERNANDA HONORATTO

Fernanda Honoratto no Programa do Jô.
Fernanda é a primeira com trissomia 21 (síndrome de down) a tornar-se repórter, e dá uma lição ao contar a sua história de vida, de como venceu o preconceito.






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