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04/10/2021

MEU EMULO

Aprendi com José Pacheco, que um educador tem que ter um referencial para a sua VIDA, e por coincidências o nosso Emulo é São Francisco de Assis, este homem "mexe com minha Alma".
Não é para menos que sou fã incondicional de José Pacheco.
Essa música e letra tem um significado sem igual, faz nos pensar, pois mais solidão que possamos ter na Alma, e "Doce saber que não estamos sozinhos".




Doce é sentir em meu coração
Que humildemente vai nascendo o amor.
Doce é saber, não estou sozinho,
Sou parte de uma imensa vida,
Que generosa reluz em torno de mim,
Imenso Dom do teu amor sem fim.
O Céu nos destes e as Estrelas claras,
Nosso Irmão Sol, nossa Irmã a Luz
Nossa Mãe Terra com frutos, campos, flores.
O Fogo e o Vento, o Ar e a Água pura,
Fonte de Vida de tuas criaturas,
Imenso Dom do teu amor sem fim!

05/05/2021

CARÁTER



“Nunca devemos julgar um homem pela cor de sua pele, mas sim, pelo conteúdo de seu caráter” Martin Luther King Jr.


O caráter em psicologia é o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade, é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento.
O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral; seu gênio, humor, temperamento, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais.

Caráter é a soma de hábitos, virtudes e vícios, é a imagem interior de uma pessoa.

Caráter, em sua definição mais simples, resume-se em índole ou firmeza de vontade.

30/03/2021

TRISTE ANIVERSÁRIO DO GOLPE DE 1964

Movimento político-militar deflagrado em 31 de março de 1964 com o objetivo de depor o governo do presidente João Goulart. Sua vitória acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Todos os cinco presidentes militares que se sucederam desde então declararam-se herdeiros e continuadores da Revolução de 1964.



Estende-se até o final do processo de abertura política, em 1985. É marcado por autoritarismo, supressão dos direitos constitucionais, perseguição policial e militar, prisão e tortura dos opositores e pela censura prévia aos meios de comunicação.

o empresariado, parte da Igreja Católica, a oficialidade militar e os partidos de oposição, liderados pela União Democrática Nacional (UDN) e pelo Partido Social Democrático (PSD responsabilizam Goulart pela carestia e pelo desabastecimento.

No dia 31 de março, tropas saídas de Minas Gerais e São Paulo avançam sobre o Rio, onde o governo federal conta com o apoio de setores importantes da oficialidade e das Forças Armadas. Para evitar a guerra civil, Goulart abandona o país e refugia-se no Uruguai.

No dia 1º de abril, o Congresso Nacional declara a vacância da Presidência. Os comandantes militares assumem o poder. Em 9 de abril é decretado o Ato Institucional Nº 1 (AI-1), que cassa mandatos e suspende a imunidade parlamentar, a vitaliciedade dos magistrados, a estabilidade dos funcionários públicos e outros direitos constitucionais.

19/03/2021

ENSINE PELO EXEMPLO

Ensine pelo Exemplo" é um local onde uma simples declaração pode ser muito profunda.
O jovem tem o pensamento de que "tudo o que ele fez foi manter a luz", mas agora, olhando para trás como um adulto, ele vê a sabedoria que seu pai estava compartilhando com ele, e como era importante servir.

PASSE ADIANTE...PARA UMA VIDA MELHOR

21/11/2020

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA


Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.

Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.

Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.

A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir.
Mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação.

Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:

- O que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente:

- A senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:

- Servi sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos.

Todos pensaram que ele iria brigar. Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente:

- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!


13/01/2017

INDULGÊNCIA

A indulgência atrai, acalma, reergue.

O rigor desencoraja, afasta e irrita.


A indulgência não vê defeitos.

Se vê, evita falar deles.

Se fala, não tem censura nos lábios,

Mas somente conselhos e

Freqüentemente... Velados.



Indulgência - Virtude - s.f. Facilidade em perdoar os erros dos outros: Clemência, tolerância. / Indulto, perdão. /

18/11/2016

ROSA PARKS


 por Adriana Maximiliano DO SITE HISTÓRIA ABRIL.


No estado americano de Michigan, a primeira segunda-feira depois do dia 4 de fevereiro sempre é feriado. 
Dia de Rosa Parks. 
Ela se tornou a primeira pessoa de seu país a conquistar tal honraria em vida.
 Logo virão outras homenagens, mas, infelizmente, Rosa não estará mais presente para recebê-las. 
Na noite do último dia 24 de outubro, a chamada “mãe do movimento pelos direitos civis” morreu de causas naturais, na cidade de Detroit, Michigan, onde vivia desde 1957. 
Entre dezenas de prêmios, ela recebeu do então presidente Bill Clinton, em 1999, a Medalha Presidencial da Liberdade – a maior condecoração oficial que um civil americano pode ganhar.




