O Dia da Consciência Negra é uma data para a reflexão de todos nós brasileiros.
Durante o período da escravidão, os negros sofreram inúmeras injustiças.
E ás custas do seu sofrimento nas senzalas, nos campos e nas cidades, foi erguido tudo o que havia no Brasil daquela época.
Os negros resistiram de diversas formas, nas muitas revoltas, fugas e com a formação de quilombos em várias partes do país.
Assim, surgiu o Quilombo dos Palmares e o seu sonho de liberdade, que teve como principal líder Zumbi.
Veio a Abolição em 1888, o Brasil mudou e hoje é uma das maiores economias do mundo.
No entanto, os negros continuaram em situação de desigualdade, ocupando as funções menos qualificadas no mercado de trabalho, sem acesso às terras ancestralmente ocupadas no campo, e na condição de maiores agentes e vítimas da violência nas periferias das grandes cidades.
Sua luta, inspirada em Zumbi e em outros heróis negros que tombaram ao longo do caminho, precisava continuar.
Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, e seu corpo foi exibido em praça pública para semear o medo entre os escravos e impedir novas revoltas e fugas.
Mas o efeito foi oposto, despertando em muitos a consciência de que era preciso lutar contra a escravidão e as desigualdades, como Zumbi ousou fazer.
A memória deste herói nacional, no Dia da Consciência Negra, nos compromete com a construção de uma sociedade na qual todos tenham não apenas a igualdade formal dos direitos, mas a igualdade real das oportunidades.
Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
Onde Você Guarda o Seu Racismo?
Os psicólogos americanos Mamie e Kenneth Clark fizeram esse teste acerca das raças em 1947.
Dia da Consciência Negra Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594). Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade. Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca. A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra. Dados estatísticos Segundo o IBGE, no Brasil os negros são correspondentes a menos de 10% da população. Os chamados "pardos", no entanto, que são mestiços de negros com europeus ou índios, chegam a um número próximo da metade da população. Entre a população negra jovem (especificamente no segmento de 15 a 17 anos), 36,3% cursaram ou cursam o ensino médio; entre os brancos, a parcela é de 60%. Entre aqueles que têm até 24 anos, 57,2% dos brancos haviam atingido o ensino superior, contra apenas 18,4% dos negros. O rendimento médio da população branca no Brasil é de R$ 812,00; já a dos negros é de R$ 409,00. Entre a parcela de 1% dos mais ricos do país, 86% são brancos.
A bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Neste contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca A Bandeira Nacional é hasteada de manhã e recolhida na parte da tarde. Ela não pode ficar exposta à noite, a não ser que esteja bem iluminada. É obrigatório o seu hasteamento em órgãos públicos (escolas, ministérios, secretarias de governo, repartições públicas) em dias de festa ou de luto nacional. Nos edifícios do governo, ela é hasteada todos os dias. Também é exposta em situações em que o Brasil é representado diante de outros países como, por exemplo, em congressos internacionais e encontros de governos. O dia 19 de Novembro é comemorado, em todo o território nacional, como o Dia da Bandeira. Nesta data ocorrem comemorações cívicas, acompanhadas do Hino à Bandeira Curiosidade: As quatro cores da Bandeira Nacional representam simbolicamente as famílias reais de que descende D.Pedro I, idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro deste contexto, o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar no Brasil. Neste video, o hino e a letra.
Interessante o contexto e contraste de nossa época, com relação às crianças. A criança já foi considerada um adulto em miniatura nos meados do século XV. E daí! Já se foram 500 anos, estamos em outros tempos...
No século XV, a criança era vista como um adulto em miniatura. Ela era vestida como adulto e a ela cabiam obrigações como se fosse adulto.
Eis o contraste de nossa época, em algumas famílias, esta situação não é muito diferente. A criança ocupa, muitas vezes, o lugar de centro de decisões: ela é a autoridade e os pais a obedecem. É ela quem determina a hora e onde irá dormir; se vai ou não tomar banho; se vai ou não escovar os dentes, o que vai comer, o que vai vestir, a maquilagem, fazer as unhas, e principalmente o que será consumido na casa. Veja também
Existem alguns segmentos da literatura e segmentos sociais preocupados em conscientizar os adultos das necessidades, importância e responsabilidades de cada papel, que no mais das vezes estão perdidos na Educação de seus filhos.