Tudo começou em Montgomery, no Alabama. 
Nos anos 50, o sul dos Estados Unidos não era nada agradável para uma senhora negra de 42 anos. 
Muitos estados ainda viviam sob segregação racial legalizada, que incluía destinar os assentos traseiros dos ônibus aos negros e os dianteiros aos brancos. 
Se faltassem lugares, os negros tinham que ir em pé, na parte de trás. 
No dia 1o de dezembro de 1955, a costureira Rosa Parks saiu do trabalho numa loja de departamentos e sentou no primeiro banco para “pessoas de cor”, no meio do ônibus.






Três paradas depois, o veículo encheu e faltou lugar para um homem branco.
 O motorista ordenou que quatro passageiros negros cedessem seus lugares, mas Rosa continuou sentada.
 Em vez de ir para casa, ela foi para a prisão.
 Acabou sendo considerada culpada, pagou fiança e, dias depois, perdeu o emprego. 
O caso foi o estopim para que, sob a liderança de Martin Luther King Jr. (até então um desconhecido pastor local), a comunidade negra de Montgomery decidisse boicotar os ônibus. 
O caso repercutiu em todo o país e, em 21 de dezembro de 1956, a Suprema Corte declarou inconstitucionais as leis racistas do Alabama. 
Nesta entrevista, concedida no início de outubro, Rosa falou sobre essa primeira vitória – e sobre sua incansável luta contra o preconceito.



História - Já se passaram 50 anos desde o dia em que a senhora se negou a dar o lugar para um homem branco num ônibus de Montgomery.
O que mudou na vida do negro americano neste meio século?




Rosa Parks - As relações raciais melhoraram muito. 
Quando aconteceu o incidente do ônibus, a escravidão já tinha terminado havia quase um século (a abolição nos Estados Unidos aconteceu no dia 6 de dezembro de 1865 ), mas os negros ainda não podiam freqüentar os mesmos restaurantes que os brancos, as mesmas escolas, os mesmos mercados... 
Nem mesmo votar ou sentar nos mesmos assentos do ônibus. 
Vivíamos uma segregação racial legalizada e andávamos de cabeça baixa. 
Os brancos pensavam que eram superiores e não houve um único dia em que eu não tenha me sentido humilhada. 
Hoje, temos os mesmos direitos que eles.
 Mas ainda há muita desigualdade e injustiça. 
O caminho é longo.

Nos seus livros Rosa Parks: My Story e Quiet Strength (“Rosa Parks: Minha História” e “Força Silenciosa”, ambos inéditos em português) , a senhora deixa a impressão de que o incidente do ônibus não foi surpresa para ninguém, já era esperado.
 A senhora sabia o que estava por vir?

Eu não imaginava que ficaria envolvida até o pescoço no Movimento Pelos Direitos Civis e muito menos que meu ato naquele dia teria um impacto tão grande. 
Mas já ansiava e lutava por mudanças há muito tempo. 
Nós éramos maioria, o sistema de ônibus dependia da gente. 
E obedecíamos às regras deles sem questionar. 
Anos antes do incidente que deu origem ao boicote, eu tive problemas com o mesmo motorista (todos os passageiros negros eram obrigados a entrar pela porta da frente para pagar a passagem, sair do ônibus e entrar de novo por trás. 
Não era raro o motorista ir embora antes que todos tivessem entrado.
Em 1955, estávamos mais unidos e conseguimos chamar a atenção de todos para a minha prisão, a nossa situação e, claro, para o boicote.
 O incidente não foi planejado, mas já era esperado por causa de toda a tensão que havia entre negros e brancos na época.

Quais são as lembranças que a senhora tem dos 381 dias de boicote?

A cada dia, eu sentia nosso povo mais unido. Martin Luther King Jr. (porta-voz do movimento) comoveu o país com a nossa causa e, apesar da resistência dos brancos, eu não tinha dúvida de que venceríamos.
 Nós tínhamos outras opções, como ir a pé ou de carona para o trabalho.
 Já o sistema de transporte não, pois poucos brancos andavam de ônibus.
 Sem os negros, os prejuízos foram enormes.
 Eu perdi meu emprego pouco depois do início do boicote e passei a trabalhar em casa, me dedicando totalmente à luta pelos direitos civis. 
Para todo o nosso povo, foi um período difícil, mas cheio de esperança.


Mas os problemas dos negros não acabaram junto com o fim do boicote.
 Em 1957, a senhora teve que se mudar para Detroit com seu marido, por causa das constantes ameaças de morte em Montgomery.
Trinta anos mais tarde, criou o Instituto Rosa Raymond Parks para o auto desenvolvimento. 
Quando a senhora acha que a luta vai acabar?

Enquanto existir gente que não acredita em liberdade e justiça para todos, meu trabalho não terá terminado.

Como é o trabalho do Instituto?

Temos uma pequena equipe e muitos voluntários maravilhosos.
 Desde 1987, trabalhamos com mais de 6 mil crianças e jovens entre 11 e 17 anos. São pessoas de diferentes etnias e origens. 
O programa Pathways to Freedom (“Caminhos para a Liberdade”), por exemplo, reúne jovens do mundo inteiro no verão. 
Nosso trabalho é fazer com que cada um descubra o que há de melhor em si mesmo.

Aos 92 anos, a senhora continua participando de eventos do Instituto. Essa luta nunca a cansou?



Nunca. Tenho um amor verdadeiro pela minha causa, o que não me deixa cansar. 

Dediquei 17 anos da minha vida ao Instituto. 
Há três anos me aposentei, porque tinha certeza de que meu projeto seguiria firme com as pessoas que estão lá.
 Mas, sempre que posso, participo de encontros com jovens do Instituto. 
Acho que é importante para eles conhecerem de perto minha história. 
São sempre encontros emocionantes.

A senhora recebe os jovens na sua casa, em Detroit?

Minha casa era a sede do Instituto em 1987, quando eu e Elaine (Elaine Eason Steele, amiga de Rosa Parks há mais de 40 anos) o fundamos. 
No ano seguinte, ele passou para a Cadillac Square, também em Detroit. 
Mas minha casa até hoje é um local de reuniões para jovens e idosos.




Um estudo da Universidade de Harvard, o Civil Rights Project (“Projeto sobre Direitos Civis”), revelou que as escolas americanas estão sofrendo uma nova segregação racial desde o “Caso Dowell”, de 1991, quando a Suprema Corte americana autorizou a volta do zoneamento das escolas por bairros. 
Em dez anos, a integração de negros nas escolas de maioria branca caiu 10%. 
Como a senhora vê esse fenômeno?

Com um desgosto terrível. É um pesadelo ver crianças crescendo separadas por raças.

O que a senhora acha dos jovens que participam de organizações racistas espalhadas por todo o seu país – e pelo mundo –, como os neo-nazistas e os seguidores da Ku Klux Kan?

Eles não sabem que quem sente ódio está destruindo tanto o outro quanto a si mesmo. 
Mas eu estou conscientede que sempre vai haver sofrimento no mundo e pessoas que escolhem odiar. 
Por isso é importante ouvir a voz da paz. 
Eu acho que nós perdemos gerações quando não enchemos os corações dos jovens de paz e de objetivos positivos.

Qual a imagem que a senhora tem de Martin Luther King Jr.?

A de um homem forte, carismático e determinado a dar a vida pelos seus ideais.
 Eu não estaria dando esta entrevista agora se meu caminho não tivesse cruzado com o de Martin Luther King no episódio do ônibus.

Entre os políticos e artistas negros que estão em evidência hoje, há alguém que a senhora admire pela luta contra o racismo nos Estados Unidos?

São muitos e, infelizmente, nem todos são conhecidos da grande mídia. 
É melhor nem começar a listar. 
Estou com 92 anos e, você sabe, a chance de a memória falhar e eu esquecer alguém é grande.

11/10/2016

INDULGÊNCIA

A indulgência atrai, acalma, reergue.


O rigor desencoraja, afasta e irrita.

A indulgência não vê defeitos.

Se vê, evita falar deles.

Se fala, não tem censura nos lábios,

Mas somente conselhos e

Freqüentemente... Velados.



Indulgência - Virtude - s.f. Facilidade em perdoar os erros dos outros: Clemência, tolerância. / Indulto, perdão. /

27/04/2016

ALGUÉM SABERIA A DIFERENÇA



Um pai levava seus dois garotos para jogar minigolfe.
Na bilheteria, quis saber o preço.
- Cinco dólares para os adultos, três para maiores de seis anos.
Abaixo de seis anos, a entrada é gratuita.
- Bem, um deles tem três, e o outro, sete.
Então pago a do mais velho.
- Você é tolo, disse o bilheteiro.
Podia ter economizado três dólares, dizendo que o mais velho tinha menos de seis.
Eu nunca saberia a diferença.
- Pode ser. Mas os garotos saberiam.
E o mau exemplo ficaria gravado para sempre.