Uma mãe fala das roupas para a sua filha "Saí para comprar roupa para minha filha e fiquei boquiaberta com os modelitos em lojas como a Zara, BabyGap, entre outras. A maioria é uma miniatura de roupa de adulto. Na primeira vez que olhei as combinações, achei o máximo. Mas daí me dei conta que eu estava achando bonito para EU usar aquele tipo de roupa e não para uma menina de dois anos de idade!"
Existem alguma consequência nisso? Não parece um papo careta e conservador?
Dia 23 de Abril, foi comemorado o Dia Mundial de Escoteiro.
Quando criança fui "Lobinho", era o máximo de alegria.
Deixo aqui a Lei do Escotismo.
"O Escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais que sua própria vida.
O Escoteiro é leal.
O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação.
O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros.
O Escoteiro é cortês.
O Escoteiro é bom para os animais e as plantas.
O Escoteiro é obediente e disciplinado.
O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades.
O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio.
O Escoteiro é limpo de corpo e alma."
Ensine pelo Exemplo" é um local onde uma simples declaração pode ser muito profunda.
O jovem tem o pensamento de que "tudo o que ele fez foi manter a luz", mas agora, olhando para trás como um adulto, ele vê a sabedoria que seu pai estava compartilhando com ele, e como era importante servir.
Em um armazém de beira de estrada, um homem vive em paz com seus animais de estimação: o cão vigia a casa, o gato caça os ratos e o jumento é o meio de transporte.
No porão da casa habitam vários ratos que vivem roubando comida em quantidades tão pequenas que não prejudicam o negócio, mas a chegada de um rato estranho acaba com a harmonia do mercadinho.
No Japão as escolas ensinam primeiro as boas maneiras, as crianças são ensinadas a respeitar, ser gentil com todos até mesmo com os animais e a natureza, aprendem a ser generosas, compassivas, empáticas, ter autocontrole e coragem.
O ano letivo começa diferente
O ano letivo no Japão é dividido em 3 trimestres: 1 de abril a 20 de julho, 1 de setembro a 26 de dezembro, e 7 de janeiro a 25 de março. Os estudantes têm 6 semanas de férias durante o verão. Também têm pausas de duas semanas no inverno e na primavera, isso ajuda a recuperar o fôlego.
Os alunos limpam a escola
Nas escolas japonesas, os alunos têm de limpar as salas de aula, cozinhas e até mesmo os banheiros, tudo sozinhos. A escola divide os alunos em pequenos grupos e as tarefas são atribuídas durante o ano, eles acreditam que exigir que os alunos limpem o local onde estudam os ensina a trabalhar em equipe e ajudar uns aos outros. Quando é o aluno que limpa ele dá mais valor e acaba respeitando mais o espaço, dando valor ao seu trabalho e dos outros.
O almoço tem um menu padronizado
As escolas garantem que os alunos tenham refeições saudáveis e equilibradas, o almoço no sistema de educação japonês é servido de acordo com um menu padronizado desenvolvido por chefs qualificados e profissionais de saúde. Eles comem dentro da sala de aula, junto com o professor.
Cursos extracurriculares são comuns
No Japão os estudantes fazem cursos preparatórios e participam de diversas oficinas, geralmente os alunos retornam a escola no período da noite para fazer os cursos. O dia escolar no aluno é de 8 horas por dia, eles estudam nos feriados e fins de semana também, esse é um dos motivos que fazem os alunos não repetirem de ano.
Os japoneses aprendem caligrafia e poesia
Os alunos têm aulas de caligrafia, pois o Shodo é uma arte, assim como o Haiku que é uma forma de poesia que usa expressões simples para transmitir emoções profundas aos leitores. São aulas que ensinam as crianças a respeitar sua própria cultura.