26/04/2016

SIM PRO AMOR

A profundidade de quem viveu para contar uma história.
Aborto Jamais... Essa voz
De onde vem
Você não sabe e não saberá
Essa luz
Pra onde vai
Só quem ama consegue enxergar
Não se arranca uma flor de um jardim
Só pra não ter que proteger
Que regar
Uma vida é mais que um bem
É um dom
Quem é capaz de explicar?

É pra cuidar
E zelar por seu destino
Pelo mundo
É pra amar
Nem que seja pra viver
Só um segundo

Seja o que for
Eu digo sim pro amor

25/04/2016

O BOI QUE VOAVA


Contam os fastos da Ordem de São Domingos que, achando-se Santo Tomás de Aquino em sua cela, no Convento de São Tiago, curvado sobre obscuros manuscritos medievais, ali entrou, de repente, um frade folgazão, o qual foi exclamando com escândalo:
- Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!
Tranqüilamente, o grande doutor da Igreja ergueu-se do seu banco, deixou a cela, e, indo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, a mão em pala sobre os olhos fatigados do estudo. 
Ao vê-lo assim o frade jovial desatou a rir com estrépito.
- Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditar que um boi pudesse voar?
- Por que não, meu irmão? 
Retrucou Tomás de Aquino.
E com a mesma singeleza, flor da sabedoria:
- Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um religioso pudesse mentir.

  HUMBERTO DE CAMPOS - Escritor, jornalista e político brasileiro - 1886-1934.

DEFINIÇÃO DO AMOR


O amor

é a alma

da caridade!

23/12/2015

A LONGA ESPERA PARA O DIA DE NATAL

Para presentes que você não pode esperar para dar. 
Há algo ainda mais maravilhoso do que receber o presente perfeito,  é saber que você encontrou o presente perfeito para alguém que você ama.



07/08/2015

FORMAÇÃO PARA A VIDA

Reinaldo era um jovem príncipe, herdeiro de um grande reino.
Toda manhã, ao Despertar, recebia uma lista de tarefas que devia cumprir.
Tarefas que o deixavam muito zangado, porque iam desde limpar os seus sapatos e vestes reais, organizar brinquedos e jogos, até lavar e escovar seu cavalo e organizar o seu quarto.
Embora não gostasse, em respeito a seu pai, o rei, ele obedecia.
Mas não deixava de ficar olhando as terras e os campos infindáveis que pertenciam à
sua família, também os rebanhos, palácios e os súditos.

No palácio, onde vivia, existiam muitos criados prontos para executar todas ss tarefas. Por isso mesmo é que o príncipe não entendia porque ele mesmo tinha que limpar os seus sapatos.
Certo dia, ele foi convidado a visitar um pequeno reino para conhecer um príncipe de sua idade, com o intuito de estreitar amizade.
O contato com o herdeiro daquele reino fez Reinaldo pensar ainda mais em como ele era injustiçado.
É que aquele príncipe tinha a seu serviço três servos.
Até o banho era preparado por um deles.
Nada de tarefas a cumprir.
Era só dar ordens.

Quando regressou para sua casa, Reinaldo foi logo falar com seu pai:
"Não entendo", disse ele, "porque o senhor faz isso comigo.
Sou seu único filho e herdeiro. Por que devo cumprir tarefas? Devo ser motivo de risos entre todo o povo."
Vi hoje, no reino vizinho, o que um verdadeiro herdeiro deve fazer: somente dar ordens."
O rei, paciente, perguntou ao filho: "como era o reino que você visitou?
Era Grande como o nosso?"
"É claro que não, pai. É muito menor que o nosso, mais pobre, tem menos súditos e o castelo real é dez vezes menor que o nosso."
"Veja bem, pai: se num reino pobre, o príncipe pode ter três criados para servi-lo, porque eu, num reino tão rico, devo fazer trabalho de criado?"
"Pois é, meu filho. Saiba que há anos atrás, o reino vizinho era vinte vezes maior do que o nosso. Nós crescemos, fomos ampliando e o reinado vizinho foi perdendo território."
"Seu avô sempre me dizia: 'se você não pode sequer limpar os próprios sapatos, como poderá cuidar de todo um reino?