A taxa de frequência escolar é de cerca de 99,99% Matar aula é algo que não acontece, os estudantes japoneses não faltam à escola, nem chegam atrasados. Eles também são bastante focados e cerca de 91% dos alunos no Japão relataram que nunca ignoraram o que o professor ensinava.
Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril. Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries. Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril". No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente. EM TEMPOS TÃO NECESSITADOS DA VERDADE, DEVERIA SER CRIADO O DIA DA VERDADE. Quando se faz uma pesquisa pela palavra MENTIROSO, surge na primeira página uma informação interessante, claro que ela foi preparada por pessoas experientes da internet. Como essa pesquisa: Quando vodê procura no google por "politico honesto" olha o que aparece como primenira pagina
.
Sem dúvida que o melhor símbolo de MENTIROSO não é o pinóquio, mas a grande maioria dos políticos. Aliás porque não ser instituido o DIA DO POLÍTICO, mas já houve outra sugestão, 31 de dezembro, o dia que se promete mudanças que nunca vão acontecer. Com excessões, bem poucas...
No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso
lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com
a falta desse bem essencial à vida.
A água é um bem precioso e insubstituível.
É um elemento da natureza, um recurso natural.
Água é fonte da vida. Não importa quem somos, o que fazemos,
onde vivemos, nós dependemos dela para viver.
No entanto, por maior que seja a importância da água, as
pessoas continuam poluindo os rios e suas nascentes, esquecendo o quanto ela é
essencial para nossas vidas.
A água é, provavelmente o único recurso natural que tem a
ver com todos os aspectos da civilização humana, desde o desenvolvimento
agrícola e industrial aos valores culturais e religiosos arraigados na
sociedade.
97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser
bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em
rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de
seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da
Terra.
Com o objetivo de chamar a atenção para a questão da
escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a
Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992 o Dia Mundial da Água: 22
de março.
A história de um jovem de 16 anos está impressionando milhares de pessoas nas redes sociais no mundo inteiro. Trata-se de Emmanuel Joseph Bishop, um adolescente com Síndrome de Down que toca violino e fala 4 línguas: inglês, espanhol, francês e o latim. Educado na casa dos pais, que nunca duvidaram das suas capacidades físicas e cognitivas, Emmanuel aprendeu muito cedo a ler e descobriu a sonoridade do violino com apenas 6 anos.
Lutando contra preconceitos e estigmas, o jovem mostra que não deve nada a muitos jovens da idade dele. Para provar que ter Down não o impede de ser tão bom – ou melhor - que os outros, Emmanuel tem participado de conferências pelos quatro cantos do mundo. Nelas, ele conta sua experiência de vida e os seus interesses por esporte e música. Iniciativa que inspira crianças que também nasceram com a síndrome.
Mesmo com todas essas provas de talento e sensibilidade de Emmanuel e outras pessoas que nascem com Down, vários países ainda têm leis que permitem o aborto de bebês que nascem com a síndrome. No vídeo o jovem Emmanuel toca violino com a Antalya State Symphony Orchestra. Com informações do Boas Notícias.
A Síndrome de Down é uma alteração genética, que ocorre durante a divisão celular do embrião. O indivíduo com Síndrome de Down possui 47 cromossomos (e não 46), sendo o cromossomo extra ligado ao par 21. Intimamente ligada a um excesso de material cromossômico, tem nítida relação com a idade dos pais. Quanto mais idosos eles forem maior a probabilidade de gerarem um filho com essa Síndrome, que vem necessariamente associada a um comprometimento intelectual e a uma hipotonia, a redução do tônus muscular. Não está vinculada a consanguinidade, isto é, laços de parentesco entre os pais. Se você quiser saber mais clique na foto
Uma cena curiosa no parlamento Europeu: entre muitos homens e mulheres vestindo roupas sociais, uma mãe com um bebê no colo. Trata-se da eurodeputada italiana Licia Ronzulli que levou sua filha para o parlamento pela segunda vez com o objetivo de mostrar as dificuldades que as mulheres ultrapassam diariamente para conciliar a vida no trabalho e com a família. A deputada aproveitou as regras europeias parlamentares que permitem que as mulheres levem seus bebês ao trabalho. De acordo com o jornal britânico Daily Mail, a menina permaneceu tranquila no colo da mãe e se distraiu com um biscoito que tinha em mãos. Além disso, atraiu a atenção de pessoas que brincaram com ela. Aqui no Brasil algumas empresas também permitem esse tipo de flexibilidade. CENAS MUITO LINDAS.