Se você não é capaz de organizar seu próprio quarto, como irá governar todo um povo?"
As tarefas simples, Reinaldo, nos educam, nos preparam para executar as maiores. Para comandar é preciso saber fazer.
Até mesmo para exigir qualidade.
Se você nunca lavou as próprias vestes, como saberá se o outro as lavou bem?
Apenas aceitará o que lhe entregam, da forma que vier.
Os seus antepassados foram comprando as terras do reino vizinho, que as perdeu por não saber administrar.
Talvez falte ensinar aos príncipes herdeiros lições de humildade, da importância do trabalho simples, diário.
O que me diz, filho amado?"
O menino pensou um pouco, e declarou: "digo que tenho uma lista de tarefas para executar agora, e começarei limpando os sapatos que se sujaram de lama pelo caminho."
***
Não permita que seu filho se torne um incapaz, em razão do descaso em sua educação.
Não o prepare para os tempos de facilidade e abastança, mas para os dias de necessidade e carência, de modo que a incapacidade não o mutile.
Prepare-o na arte de auxiliar, de prestar colaboração, todos os dias.
Logo mais, ele andará sem você pelos caminhos do mundo.
Ensine-o a andar com
Seus próprios pés, seguro e confiante.

24/04/2015

SINCERIDADE

Quem tem essa virtude manifesta, se é conveniente, à pessoa idônea e no momento adequado, o que fez, o que viu, o que pensa, o que sente, etc., com clareza, com respeito a sua situação pessoal ou a dos demais.

A EDUCAÇÃO DA SINCERIDADE


1. Ensino aos filhos/alunos a ser sinceros consigo próprios, mediante uma ajuda no descobrimento de suas possibilidades e limitações pessoais.

(Não é possível manifestar a verdade se previamente não se sabe o que há que manifestar).

2. Ensino aos filhos/alunos quais são os valores importantes na vida, de tal maneira que possam fixar-se no importante e não no secundário.

(Por exemplo, se não mostro ao filho/aluno que seus sentimentos são importantes, é possível que não se fixe neles, nem chegue a manifestá-los nunca).

3. Em minha atuação habitual com os meninos/as, tendo a premiar a sinceridade.

(Se se utilizam castigos como conseqüência de que algum menino/a tenha contado a verdade, é possível que não queira continuar sendo sincero no futuro).

4. Me baseio na sinceridade dos filhos/alunos para a seguir orientar-lhes.

(A orientação deve ser personalizada, e portanto necessita de uma informação correta com respeito ao filho/aluno. Não se trata de orientar genericamente sem conhecer a realidade de cada um).

5. Prefiro confiar no que dizem os filhos/alunos sem ser ingênuo, mas sem mostrar desconfiança continuamente.

(Se estimula a sinceridade mediante expressões de confiança. A desconfiança conduz a mentir e a falsificar a realidade).

6. Me preocupo de ajudar aos adolescentes a reconhecer os aspectos mais importantes de suas vidas.

("Importante" significa qualquer coisa que pode influir de uma maneira significativa nos valores que se querem viver na vida).

7. Ajudo às crianças a distinguir entre a realidade e a fantasia.

(É importante que as crianças desenvolvam sua imaginação, mas não convém mesclar a realidade e a fantasia).

8. Estou pendente dos filhos/alunos que contam muito, com o fim de que vão compreendendo que se trata de contar as coisas à pessoa adequada e no momento oportuno.

(Talvez haverá que explicar os resultados, ou os possíveis resultados, de haver contado uma informação inadequada. Por exemplo, o desgosto de um irmão ou a humilhação de um amigo).

9. Crio situações para que os filhos/alunos que têm dificuldades de expressar-se possam fazê-lo com a máxima confiança.

(Muitas vezes isto significa fazer coisas juntos. Assim, a atenção dos dois estará centrada na ação, e se poderá expor o tema e estimular a comunicação).

10. Tento conhecer a causa das mentiras de meus filhos/alunos, se é o caso, com o fim de atuar sobre essa causa.

(Por exemplo, as crianças podem sentir-se com necessidade de mentir para serem iguais a seus colegas, ou querer ser mais, ou podem temer um possível castigo).


A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A SINCERIDADE


11. Tento criar um clima aberto de comunicação e confiança na família ou na classe com o fim de que os filhos/alunos vivam a sinceridade.

(De fato, viver qualquer virtude requer que haja um ambiente de "virtude". Todas estão relacionadas. E é necessário vivê-Ias com naturalidade mais que planificá-las).

12. Reconheço minha própria realidade, minhas qualidades, minhas limitações, e possíveis preconceitos e tenho claro o que é importante.

(Se não se tem claro o que é importante, e como alguém o é, tampouco se poderá ajudar aos filhos/alunos a reconhecer essas coisas em suas próprias vidas. Sem reconhecer a própria realidade não é possível manifestá-la).

13. Reconheço que o mais importante é ser filho de Deus e tentar melhorar de acordo com uma visão objetiva do que é bom.

(É possível reconhecer a própria realidade de uma maneira limitada. Por exemplo, fixando-se nos próprios gostos e caprichos e algo mais. Desta maneira a manifestação da verdade será insuficiente e não conduzirá a uma melhora pessoal).

14. Habitualmente manifesto os diferentes aspectos da realidade que percebi à pessoa idônea.

(Não se trata de contar tudo a qualquer pessoa. Por exemplo, será conveniente compartilhar algumas coisas com o cônjuge ou com um amigo íntimo, outras com os colegas ou com os conhecidos).

15. Habitualmente manifesto os diferentes aspectos da realidade que percebo no momento oportuno.

(Não se trata de contar as coisas em qualquer momento. A virtude da sinceridade deve ser governada pela prudência).

16. Quando compartilho informação, idéias, sentimentos etc. sobre aspectos da realidade que conheço, o faço buscando a possibilidade de enriquecer a outros ou buscando uma ajuda para meu próprio processo de melhora.

(Não se trata de estar consciente em cada momento da melhora que se pretende mas sim, em troca, convém reconhecer que a sinceridade pretende este tipo de enriquecimento. Não se trata de contar tudo a qualquer pessoa e em qualquer momento).

17. Ao manifestar o que sei, o que penso, o que vi, etc., o faço prudentemente e com clareza.

(A sinceridade requer prudência, mas também a caridade para pensar no bem dos demais).

18. Baseio minha sinceridade na confiança e na naturalidade.

(Não se trata de criar "estratégias" de sinceridade, mas entretanto, relacionar a ação com a simplicidade, a franqueza e a honradez).

19. Cuido de que meu exemplo seja positivo para os filhos/alunos sem mentir nem encobrir a verdade com intenção de induzir ao erro.

(Por exemplo: "Diga-lhes que não estou em casa", "Vou ver o jogo mas ligue ao meu trabalho e diga-lhes que estou doente").

20. Reconheço as ocasiões em que não posso nem devo manifestar a verdade.

(Por exemplo, o segredo profissional, mas também saber guardar um segredo ou não contar algo da intimidade familiar desnecessariamente a outros).

18/04/2015

A SITUAÇÃO INDÍGENA NO BRASIL


Daniel Munduruku fala sobre a situação indígena no Brasil.



Daniel Munduruku, índio da tribo Munduruku, é graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia e é doutorando em Educação na Universidade de São Paulo.
É autor conhecido nacional e internacionalmente.
Vários de seus livros receberam prêmios no Brasil e no exterior..

Para conhecer o seu site DANIEL MUNDURUKU






11/09/2014

BONDADE

"Pequenos atos de bondade,

pequenas palavras de amor,


fazem da nossa terra o paraiso,


como o céu acima de nós."

"Pequenos gestos de bondade


simples palavras de amor


Fazem o mundo mais feliz


Afastam a vida da dor!"


(Julia A.Carney)

01/09/2014

GRATIDÃO, VIRTUDE QUE SE APRENDE

Embora o  vídeo tenha sido feito apenas para filmar uma brincadeira, o menino chamado Santiago de 10 anos localizado em algum lugar na cidade de Bahia Blanca, Argentina!. (Onde se usa tábuas de madeira para se alimentar), mas oque acontece é uma linda cena de gratidão. 
Santiago deseja que seus pais lhes deem um tablet para o dia da criança, mas eles lhe diz que não poderiam comprar. 
Uma surpresa, o gesto dessa criança que nos dá um grande exemplo de como é linda a gratidão. 
 "Humildade é sinônimo de grandeza"

31/07/2014

O QUE É AQUILO?

Este é um pequeno filme grego feito em 2007.
Pai e filho estão sentados num banco.
Subitamente um pardal pousa perto deles.
Um filme simples mas comovente de Constantin Pilavios.

Mais que responder as perguntas, é necessário que aquele que não compreende a explicação sinta o amor.

VÁRIOS CURSO SOBRE EDUCAÇÃO