Mary McLeod Bethune foi uma educadora americana pioneira e líder dos direitos civis. Nasceu em 10 de julho de 1875, em Mayesville, South Carolina, filha de ex-escravos, Bethune ganhou bolsas de estudo para frequentar o Seminário Scotia em Concord, Carolina do Norte (atualmente Barber-Scotia College), e o Instituto para Missões Domésticas e Estrangeiras, em Chicago (hoje, Instituto Bíblico Moody).
Em 1904, mudou-se para Daytona Beach, Florida, para fundar sua própria escola.
Seu prédio escolar, de uma sala, transformou-se na Escola Normal e Industrial para Meninas Negras de Daytona, antes de se incorporar ao Instituto Cookman para Meninos, em 1923. Mais tarde, a escola incorporada afiliou-se à Igreja Metodista Unida e se tornou a faculdade historicamente negra, cujo nome era em sua homenagem, Faculdade Bethune-Cookman (atualmente, Universidade Bethune-Cookman).
Em 1936, o presidente Franklin D. Roosevelt nomeou Bethune como diretora daAdministração de Assuntos Negros da Divisão Nacional de Juventude, fazendo dela a primeira mulher negra a dirigir uma agência federal.
Ela também fundou o Conselho Nacional de Mulheres Negras e era membro ativo da Associação Nacional de Mulheres Negras até sua morte, em maio de 1955.
Iluminada. Maria José Matos da Silva, 62 anos, de Capão da Canoa, no litoral norte, é assim definida por quem bate à porta dela nas
terças-feiras.
Dona Zezé distribui centenas de pães para quem tem fome.
E,
antes disso, os produz no próprio pátio de casa.
É assim há 11 anos.
Cansada de ver crianças e idosos famintos pela periferia da cidade, Zezé decidiu colocar a mão na massa — literalmente. Moradora desde 1986 do bairro Santa Luzia, em Capão da Canoa, ela fez os primeiros pães num forno improvisado e os deu para dez famílias vizinhas. Sozinha na empreitada, precisou fazer faxinas e comprar fiado nos mercados da cidade para ter farinha e açúcar suficientes ao longo de 12 meses.
As coisas só começaram a mudar quando ela expôs o projeto numa rádio local. A partir daí, surgiram os primeiros doadores e uma parceria sólida com o Rotary da cidade. Para ampliar a distribuição, as próprias beneficiárias participavam da produção dos pães.
Hoje, para preparar os pães, Zezé e as ajudantes chegam ao local antes das 7h e só terminam a produção por volta das 18h. Nos dois fornos a lenha, são assados mil pães todas as terças-feiras, que ajudam cem famílias da região.
Para ajudar
- O projeto Forno Comunitário Madre Assunta aceita doações de farinha de trigo, açúcar, fermento para pão, feijão, arroz e outros alimentos pertencentes à cesta básica.
- Rua Getúlio Vargas, 364, bairro Santa Luzia, Capão da Canoa. Fone: (51) 3625-5138
Harriet Tubman (Araminta Ross, Condado de Dorchester, Maryland, 1820 — Auburn, 10 de Março de 1913), também conhecida por Black Moses, foi uma afro-americana natural dos EUA, abolicionista, humanitária e espiã da União durante a Guerra Civil dos Estados Unidos da América, que lutou pela liberdade, contra a escravidão e o racismo. Depois de escapar do cativeiro, ela fez treze missões para resgatar setenta escravos utilizando da rede de ativistas abolicionistas e abrigos conhecida como a "Underground railroad". Ajudou John Brown a recrutar homens em seu ataque a Harpers Ferry, e no pós guerra lutou pela inclusão das mulheres no sufrágio. Nascida uma escrava no distrito de Dorchester, Maryland, Tubman apanhou de seus vários mestres quando criança. Ainda jovem, sofreu uma ferida traumática na cabeça quando um dono de escravos irado a lançou um peso de metal, pretendendo acertar outro escravo. A lesão causou dores de cabeça, ataques epilépticos, poderosa atividade visionária e de sonho, e crises de hipersonia que ocorreram durante sua vida inteira. Como uma cristã devota, atribuiu suas visões e sonhos vividos as premunições de deus. Em 1849, Tubman escapou para a Philadelphia, e imediatamente retornou a Maryland para resgatar sua família. Devagar, e um grupo de cada vez, ela trouxe parentes consigo mesma para fora do estado, e eventualmente guiou dezenas de outros escravos para a liberdade. Viajando de noite e em extremo segredo, Tubman "nunca perdeu um passageiro". Recompensas pesadas eram oferecidas por muitas das pessoas que ela ajudou a libertar, mas ninguém tinha conhecimento de que era Harriet Tubman quem os ajudava. Quando uma lei abrangente contra fugitivos entrou em vigor em 1850, ela ajudou a guiar fugitivos mais ao norte ao Canada, e ajudou muitos recem libertados a encontrar emprego. Quando a guerra civil americana começou, Tubman trabalhou para o exército da união(norte), primeiro como uma cosinheira e enfermeira, e então como batedora e espiã. A primeira mulher a liderar uma expedição armada na guerra, ela guiou o ataque no rio Combahee, que liberou mais de setecentos escravos. Após a guerra, ela se aposentou para a residência da família em Auburn, New York, onde ela cuidou de seus pais idosos. Foi ativa no movimento para o sufrágio feminino até ser tomada por doença e ter de se internar numa clínica para idosos afro-americanos que ela havia ajudado a abrir anos antes. Depois de sua morte em 1913, se tornou um ícone americano a coragem e liberdade.
Domingo, 30/10 estive no Teatro Municipal de São Paulo,
ouvindo o Réquiem de Verdi.
Fiquei maravilhado com o lugar, falarei em outra postagem
sobre isso, agora o motivo que me leva a escrever é outro.
Com olhar de
educador, encantado com os músicos, constatei algo que me entristeceu.
Uma
quantidade considerável para encher um palco de músicos, e até onde pude ver,
não havia um negro fazendo parte do grupo.
Quando terminou a apresentação perguntei as pessoas a minha
volta, alguém percebeu que a orquestra não tem negros?
E o estranhamento óbvio de quem nem pensava no assunto.
Não
seria uma coincidência?
No coral, com 120 cantores, consegui ver quatro.
E aí começa meus questionamentos, que quando aborrecido se
descambam para a ironia.
Será que o negro não tem habilidade para a música?
E as
pessoas começam a ficar espantadas comigo.
Provavelmente o negro não esteja “capacitado” para estar
numa orquestra como essa?
E vou desfilando meus comentários até que as pessoas ao meu
lado começam a me lançar com o olhar:
“Eu não tenho culpa”.
Existe alguém culpado por não haver a representatividade da
raça negra na orquestra municipal de São Paulo?
Num país que infelizmente enxergo a exclusão, ouço de
alguns, “eles precisam se esforçar mais”, num país onde as oportunidades são
tão desiguais, “é questão de mérito”.
Quem tem olhos para a Educação, vê além... Não estão na
orquestra, porque algo está errado.
Na sociedade, na orquestra, no Brasil.
À tempo, recebendo os bilhetes, indicando os lugares para se sentar...(sem querer jamais desmerecer qualquer profissão digna) eu os ví.
No estado americano de Michigan, a primeira segunda-feira depois do dia 4 de fevereiro sempre é feriado.
Dia de Rosa Parks.
Ela se tornou a primeira pessoa de seu país a conquistar tal honraria em vida.
Logo virão outras homenagens, mas, infelizmente, Rosa não estará mais presente para recebê-las.
Na noite do último dia 24 de outubro, a chamada “mãe do movimento pelos direitos civis” morreu de causas naturais, na cidade de Detroit, Michigan, onde vivia desde 1957.
Entre dezenas de prêmios, ela recebeu do então presidente Bill Clinton, em 1999, a Medalha Presidencial da Liberdade – a maior condecoração oficial que um civil americano pode ganhar.
Tudo começou em Montgomery, no Alabama.
Nos anos 50, o sul dos Estados Unidos não era nada agradável para uma senhora negra de 42 anos.
Muitos estados ainda viviam sob segregação racial legalizada, que incluía destinar os assentos traseiros dos ônibus aos negros e os dianteiros aos brancos.
Se faltassem lugares, os negros tinham que ir em pé, na parte de trás.
No dia 1o de dezembro de 1955, a costureira Rosa Parks saiu do trabalho numa loja de departamentos e sentou no primeiro banco para “pessoas de cor”, no meio do ônibus.
Três paradas depois, o veículo encheu e faltou lugar para um homem branco.
O motorista ordenou que quatro passageiros negros cedessem seus lugares, mas Rosa continuou sentada.
Em vez de ir para casa, ela foi para a prisão.
Acabou sendo considerada culpada, pagou fiança e, dias depois, perdeu o emprego.
O caso foi o estopim para que, sob a liderança de Martin Luther King Jr. (até então um desconhecido pastor local), a comunidade negra de Montgomery decidisse boicotar os ônibus.
O caso repercutiu em todo o país e, em 21 de dezembro de 1956, a Suprema Corte declarou inconstitucionais as leis racistas do Alabama.
Nesta entrevista, concedida no início de outubro, Rosa falou sobre essa primeira vitória – e sobre sua incansável luta contra o preconceito.
História - Já se passaram 50 anos desde o dia em que a senhora se negou a dar o lugar para um homem branco num ônibus de Montgomery.
O que mudou na vida do negro americano neste meio século?
Rosa Parks - As relações raciais melhoraram muito.
Quando aconteceu o incidente do ônibus, a escravidão já tinha terminado havia quase um século (a abolição nos Estados Unidos aconteceu no dia 6 de dezembro de 1865 ), mas os negros ainda não podiam freqüentar os mesmos restaurantes que os brancos, as mesmas escolas, os mesmos mercados...
Nem mesmo votar ou sentar nos mesmos assentos do ônibus.
Vivíamos uma segregação racial legalizada e andávamos de cabeça baixa.
Os brancos pensavam que eram superiores e não houve um único dia em que eu não tenha me sentido humilhada.
Hoje, temos os mesmos direitos que eles.
Mas ainda há muita desigualdade e injustiça.
O caminho é longo.
Nos seus livros Rosa Parks: My Story e Quiet Strength (“Rosa Parks: Minha História” e “Força Silenciosa”, ambos inéditos em português) , a senhora deixa a impressão de que o incidente do ônibus não foi surpresa para ninguém, já era esperado.
A senhora sabia o que estava por vir?
Eu não imaginava que ficaria envolvida até o pescoço no Movimento Pelos Direitos Civis e muito menos que meu ato naquele dia teria um impacto tão grande.
Mas já ansiava e lutava por mudanças há muito tempo.
Nós éramos maioria, o sistema de ônibus dependia da gente.
E obedecíamos às regras deles sem questionar.
Anos antes do incidente que deu origem ao boicote, eu tive problemas com o mesmo motorista (todos os passageiros negros eram obrigados a entrar pela porta da frente para pagar a passagem, sair do ônibus e entrar de novo por trás.
Não era raro o motorista ir embora antes que todos tivessem entrado.
Em 1955, estávamos mais unidos e conseguimos chamar a atenção de todos para a minha prisão, a nossa situação e, claro, para o boicote.
O incidente não foi planejado, mas já era esperado por causa de toda a tensão que havia entre negros e brancos na época.
Quais são as lembranças que a senhora tem dos 381 dias de boicote?
A cada dia, eu sentia nosso povo mais unido. Martin Luther King Jr. (porta-voz do movimento) comoveu o país com a nossa causa e, apesar da resistência dos brancos, eu não tinha dúvida de que venceríamos.
Nós tínhamos outras opções, como ir a pé ou de carona para o trabalho.
Já o sistema de transporte não, pois poucos brancos andavam de ônibus.
Sem os negros, os prejuízos foram enormes.
Eu perdi meu emprego pouco depois do início do boicote e passei a trabalhar em casa, me dedicando totalmente à luta pelos direitos civis.
Para todo o nosso povo, foi um período difícil, mas cheio de esperança.
Mas os problemas dos negros não acabaram junto com o fim do boicote.
Em 1957, a senhora teve que se mudar para Detroit com seu marido, por causa das constantes ameaças de morte em Montgomery.
Trinta anos mais tarde, criou o Instituto Rosa Raymond Parks para o auto desenvolvimento.
Quando a senhora acha que a luta vai acabar?
Enquanto existir gente que não acredita em liberdade e justiça para todos, meu trabalho não terá terminado.
Como é o trabalho do Instituto?
Temos uma pequena equipe e muitos voluntários maravilhosos.
Desde 1987, trabalhamos com mais de 6 mil crianças e jovens entre 11 e 17 anos. São pessoas de diferentes etnias e origens.
O programa Pathways to Freedom (“Caminhos para a Liberdade”), por exemplo, reúne jovens do mundo inteiro no verão.
Nosso trabalho é fazer com que cada um descubra o que há de melhor em si mesmo.
Aos 92 anos, a senhora continua participando de eventos do Instituto. Essa luta nunca a cansou?
Nunca. Tenho um amor verdadeiro pela minha causa, o que não me deixa cansar.
Dediquei 17 anos da minha vida ao Instituto.
Há três anos me aposentei, porque tinha certeza de que meu projeto seguiria firme com as pessoas que estão lá.
Mas, sempre que posso, participo de encontros com jovens do Instituto.
Acho que é importante para eles conhecerem de perto minha história.
São sempre encontros emocionantes.
A senhora recebe os jovens na sua casa, em Detroit?
Minha casa era a sede do Instituto em 1987, quando eu e Elaine (Elaine Eason Steele, amiga de Rosa Parks há mais de 40 anos) o fundamos.
No ano seguinte, ele passou para a Cadillac Square, também em Detroit.
Mas minha casa até hoje é um local de reuniões para jovens e idosos.
Um estudo da Universidade de Harvard, o Civil Rights Project (“Projeto sobre Direitos Civis”), revelou que as escolas americanas estão sofrendo uma nova segregação racial desde o “Caso Dowell”, de 1991, quando a Suprema Corte americana autorizou a volta do zoneamento das escolas por bairros.
Em dez anos, a integração de negros nas escolas de maioria branca caiu 10%.
Como a senhora vê esse fenômeno?
Com um desgosto terrível. É um pesadelo ver crianças crescendo separadas por raças.
O que a senhora acha dos jovens que participam de organizações racistas espalhadas por todo o seu país – e pelo mundo –, como os neo-nazistas e os seguidores da Ku Klux Kan?
Eles não sabem que quem sente ódio está destruindo tanto o outro quanto a si mesmo.
Mas eu estou conscientede que sempre vai haver sofrimento no mundo e pessoas que escolhem odiar.
Por isso é importante ouvir a voz da paz.
Eu acho que nós perdemos gerações quando não enchemos os corações dos jovens de paz e de objetivos positivos.
Qual a imagem que a senhora tem de Martin Luther King Jr.?
A de um homem forte, carismático e determinado a dar a vida pelos seus ideais.
Eu não estaria dando esta entrevista agora se meu caminho não tivesse cruzado com o de Martin Luther King no episódio do ônibus.
Entre os políticos e artistas negros que estão em evidência hoje, há alguém que a senhora admire pela luta contra o racismo nos Estados Unidos?
São muitos e, infelizmente, nem todos são conhecidos da grande mídia.
É melhor nem começar a listar.
Estou com 92 anos e, você sabe, a chance de a memória falhar e eu esquecer alguém é grande.